sábado, 15 de junho de 2013

DA BELEZA - Mário Ferreira dos Santos

De Mário Ferreira dos Santos
Capítulo do livro "CURSO DE ORATÓRIA E RETÓRICA"

Falamos nas páginas anteriores da beleza muitas vezes, sem que a tivéssemos estudado. Assim como o sublime, a beleza é uma fonte de agradáveis prazeres para a imaginação humana. A emoção da beleza é diferente da emoção do sublime, embora, como nos últimos exemplos que fornecemos, o belo e o sublime conheçam um ponto de contacto, o que aliás é comum observar-se. Quando o homem, em épocas mais recuadas, era capaz de assombros, o sublime predominava. Mas o homem moderno, sobretudo o das grandes cidades, é um tanto céptico, menos emocional em relação ao sublime. Um temporal que, no campo, é uma coisa sublime, na cidade perde grande parte de seus caracteres para nos parecer algo de impróprio, de inconveniente, de desajustado. É que a metrópole impõe sempre o seu gosto (ou melhor o seu mau gosto); é o estado do artificial, do apócrifo. Por isso o homem moderno, até quando vive nas pequenas cidades, não tem capacidade de captar facilmente o sublime.

Enquanto o sublime eleva o espírito, exalta, arrebata, a beleza dá uma emoção agradável, suave. O sentimento que pode engendrar o sublime, por ser violento, é menos durável que o prazer que dá a beleza. Os trechos que citamos participam tanto do sublime como da beleza. Elevam-nos e nos dão uma emoção agradável, perdurável, de tranquilo bem-estar. É que, como dissemos, não há fronteiras delimitadas entre o sublime e a beleza, pois se confundem muitas vezes.

Em que consiste a beleza? Se lermos as obras dos estetas, veremos que há uma grande divergência sobre o que consideram belo e qual o conceito que dele formam. E a dificuldade é simples de explicar: é que o belo não consiste em alguma coisa, que está aí. O belo é um valor, o belo vale. Quando dizemos que uma coisa é bela,nada acrescentamos nem tiramos da coisa. Se dizemos que um objecto é azul, o azul está no objecto, e se dizemos que não é azul, é que o azul não está nele. Mas quando dizemos que é belo, não o encontramos no objecto, que continua com as suas mesmas características como se não tivéssemos dito nada. O belo não o encontramos aqui ou ali. Então o belo é uma relação entre o objecto e o sujeito? Também não, porque o belo não depende apenas das apreciações subjectivas. O facto de alguém não perceber o belo de uma coisa, não quer dizer que essa coisa não seja bela. É êle um valor e os valores, na filosofia, são estudados diferentemente dos outros objectos, porque os valores, em suma, valem. Mas deve haver uma base real, de res, de coisa, no belo? Sim, há. E o que há é uma disposição harmoniosa de aspectos que permite despertar uma emoção estética, a qual nos leva a declarar belo um objecto porque tem beleza. Todos nós sabemos o que é belo, quando nos perguntam o que êle é, e não sabemos quando queremos dizer o que é. Dá-se com o belo o que se dava com o tempo para Santo Agostinho; todos o sentimos, mas não sabemos defini-lo.
Este tema transcende os limites da retórica, e cabe à filosofia da arte estudá-lo. Procuraremos simplificar quanto possível para tentar uma explicação singela.

Os estetas têm dificuldades em definir o belo, e é fácil ver-se por que. Alguns (são os cépticos), negam qualquer possibilidade de definição ou de encontrar-se nele um caráter objectivo. Vamos analisar.
Todos sentimos o que é belo. Há assim, em todos nós uma intuição do belo. Acreditamos que há coisas belas, que conhecemos e que não conhecemos. Sentimos que o belo é tudo quanto é capaz de nos provocar uma emoção estética. Em face de um objecto que nos provoca essa emoção, não trepidamos em chamá-lo de belo. Neste caso, procedemos a uma apreciação estética do objecto. Outro, porém, poderá dizer o contrário, isto é, apreciar diferentemente o mesmo objecto e dizer, dele, qeu não vale o ser-belo, que é uma obra sem beleza. O conceito do belo, intuitivamente formado por um e por outro, é o mesmo, mas, quando em relação ao objecto, um afirma que vale o ser-belo e outro afirma o contrário. Nesses casos, é a emoção estética, de um e de outro, quedeu o valor, valorou o objecto. Se examinarmos a história da humanidade, veremos que essas valorizações variam de uma época para outra, de uma classe para outra, de um povo para outro. São esses factos que fundamentam a opinião dos cépticos, na estética.

No entanto, há coisas chamadas belas que são belas em todas as eras e em todos os povos e para todas as classes.

Então, essas são dotadas da verdadeira beleza? Ora, não esqueçamos que o ser humano é sempre o ser humano. Há uma parte dele que varia, modifica-se através do tempo, mas há outra que permanece invariante. Quando a beleza é da primeira parte, é variante também; quando da segunda, atravessa o tempo.
Um crepúsculo de cores maravilhosas e cambiantes será belo em todas as eras humanas, independentemente do histórico, enquanto o homem fôr homem. Quando algum objecto é capaz de nos provocar a emoção estética mais elevada, chamamo-lo de belo. E êle realmente o será quando obedeça a essa parte invariante, quando fôr capaz de atravessar os tempos, quando tenha, em suma, o que chamamos de "eternamente actual".

Em que consiste esse "eternamente actual?" Consiste em ser actual sempre, não agora, nem ontem, mas sempre. A emoção estética, já vimos, ou nos arrebata pelo sublime ou nos dá esse estado agradável, manso, que é próprio da beleza. O homem sempre se emocionou esteticamente com o sublime e com o harmonioso, com o profundo e sábio, com o que o exalta, com o que lhe dá uma emoção de superação, e lhe modifica o estado interior sem um fim utilitário, sem que o utilize sempre que a contemplação se faça, não exigindo um esforço desagradável. Em suas linhas gerais, o "eternamente actual" e o instante que a arte toma e tira o tempo, liberta do tempo, do fluxo do tempo, do que se passa, para torná-lo eterno, imutável. Como esses temas pertencem à estética, bastam, para o estudo da retórica, os elementos que demos acima, que são suficientes para empreendermos outras análises de ordem teórica.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Família, divórcio e o Estado Servil - G.K.C.

Excerto do livro A Superstição do Divórcio, de G.K.Chesterton 

"Se o divórcio for uma doença, não é mais uma doença chique, como a apendicite, mas uma epidemia, como o sarampo. Já vimos que os jornais e os homens públicos, hoje em dia, fazem uma tremenda algazarra ao proclamar a necessidade de ajudar os pobres a obter um divórcio. Mas por que tanto ansiariam eles pela liberdade do pobre se divorciar, e nem um pouco por que ele tenha qualquer outra liberdade? Por que as mesmas pessoas ficam felizes, à beira das gargalhadas, quando ele se divorcia, e horrorizadas quando ele bebe uma cerveja? O que o pobre faz com seu dinheiro, o que acontece com seus filhos, onde ele trabalha, quando ele sai do serviço, tudo isso está cada vez menos sob o controle dele. Bancos de Empregos, Carteiras de Trabalho, Seguros-Desemprego e centenas de outras formas de supervisão e inspeção policial foram combinadas, para o bem ou para o mal, para fixá-lo cada vez mais estritamente em um determinado lugar na sociedade. Cade vez menos lhe é permitido procurar outro serviço; por que cargas d’água se lhe quer permitir que procure outra mulher?! Ele está cada vez mais constrito a obedecer a uma espécie de lei muçulmana que proíbe a bebida; porque facilitar que ele abandone a velha lei cristã sobre o sexo?! Qual é o sentido desta imunidade misteriosa, desta permissão especial para o adultério? Porque a única alegria que ainda lhe está aberta deveria ser fugir com a mulher do vizinho?! Porque ele deveria amar como lhe der na telha, se não pode viver como lhe dá na telha?! A resposta, lamento dizê-lo, é que esta campanha social, na maioria senão em todos os seus proponentes mais proeminentes, baseia-se, neste tema, em um interesse particular do tipo mais hipócrita e pestilento. Há defensores da democratização do divórcio que são realmente defensores da liberdade democrática em geral. Estes, contudo, são a exceção. Mais ainda: eu diria, com todo o respeito, que são fantoches.

A onipresença do assunto na imprensa e na sociedade política é devida a um motivo diametralmente oposto ao que é abertamente professado. Os governantes modernos, que são simplesmente os ricos, mudam muito pouco em sua atitude em relação aos pobres. É o mesmo espírito que arranca deles os filhos com o pretexto da ordem e quer lhes arrancar a esposa com o pretexto da liberdade. Quem deseja, como diz a letra da música satírica, “destruir o lar feliz”, busca antes de tudo o mais não destruir a fábrica, que não é nem um pouco feliz.

O capitalismo, é claro, está em guerra contra a família, pela mesma razão que o levou à guerra contra o sindicato. Este é, realmente, o único sentido em que o capitalismo está ligado ao individualismo; o capitalismo acredita no coletivismo para ele mesmo e no individualismo para seus inimigos. Ele quer que suas vítimas sejam indivíduos, ou, em outras palavras, quer atomizá-los. A palavra “átomo”, no seu sentido mais claro (que não é nem um pouco evidente) pode ser traduzida como “indivíduo”. Se restar alguma ligação ou fraternidade, se houver qualquer lealdade de classe ou disciplina doméstica pela qual o pobre possa ajudar o outro pobre, estes emancipadores farão o que puder para afrouxar este laço ou destruir esta disciplina da maneira mais liberal possível. Se houver tal fraternidade, estes individualistas vão redistribuí-la na forma de indivíduos; ou, em outras palavras, atomizá-la, reduzi-la a átomos.

Os mestres da plutocracia moderna sabem o que estão fazendo. Eles não estão cometendo nenhum engano. Eles podem ser inocentados de qualquer acusação de incoerência. Um instinto preciso e muito profundo levou-os a determinar que o lar humano é o obstáculo maior diante de seu progresso desumano. Sem a família não há recurso diante do Estado, que em nosso caso, na modernidade, é o Estado Servil. Para usar uma metáfora militar, a família é a única formação em que o ataque dos ricos pode ser debelado. É uma força que forma casais como os soldados formam esquadras e que, em todos os países agrários, guardou a casa ou o sítio como a infantaria guardou sua trincheira contra a cavalaria. Como esta força o opera, e o seu porquê, tentaremos explicar no último destes artigos. Mas é quando ela está prestes a ser destroçada pelos cavaleiros do orgulho e do privilégio, como na Polônia ou na Irlanda, quando a batalha se torna mais desesperada e a esperança é mais obscura, que os homens começam a entender porque este voto selvagem, no seu início, já era mais forte que todas as lealdades deste mundo; e o que pareceria fugaz como uma aparição é tornado permanente, na forma de um voto."

sábado, 8 de junho de 2013

Frases de São João Bosco

Frases de São João Bosco

1 ."Se fizermos o bem, encontraremos o bem nesta vida e na outra"

2. "Uma educação eficaz apóia-se inteiramente na razão, na religião e na bondade"    

3. "Lembrai-vos de que a educação é questão de coração, do qual somente Deus pode dar-vos as chaves"

4 ."Os jovens não só devem ser amados, mas devem saber que são amados. A primeira felicidade de um menino é saber-se amado"

5. "Quem quer ser amado ama. E quem é amado tudo alcança, sobretudo dos jovens"

6. "Diante da verdade não tenho medo de ninguém"

7. "Em todo jovem mesmo no mais infeliz, há um ponto acessível ao bem e a primeira obrigação do educador é buscar esse ponto, essa corda sensível do coração, e tirar bom proveito".

8. "A prática desse sistema é toda apoiada sobre as palavras de São Paulo, que diz: A caridade é paciente, é benigna, tudo sofre, tudo espera e suporta qualquer incômodo".

9. "Consideremos (nossos alunos) como filhos, pondo-nos a seu serviço, e não dominando".

10. "Familiaridade com os jovens especialmente no recreio, sem familiaridade não se demonstra afeto, e sem essa demonstração não pode haver confiança. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama. O mestre visto apenas na cátedra é mestre e nada mais, mas, se está no recreio com os jovens torna-se irmão..."

11. "Meus caros jovens, eu vos amo de todo coração, basta-me saber que sois jovens para que vos ame profundamente".

12. "Essa querida juventude foi sempre terno objeto de minhas ocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa congregação".

13. "Fiz tudo quanto soube e pude pelos jovens, que são o amor de toda minha vida".

14. "Conseguir-se-á mais com um olhar de bondade com uma palavra animadora, que encha o coração de confiança, do que com muitas repreensões que só trazem inquietações e matam a espontaneidade".

15. "Que os jovens não sejam amados, mas que eles próprios saibam que são amados..."

16. "Que, sendo amados nas coisas que lhe agradam, aprendam a ver o amor nas coisas que naturalmente pouco lhe agradam...

17. "O meu sistema? Simplicíssimo: deixar aos jovens plena liberdade de fazer o que mais lhe agrada. O problema é descobrir neles germes de boa disposição e procurar desenvolve-los".

18. "Geralmente os professores tendem a ser comprazer como os alunos que se sobrassem nos estudos e na capacidade, e na explicação têm vista só esses..."

19 ."Eu sou do parecer oposto. Creio que seja dever de todo professor olhar mais os mais fracos dar aula..."

20. "Basta que sejais jovens para que eu vos ame."

21. "Nossa vida é um presente de Deus e o que fazemos dela é o nosso presente a Ele."

22. "Deus nos colocou no mundo para os outros"

23. "Dai-me almas, ficai com o resto"

24. "Descansaremos no céu"

25. "Foi ela (Maria Auxiliadora) quem tudo fez"

26. "Quem confia em Maria jamais será iludido".

27. "Amai esta vossa mãe celeste, recorrei a ela de coração".

28. "Em todo perigo, invocai Maria; eu vos asseguro que sereis ouvidos".

29. "Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio tende, caros jovens, na devoção a Maria santíssima".

30. "Maria foi verdadeiramente constituída por Deus auxílio dos cristãos".

31. "Eu recomendo que diga todas as noites, antes de se deitar, três vezes a seguinte oração: querida mãe, virgem Maria, fazei que eu salve a minha alma".

32. "Maria nos mantenha todos firmes e nos guie pelo caminho do céu".

33. "Maria protege todos os seus devotos, em todas as necessidades, mas os protege especialmente na hora da morte".

34. "Amai, honrai e servi a Maria".

35. "Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens."

36. "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele"

37. "Ganhai o coração dos jovens por meio do amor"

38. "A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos."

39. "Suporta de bom grado os defeitos alheios, se queres que os outros suportem os teus."

40. "Tudo eu daria para ganhar o coração dos jovens e assim poder apresentá-los como presente ao Senhor."

41. "Se queres fazer-te bom pratica apenas três coisas e tudo andará bem. Ei-las: alegria, estudo e piedade."

42. "Eu não quero outra coisa dos jovens senão que sejam bons e
estejam sempre alegres."

43. "Desejo ver os meus jovens correr e pular alegremente no recreio."

44. "Alegria, oração e Santa Comunhão são nosso amparo".

45. "Se querem que nossa vida seja sempre alegre e tranquila procure
viver sempre na graça."

46. "Vivam o máximo a alegria, contanto que não façam pecado."

47. "Quero ensinar um método de vida cristã que seja alegre, mostrando os verdadeiros prazeres de modo que vocês possam dizer: Sirvamos ao Senhor com alegria."

48. "Quero que todos sirvam de boa mente ao Senhor com santa alegria, mesmo no meio das dificuldades."

49. "Mostrarmeei contente com o alimento que me foi servido contanto que não seja nocivo à minha saúde."

50. "Sobriedade no alimento, nunca além do necessário, para se conservar a saúde de corpo e de alma."

51. "Aquele que se interessa pela salvação de uma alma, tem fundadas esperanças de salvar a própria."

52. "Aja de modo que, pelas suas ações e pelas suas palavras, qualquer pessoa saiba que você procura o bem das almas."

53. "Quando vocês entrarem no céu. Deus lhes mostrará as almas que vocês ajudaram a salvar."

54. "Dom Bosco não se negaria a tirar o chapéu ao Diabo, contanto que o deixe passar para salvar uma alma."

55. "Uma das últimas frases escritas por Dom Bosco: Quem salva a alma salva tudo; quem perde a alma perde tudo."

56. "Quem anda com gente virtuosa, será também virtuoso. Se vocês
andarem com os bons irão para o céu."

57. "Andando com maus companheiros vocês acabam se perdendo, pondo em risco a própria salvação."

58. "Será grande o dia para aquele que conseguir dobrar um inimigo e conquistar um amigo."

59. "O amor às coisas terrenas diminui, muitas vezes até apaga o desejo das coisas do céu."

60. "Nas tentações invoque seu anjo. Ele deseja ajudar você mais do que você deseja ser ajudado por ele."

61. "Coragem e reze: o seu Anjo reza também por você e você será ouvido."

62. "Se vocês encontrarem-se em algum perigo de alma e de corpo, invoquem o Anjo da Guarda e eu tenho certeza que eles os assistirá e livrará."

63. "Não adianta nada ficar lamentando os males, é preciso arregaçar as mangas e dar de tudo para eliminá-los."

64. "Respeite todas as autoridades constituídas como cidadão."

65. "Quando vocês se levantarem pela manhã, repitam sempre: Ave Maria."

66. "Não fomos criados para comer e beber, mas para amar a Deus e salvar a alma."

67. "Para fazer o bem, ocorre ter um pouco de coragem e estar disposto a alguma mortificação."

68. "Nunca deixem para amanhã o fazer o bem que vocês podem fazer hoje, porque amanhã poderá ser tarde."

69."Fazer o bem quanto podemos, e depois não esperar o reconhecimento do mundo e sim de Deus."

70. "Sejam firmes no propósito de impedir o mal e fazer o bem, mas sejam sempre dóceis e amáveis, perseverantes e prudentes."

71. Umas das últimas palavras ditas por D. Bosco, em 13 de janeiro de
1888. "Façamos o bem a todos e o mal a ninguém."

72. "Fazer o bem sem aparecer. A violeta fica escondida, mas a gente acha o perfume."

73. "Felizes aqueles que se entregam a Deus, para sempre, na sua juventude."

74. "Quem atrasa a própria entrega a Deus corre o risco de perder a alma."

75. "Se fizermos o bem, encontraremos o bem nesta vida e na outra."

76. "Causa-me mais dor escutar uma blasfêmia do que tomar um soco."

77. "Ser bom não consiste em não cometer falhas, mas na vontade de corrigir-se."

78. "A bondade é estimada também pelos homens maus, ainda que não as pratiquem."

79. "Mostrem-se bons cristãos e homens retos. Assim demonstrarão ser verdadeiros filhos de D. Bosco."

80. "Nas contradições, o principal remédio é a tranquilidade e a caridade."

81. "É preciso paciência contínua, constância, perseverança, fadiga."

82. "A pressa costuma estragar todas as coisas."

83. "A caridade suporta tudo. Por isso não haverá verdadeira caridade quem não se dispuser a suportar os defeitos dos outros."

84. "Se ofenderem alguém, procurem logo acalmálo aliviando-lhe o coração de qualquer rancor contra vocês."

85. "Quem quiser trabalhar com o fruto deve ter caridade no coração e paciência nas obras."

86. "Meios positivos para se conservar a castidade: oração, faça do ócio, frequência dos sacramentos, vigilância nas pequenas coisas."

87. "Amem muito a castidade. Lembrem-se, para conservá-la é precioso trabalhar e rezar."

88. "Se você quiser conservar a castidade, evite as más leituras."

89. "O mais eficiente defensor da castidade é o pensamento da presença de Deus."

90. "Esqueça os serviços que prestou, mas não os que recebeu."

91. "Não fique desculpando seus defeitos, procure corrigilos."

92. "Fale pouco de você e menos ainda dos outros."

93. "Os dois mais fortes sustentáculos para a caminhada até o céu são os sacramentos da confissão e da comunhão."

94. "A vocação se conserva com uma vida recatada e com a santa comunhão."

95. "É preciso que o Senhor tome posse do coração dos jovens antes que o pecado o faça."

96. "O que falta radicalmente em tantos jovens que se confessam é a firmeza de propósitos."

97. "A árvore se conhece pelos frutos. Da melhora da nossa vida aparecerá a bondade de nossas confissões."

98. "Confessem-se como se sua confissão fosse a última de suas vidas."

99. "O confessor é um amigo que não deseja outra coisa senão o bem de nossas almas."

100. "O coração de um jovem que está em pecado é como um mar em contínua agitação."

101. "Do próximo, ou falar o bem ou calar a boca."

102. "Vamos seguir essa palavra de ordem, fazer o bem e deixar falar."

103. " A nossa cruz são os sofrimentos que todos encontramos na nossa vida."

104. "Sempre há amarguras para se sofrer: destas sairemos vitoriosos dando uma olhada no crucifixo."

105. "O demônio não tem medo da penitência e sim da obediência."

106. "O demõnio quer que fiquemos no ócio, se estamos no ócio ele diz: não preciso trabalhar mais."

107. "Onde existe trabalho, não está o demônio."

108. "O demônio faz de tudo para impedir a oração"

109. "Devemos fazer Deus passar no coração dos jovens, não somente na porta da Igreja, mas também da escolar."

110. "Seja com Deus como o passarinho que sente tremer o ramo, mas continua a cantar, porque sabe que tem asas."

111. "Deus manifesta seus poder especialmente no compadecer e no perdoar."

112. "Neste mundo a gente não encontra a felicidade, se não houver a paz com Deus."

113. "Nunca se divirtam ficando no ócio ou perdendo o tempo inutilmente."

14. "A palavra escândalo quer dizer tropeço, se chama escandaloso aquele que dá aos outros ocasião, com palavras e fatos, de ofender a Deus."

115. "Quem com palavras, conversas e ações der escândalos, não é um amigo, mas um assassino de almas."

116. "Enquanto alguém se conserva casto, tem sempre fé viva, firme esperança e ardente caridade."

117. "Tenham coragem diante de sua fé e suas convicções. São os maus que devem temer diante dos bons, e não os bons diante dos maus."

118. "Vocês leem no ofício de Nossa Senhora: "Meu nardo exalou um suave perfume. O nardo só exala perfume quando é amassado, por isso não se importem se forem maltratadas pelo mundo."

119. "Quando você tiver espinhos, ponha-os na coroa de Jesus."

120. "A formação dos jovens consiste em duas coisas: doçura e comunhão e confissão frequentes."

121. "Tratemo-nos uns aos outros com gentileza, cortesia e caridade."

122. "Infelizes são aqueles que ouvindo bater as graças de Deus em seu coração fecharam-na."

123. "Se quiserem que suas vidas sejam alegres e tranquilas, procurem viver na graça de Deus."

124. "Não é possível que quem é grato não possua também outras virtudes."

125. "Não devemos nos admirar de encontrar ingratos: também entre os doze apóstolos houve um."

126. "Ai de quem trabalhe esperando os louvores do mundo; o mundo é um mau pagador, e paga sempre com ingratidão."

127. "A humildade é a fonte de toda a tranquilidade."

128. "Quem é humilde é amável, será amado por todos, por Deus e pelos homens."

129. "Faltando a moralidade, se perde a alma pra Deus e a honra para o mundo."

130. "Se persuadam desta grande verdade: onde esta o sucessor de Pedro, está a verdadeira igreja."

131. "A glória da igreja é a nossa glória."

132. "Maria Santíssima Imaculada odeia tudo aquilo que é contrário a pureza."

133. "Deus quer demonstrar nestes tempos tão depravados que sua Mãe Imaculada é onipotente através do seu divino filho."

134. "Os três inimigos do homem são: a morte que o surpreende, o tempo que escapa, e o demônio que nos arma seus laços."

135. "Fujam do pecado como seu maior inimigo."

136. "A pureza da intenção é fazer aquilo que agrada a Deus. Quem nos dá certeza disso é a obediência."

137. "A defesa mais segura contra a ira é a demora em desafogá-la."

138. "A leitura dos jornais rouba grande parte do tempo aos estudos sérios e atrai a alma para muitas coisas inúteis."

139. "As mentiras, além de ser uma ofensa a Deus, nos tornam filhos do demônio."

140. "É mentiroso quem se diz cristão e não se comporta como cristão."

141. "Lembre-se que neste mundo não temos tempo de paz, mas de guerra contínua."

142. "É preciso trabalhar como se a gente não fosse morrer nunca, e viver como se a gente devesse morrer todos os dias."

143. "O oratório sem música é um corpo sem alma."

144. "A música também serve para educar."

145. "Que triste ver cristãos fazendo pouco caso, ou mesmo nenhum do augusto sacrifício que é feito no altar."

146. "A mortificação dos olhos é o grande protetor da pureza."

147. "Quem não tem paz com Deus, não tem paz consigo mesmo nem com os outros."

148. "Continuem o caminho da virtude e sempre terão paz no coração."

149. "Quando um filho deixa os pais para seguir uma vocação, Jesus Cristo ocupa o lugar da família."

150. "Ninguém pode ser católico se não estiver unido ao Papa."

151. "O paraíso não é feito para os preguiçosos."

152. "Sabe o quê quer dizer cair em pecado mortal? Quer dizer renunciar o filho de Deus e ser escravo de satanás."

153. " A verdadeira causa de todos os males é o pecado. O pecado torna os povos infelizes."

154. "Maria Santíssima não quer a devoção daqueles que querem continuar vivendo em pecado."

155. "A vingança do verdadeiro católico é o perdão e a oração pela pessoa que ofende."

156. "No evangelho está escrito, felizes os que choram, e não felizes os que vivem nos prazeres."

quarta-feira, 5 de junho de 2013

domingo, 2 de junho de 2013

MENSAGEM DO PAPA PAULO VI NA CONCLUSÃO DO CONCÍLIO VATICANO II AOS JOVENS

MENSAGEM DO PAPA PAULO VI 
NA CONCLUSÃO DO CONCÍLIO VATICANO II
AOS JOVENS
8 de Dezembro de 1965

Aos jovens,
É finalmente a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem - pois sereis vós a recolher a tocha das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela.
A Igreja, durante quatro anos, tem estado a trabalhar para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor responder à intenção do seu fundador, o grande vivente, o Cristo eternamente jovem. E no termo desta importante «revisão de vida», volta-se para vós. É para vós, os jovens, especialmente para vós, que ela acaba de acender, pelo seu Concílio, uma luz: luz que iluminará o futuro, o vosso futuro.

A Igreja deseja que esta sociedade que vós ides constituir respeite a dignidade, a liberdade, o direito das pessoas: e estas pessoas, sois vós.

Deseja em especial que esta sociedade deixe espalhar-se o seu tesoiro sempre antigo e sempre novo: a fé, e que as vossas almas possam banhar-se livremente nos seus clarões benéficos. Tem confiança que vós encontrareis uma força e uma alegria tais que não chegareis a ser tentados, como alguns dos vossos antepassados, a ceder à sedução das filosofias do egoísmo e do prazer, ou às do desespero e do nada, e que perante o ateísmo, fenômeno de cansaço e de velhice, vós sabereis afirmar a vossa fé na vida e no que dá um sentido à vida: a certeza da existência de um Deus justo e bom.

É em nome deste Deus e de seu Filho Jesus que vos exortamos a alargar os vossos corações a todo o mundo, a escutar o apelo dos vossos irmãos e a pôr corajosamente ao seu serviço as vossas energias juvenis. Lutai contra todo o egoísmo. Recusai dar livre curso aos instintos da violência e do ódio, que geram as guerras e o seu cortejo de misérias. Sede generosos, puros, respeitadores, sinceros. E construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados.

A Igreja olha-vos com confiança e com amor. Rica de um longo passado sempre vivo, e caminhando para a perfeição humana no tempo e para os destinos últimos da história e da vida, ela é a verdadeira juventude do mundo. Possui o que constitui a força e o encanto dos jovens: a faculdade de se alegrar com o que começa, de se dar sem nada exigir, de se renovar e de partir para novas conquistas. Olhai-a, e encontrareis nela o rosto de Cristo, o verdadeiro herói, humilde e sábio, o profeta da verdade e do amor, o companheiro e o amigo dos jovens. É em nome de Cristo que nós vos saudamos que vos exortamos e vos abençoamos (AAS 58 (1966), p. 8-18).


Alegria de Cristo - Gilbert Keith Chesterton


“A alegria, que foi a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão. E no fechamento deste caótico volume torno a abrir o estranho livrinho do qual proveio o cristianismo; e novamente sinto-me assombrado por uma espécie de confirmação. A tremenda figura que enche os evangelhos erguese altaneira nesse respeito, como em todos os outros, acima de todos os pensadores que jamais se consideraram elevados.

A compaixão dele era natural, quase casual. Os estóicos, antigos e modernos, orgulhavam-se de ocultar as próprias lágrimas. Ele nunca ocultou as suas; mostrou-as claramente no rosto aberto ante qualquer visão do dia-a-dia, como a visão distante de sua cidade natal. No entanto, alguma coisa ele ocultou. Solenes super-homens e diplomatas imperiais orgulham-se de conter a própria ira. Ele nunca a conteve. Arremessou móveis pela escadaria frontal do Templo e perguntou aos homens como eles esperavam escapar da danação do inferno. No entanto, alguma coisa ele ocultou. Digoo com reverência; havia naquela chocante personalidade um fio que deve ser chamado de timidez. Havia algo que ele encobria constantemente por meio de um abrupto silêncio ou um súbito isolamento. Havia uma certa coisa que era demasiado grande para Deus nos mostrar quando ele pisou sobre esta nossa terra. As vezes imagino que era a sua alegria.” G. K. Chesterton - Ortodoxia

Amparo, ex-revolucionária e funcionária da ONU: «Meu trabalho era destruir a fé dos católicos».



Amparo, ex-revolucionária e funcionária da ONU: «Meu trabalho era destruir a fé dos católicos».


Após anos de trabalho para a ONU, ex-agente denuncia estratégia da organização para minar a fé católica e implantar o aborto em todos os países do mundo


Amparo Medina, ex-revolucionária e funcionária da ONU.
Amparo entendeu claramente. Era a Virgem Maria quem lhe falava. Tudo aconteceu quando ela recebeu um disparo da polícia em plena batalha. Quando despertou no hospital, decidiu que sua vida devia mudar radicalmente.
Sua vida "lamacenta" devia dar uma guinada de 180 graus e deixar de lado o seu servilismo político e sua vida de pecado, e dedicar-se às mulheres e às crianças, buscando seu autêntico bem.

Um avô católico

Ela havia nascido em uma família muito normal do Equador. Sua fé era tradicional, de Missa dominical e pouco mais. A exceção da regra foi seu avô, que vivia uma autêntica vida cristã.
Em certa ocasião, sendo Amparo adolescente e a caminho do ateísmo, seu avô lhe disse umas palavras que não haveria de esquecer nunca. Estavam entrando em uma igreja, e diante de uma imagem da Virgem lhe disse: "Olhe para os seus olhos. Ela é a única que vai te salvar e a que vai te levar à fé". A coisa parou por aí.
O resto foi uma queda livre: foi expulsa do colégio por brigar com uma freira, e um encontro com evangélicos acabou por arrematar seu caminho rebelde e ateu.

A revolução e as esquerdas

Eram os anos 70 e 80, e a oferta social que Amparo encontrou fora da Igreja era a dos movimentos revolucionários, a teologia da liberação marxista, Che Guevara, os movimentos feministas, abortistas, o indigenismo e esse grande etcétera. Ela se meteu de cabeça nisso tudo.
Se há algo que não se pode reprovar em Amparo é dizer que ela não foi uma pessoa coerente com os seus princípios. Ela tomou todas as bandeiras, as abraçou e se dedicou a elas. Ora a encontrávamos em uma confrontação armada ou em uma manifestação antigovernamental, ou ainda em uma campanha a favor dos direitos reprodutivos das mulheres, ou seja, promovendo os contraceptivos e o aborto.

Se radicaliza na Espanha

Como a situação política no Equador se complicou, seu pai a enviou à Espanha para estudar Pedagogia Social. Neste país ela obteve seu título universitário, porém, também sua radicalização política e o contato com outros movimentos revolucionários, ateus e anticlericais. Sua mentalidade feminista coincidia com a da ONU.
Já de volta ao Equador, sua visão feminista e de esquerda combinava perfeitamente bem com as políticas que a ONU levava a cabo na América Latina e, graças a ela e a sua formação, chegou a ser responsável no Equador do programa da UNFPA, isto é, do Fundo de População das Nações Unidas, de onde contava com todos os milhões de dólares que necessitasse para cumprir, ou melhor dizendo, impor os programas contrários à natalidade, a favor do aborto e da anticoncepção.

Meu trabalho: retirar a fé dos católicos

Amparo explicou na rede católica de televisão EWTN que "os grupos comunistas e socialistas sabem que a única instituição que pode romper as suas mentiras é a Igreja Católica. Então – confessou — a primeira coisa que buscam são argumentos que possam destruir a pouca fé que os católicos têm. Veja as notícias ou vá atrás desse sacerdote que não está vivendo a sua vida na graça com Deus… Publique-os e os lance na imprensa… E – concluiu — é preciso omitir que no Equador, 60% das obras de ajuda às pessoas pobres estão nas mãos da Igreja, pois isso se silencia".

Destruir a Igreja desde dentro

O grande problema dos sacerdotes é a sua solidão: "Nós íamos em busca dos sacerdotes abandonados nos povoados e nas montanhas para dizer-lhes que se Deus existia, então por que permitia a pobreza? 'A única maneira é a revolução. Una-se a nós, e nós vamos te ajudar'. Havia sacerdotes – lamenta agora — que cediam e que pensavam que teriam um grupo que lhe ajudaria, que lhe apoiaria, que estaria com ele… Em certas ocasionesoferecíamos dinheiro aos sacerdotes e às religiosas para que pudessem reconstruir, melhorar seus centros educativos com a única condição de que nos deixassem dar aulas de educação sexual e reprodutiva em seus colégios".

Afastando-se ainda mais de Deus…

Em Amparo se cumpre aquela citação de Chesterton que "quando se deixa de crer em Deus, logo se crê em qualquer coisa".
Imersa no ateísmo, não deixada de buscar algum resquício de espiritualidade na leitura de cartas, reiki, yoga…: "Como a vida na luta de esquerda era uma vida de pecado, você não podia se livrar das consequências do pecado. É a morte espiritual. São como pequenos pactos com o demônio. O demônio os cobra – adverte. Assim, comecei a sofrer por conta do dinheiro".
"Alguém me recomendou que eu fizesse uma limpeza de ambiente. Tinha meus próprios mantras… que agora, que pude traduzi-los, dizem 'eu pertenço a Satanás'. Fiz os mantras nos Estados Unidos e, inclusive, levei meus filhos ao xamã que era um mestre elevado da Religião Universal".

… embora Deus não estivesse distante

Em certa ocasião, estando em uma comunidade, Amparo desafiou a Deus. Havia uma mulher rezando, porém, ela começou a repreendê-la severamente e chamá-la de louca. Até o ponto em que acabou rasgando uma imagenzinha que a pobre senhora segurava.
À época, sua prepotência de revolucionária não lhe fornecia muitas outras soluções. Pouco depois veio o passo seguinte até a sua conversão.

Ferida por uma bala da polícia

Amparo havia participando de todo tipo de manifestações e lutas contra o governo. Em ocasiões mobilizando os indígenas e facilitando que estes acorressem armados com lanças. Porém, certo dia, estando em uma delas, foi atingida por uma bala. Quando sentiu o impacto, Amparo recorda de duas coisas: por um lado, seu marido e seus filhos e, por outro lado, uma paz inexplicável, total. Não tinha medo de partir. Tudo era alegria, gozo, paz…
Nisso, escutou uma voz que lhe cantava: "Vi uns olhos maravilhosos. Vi o amor. Eram os olhos da Virgem. Eram justamente os olhos da estampa que eu havia rasgado! A estampa da Virgem Milagrosa. Eu a vi como uma adolescente de 15 anos. Com roupas brancas…".
Enquanto ela sangrava, a única coisa que sentia era paz, alegria… Nesse momento a Virgem lhe disse: "Minha pequena, eu te amo". E lhe pediu que deixasse todas as causas que ela levava e que assumisse a causa de seu Filho. Também se deu conta de que por trás da Virgem havia um senhor mais idoso: era seu avô.

E seu marido pensou que ela estivesse louca

Quando acordou, narrou toda a experiência a seu marido, Javier. Ele pensou que ela estivesse louca, e não era para menos. Uma ateia convicta, militante anticatólica, e despertando daqueles sonhos…
Em seguida, levaram-na para que os altos mestres, psicólogos e peritos da Nova Era a examinassem e a convencessem de que aquelas experiências eram fruto de suas alucinações e dos ferimentos. Sem dúvida, "ninguém podia tirar da minha cabeça que era Deus".

Primeiramente, confessar-se

"A primeira coisa que precisava era um sacerdote. Precisava me confessar. A primeira coisa, em primeiro lugar, era a confissão. Eu pedia a Deus que não morresse no caminho, indo para casa, porque iria para o inferno. Na confissão estavam todos os pecados. Os mais horríveis".
Era uma nova etapa, e havia de começar desde o princípio, fazendo tudo bem feito. Assim, a primeira coisa que fiz foi aprender a amar Jesus, a amar os sacerdotes, a amar a Igreja, amar os sacramentos".
Amparo se sentia totalmente enlameada e também convidada a uma nova revolução: "O único que transforma o mundo é Deus. Eu não sou digna. É tão grande o amor de Deus…"

A conversão de seu marido

Amparo rezou e convidou seu marido Javier à conversão. Com o passar do tempo, Javier, revolucionário como ela, começou a dar provas de mudança por amor a Amparo.
Devia ser uma experiência dramática em si mesma pelo único fato de ter que romper com toda uma vida de convicções e luta comprometida. Amparo explica isso dessa maneira: "Meu marido aceitou crer em Deus e na Virgem, porém, não acreditava no sacramento. Todavia, Deus colocou um sacerdote santo em nosso caminho. Por fim, ele se confessou e sua confissão levou horas. Ao sair, sentiu que havia se livrado de toneladas de coisas".

Agora era hora de denunciar as mentiras da ONU

A conversão das pessoas, na maioria das vezes, é um processo longo e em etapas. Amparo estava a caminho, mas ainda não renunciara a toda sua vida de pecado. Necessitava de parte dela, pois seu salário das Nações Unidas era uma fonte necessária para a família e seu ritmo de despesas.
Tudo aconteceu quando uma amiga sua lhe pediu informações sobre a distribuição da pílula do dia seguinte por parte das Nações Unidas no Equador. Amparo era responsável pela sua importação e distribuição no país.
De fato, sua agência das Nações Unidas havia vendido ao Equador 400.000 (quatrocentas mil) doses da pílula do dia seguinte. A ONU em Nova York, a UNFPA no Equador: "Eles nos vendem a 25 centavos de dólar, e nós as vendemos entre 9 e 14 dólares. É um negocio e tanto".
No Equador houve um julgamento em que as Nações Unidas perderam a ação devido à distribuição da pílula e os pró-vidas ganharam, visto que tiveram que reconhecer que ela não é um método contraceptivo, mas sim anti-nidatório, ou seja, abortivo, e que se utiliza quando os métodos contraceptivos falham.
O ápice de sua decisão de converter-se e dar um passo definitivo até Deus aconteceu a caminho do tribunal nesse julgamento em que a ONU perdeu: "Quando estávamos levando a informação ao Tribunal, um jornalista me fez uma pergunta que pensei que era Deus quem me a fazia – estás com Deus ou estás com o demônio? –. A pergunta foi: O que eu pensava da pílula do dia seguinte? E, claro, eu continuava trabalhando para as Nações Unidas e apoiava todas as organizações pró-aborto. Nesse momento me dei conta de que era o momento de dizer a verdade e deixar de mentir a mim mesma. Era uma incoerência ser católica e ao mesmo tempo, por dinheiro, continuar apoiando uma organização que vai contra os meus valores. E, claro, disse a verdade e as Nações Unidas me despediram".

O que existe por trás das Nações Unidas?

Por trás dos projetos da ONU, atrás das palavras bonitas que usam quando falam de saúde reprodutiva, na realidade, há toda uma promoção do aborto e dos contraceptivos. É o único objetivo para toda América Latina.
Na entrevista de Amparo à cadeia de televisão norte-americana EWTN, denunciava que no livro "Cuerpos, tambores y huellas", editado pelas próprias Nações Unidas, se reconhece a promoção das relações sexuais com crianças desde os 10 anos. E que nele se explica claramente três coisas:
  1. que os pais não devem ser informados da educação sexual que seus filhos recebem;
  2. - que as escolas devem distribuir contraceptivos a seus alunos sem o conhecimento e consentimento dos pais;
  3. - e que se um professor ou médico chegasse a informar aos pais de que seus filhos estão usando contraceptivos, esse professor ou médico deve ser expulso de seu trabalho por romper o sigilo profissional.
Amparo, e não só ela, denuncia a existência de um todo um negócio em que não se desperdiça nada: promove-se as relações sexuais entre crianças e adolescentes, e se lhes vendem preservativos. Como estes falham, então se lhes oferece o aborto ou a pílula do dia seguinte. Como o aborto produz restos humanos, estes servem bem para a experimentação ou bem para extrair algumas sustâncias que depois se usam em cremes, xampus, etc. Negócio completo.
Assistam a uma conferência de Amparo Medina a seguir:

E agora na luta pela vida

A realidade foi mais dura do que o previsto em um primeiro momento. O casal perdeu tudo quando saiu da revolução. Eles tiveram que renunciar a muitas coisas, as primeiras foram os bens materiais. Porém, foi "bonito encontrar juntos o amor de Deus e eliminar os mitos relativos aos sacerdotes, à Virgem, à Igreja…"
Amparo Medina e seu marido Javier Salazar são pais de três filhos. Ela é Diretora executiva de Ação Pró-vida Equadore, além disso, colabora e assessora outros organismos.
Agora também luta pela família, mulheres e crianças, mas a partir da verdade integral das pessoas, e não a partir do negócio econômico.

Ameaças de morte

Um novo enfoque, sim, mas não isento de perigos. Assim, Amparo tem sofrido ameaças de mortecomo a que recebeu não faz muito tempo em uma caixa de sapatos, dentro da qual havia uma ratazana morta com a mensagem"morte aos pró-vidas" e "lembre-se que os acidentes existem, lembre-se que as mortes acidentais são o dia a dia deste país, NÃO PROSSIGA COM SUA CAMPANHA ANTI MULHER E HOMOFÓBICA…Morte aos traidores, morte aos anti Pátria, MORTE OU REVOLUÇÃO".
Amparo não se assusta. E continua com sua luta confiante que tem em mãos a possibilidade de defender milhares de vidas humanas.
Se desejar ver uma entrevista realizada com Amparo Medina à rede de televisão norte-americana EWTN, pode acompanhar aqui:

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