quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dostoiévski e Chesterton


Aqueles que alegam não existir paralelo entre Chesterton e Dostoiévski apoiam-se em
diferenças no que respeita à complexidade (mas não à dualidade) das personagens, à atmosfera psicológica e à densidade dos ambientes. Outra grande diferença existe, nas histórias de detectives, na descrição do criminoso, não existindo em Dostoiévski um paralelo para Flambeau ou em Chesterton um paralelo para Raskolnikov.


É verdade que as descrições de Chesterton, quer de personagens quer de ambientes, são mais pobres, mas ele próprio admite que o que o preocupa são as ideias e não a descrição dos seus portadores: “Resumindo, eu não sou um romancista, porque eu vejo os conceitos e as ideias nus, e não vestidos, numa espécie de baile de máscaras, como homens e mulheres” (Autobiografia). O seu irmão Cecil já tinha escrito em 1908 que Chesterton via apenas ideias onde os outros escritores viam pessoas. Mas, aquilo que as personagens de Chesterton e de Dostoiévski descrevem não são simplesmente ideias ou pessoas; o que elas descrevem são tipos: o céptico, o místico, o agnóstico, o revolucionário, o cientista, o louco, o cínico, o excêntrico, o homem comum. Ambos confrontam estes tipos, as diferentes tonalidades da alma humana, ora expondo-os ora percorrendo com eles a viagem, do desespero à esperança.

Um dos maiores pontos de encontro entre Chesterton e Dostoiévski reside precisamente nas histórias de detectives, não exactamente do lado do criminoso – embora em ambos exista uma noção de que o crime tem uma origem perfeitamente racional, entendível por qualquer ser humano – mas mais propriamente do lado do investigador. Em Crime e Castigo, a investigação conduzida por Porfirii Petrovich  encontra paralelo nos heróis detectivescos de Chesterton. Os detectives de Chesterton continuam o arquétipo iniciado com Petrovich: O investigador que decifra crimes por uma combinação de incongruência, perspicácia, intuição e surpresa, além dos métodos policiais mais convencionais, sempre evitando deduções fantasiosas e tácticas sensacionalistas, ou uma postura egoísta, tão ao gosto de Conan Doyle.

Em Dostoievski e Chesterton, o crime resolve-se por uma intermitência de pretensão e reconhecimento. No início, quer o detective quer o criminoso se representam equivocamente: o criminoso alega inocência, o detective apresenta-se como incompetente e caótico. O criminoso interpreta incorrectamente a atitude do detective como genuína; o detective interpreta correctamente a atitude do criminoso como falsa. No momento do desenlace, finalmente, o criminoso avalia correctamente o detective e, num momento suspenso no tempo, ambos os homens experimentam um período de admiração mútua. Este clímax psicológico final também influenciou Michael Mann, que o incluiu no argumento do filme “Heat”, com Al Pacino (como polícia) e Robert de Niro (como assaltante), que experimentam um interlúdio de auto-reconhecimento mútuo.



Os detectives de Dostoiévski e de Chesterton decifram o caso por intuição, mais do que por evidência, porque entendem sempre o motivo do crime e se colocam sempre no lugar do criminoso, tentando pensar como ele. Na verdade, subentendem que uma distância muito curta separa a virtude do crime, no sentido em que um homem normal sob determinadas circunstâncias pode ser um marginal, tal como um criminoso pode encerrar em si mesmo um homem perfeitamente normal.

Em O Segredo do Padre Brown, o padre explica a Mr. Chase como resolve o crime: "Bem vê, eu próprio os assassino, por isso sei como foi feito”. O padre explica que ele partilha a natureza humana com o criminoso e portanto compreende-o. Em O Martelo de Deus: “Eu sou um homem e portanto tenho todos os demónios no meu coração”. É exactamente por essa partilha de uma natureza caída, essa identificação, que é possível propor ao criminoso uma saída, a conversão. Esta recusa radical do dualismo que observamos em Chesterton e Dostoiévski é uma das facetas mais radicalmente diferentes da narrativa do vilão que é habitual observar no mundo moderno. 

Ambos colocam os seus detectives como pessoas muito comuns, num tempo em que o arquétipo do detective era uma personagem seca e áspera. Porfirii é um polícia comum, o padre Brown é um sacerdote, Horne Fisher é um secretário, Gabriel Gale é um poeta, Gabriel Syme é um amador profissional, um diletante. Os quatro detectives de Chesterton juntam-se a Porfirii Petrovich como defensores do comportamento humano. 

Chesterton escreveu em 1901:

“As histórias de detectives recordam-nos que a civilização é a mais fantástica das partidas e a mais romântica das rebeliões.” E ainda: “O agente de justiça é uma figura poética e original. O romance da polícia é, portanto, o maior romance do homem”.

É curioso que dois outros escritores de contos policiais, como Dickens e Stevenson, apenas tenham visto Crime e Castigo como uma narrativa de um estranho crime e de uma estranha ingenuidade do detective. Para compreender a extensão do drama psicológico, a inovação literária e estilística e o realismo social de Dostoievski, era necessário a esses dois escritores criar uma Sónia inglesa, coisa de que não foram capazes, ou por conformismo ou porque simplesmente ela não existe. No nível filosófico, o único escritor inglês que aprecia a vastidão do universo dostoievskiano é G.K. Chesterton.

Ambos procuram a essência da pessoa e, só depois, reconstituem os limites físicos do ser humano em torno dessa essência. Ambos criam caricaturas de pessoas; ambos escrevem como um jornalista que cria uma narrativa, num movimento de fluxo variável ao longo do livro. E, sobretudo, usam o exagero, a hipérbole, de um modo original e criativo.



O uso da alegoria encontra-se, em Dostoiévski, na história da “conversão” de Raskolnikov e na analogia com a história da ressurreição de Lázaro ao fim de quatro dias (para a mentalidade judaica o prazo em que a alma se encontra necessária e definitivamente separada do corpo); na história do Príncipe Mishkin; na luta entre o ideal aético, puramente estético de Oscar Wilde (a arte pela arte ou o egoísmo, o carpe diem) e os ideais ético e religioso; ou ainda na alegoria inversa da luta entre o ideal empirista e racional grego de sair da caverna para a realidade ou o ideal místico russo, representado pelo homem subterrâneo, de fugir da realidade para fora da racionalidade, numa espécie de egoísmo circular em progressão concêntrica em círculos lógicos perfeitos, cada vez mais pequenos e mais subterrâneos ou, por oposição, com Lisa, na área do sentimento e da religião.

Chesterton diria no seu ensaio sobre Oscar Wilde: “Ele por vezes fingia que a arte é mais importante do que a moralidade, mas isso era apenas fachada. A moralidade ou imoralidade é mais importante do que a arte para ele e para toda a gente”. A conversão de Wilde no leito de morte daria um ênfase particularmente dramático a estas palavras de Chesterton.

Sobre o valor da alegoria, diria Chesterton: “Toda a grande literatura sempre foi alegórica porque nós temos uma visão da existência, goste-se ou não, que altera, ou melhor, que engloba tudo aquilo que escrevemos ou que afirmamos, goste-se ou não. A Ilíada é grande porque a vida é uma batalha, a Odisseia é magnífica porque a vida é uma viagem, o Livro de Job é tremendo porque a vida é um enigma”. Diz Gabriel Gale em O Poeta e os Lunáticos: “Eu duvido que qualquer verdade possa ser dita excepto por uma parábola”.

Existe uma pequena história em O Poeta e Os Lunáticos chamada O Pássaro Azul, em que Gabriel Gale pergunta a um dos amigos: “Algum dia foste um triângulo isósceles?” Gale interroga-se quão claustrofóbico será estar rodeado de linhas rectas e se será preferível estar dentro de um círculo. Parece irrelevante, mas não é. Curiosamente, Gale está a colocar-se na mente de um anarquista russo (!), que tem a fixação por explodir todas as barreiras – existe obviamente aqui um paralelo com o homem subterrâneo, que quer fazer explodir todos os limites, matemáticos e lógicos, para se poder conhecer a si próprio e só assim ser verdadeiramente livre – a neurótica centralidade no “Eu”, que tanto influenciaria Nietzsche e Freud. 

Gale interroga-se sobre o que é a liberdade. E conclui que, em primeiro lugar, é a capacidade que alguém pode ter de ser ele próprio. Mas para Gale, em oposição ao homem subterrâneo, a capacidade de ser ele próprio, que é a liberdade, consiste na auto-limitação. Nós encontramo-nos limitados pelos nossos corpos e pelas nossas mentes; se sairmos de nós, deixamos de ser nós próprios para ser…provavelmente coisa nenhuma. Como o pássaro que, liberto da gaiola, não tem qualquer hipótese de sobrevivência num meio hostil ou, como o peixe que, partido o aquário, termina a sua existência.

Esta tentativa de romper as barreiras geométricas também encontra paralelo na tentativa de Raskolnikov abolir as barreiras éticas. Mas, tal como o anarquista que Gale descreve, Raskolnikov não consegue sobreviver sem limites bem definidos, após se ter soltado da “jaula” da sociedade. Também o homem subterrâneo, quando pensa que atingiu o conhecimento de si, ao se separar de todos, encontra o inevitável paradoxo: “Quem sou eu? Se ao menos eu fosse um preguiçoso, se não fizesse rigorosamente nada, todos poderiam dizer que eu era um preguiçoso.” 
Entretanto, do fundo da sua extrema solidão, dessa radical infelicidade e separação, desse desespero, ele ainda se crê superior a todos os outros homens! 
Mas Dostoievski colocou-o no seu devido lugar: subterrâneo, ou seja, abaixo de nós. Este é um argumento incontornável que desacredita um preconceito muito comum: o de que Dostoiévski foi um dos fundadores do existencialismo.


Cadernos do Subterrâneo foi publicado em 1864, dez anos após a saída de Dostoiévski da prisão, onde ocorreu a sua conversão. Crime e Castigo seria publicado apenas dois anos depois. Nele, também se encontra uma prostituta redentora, não Lisa, mas Sónia ou Sónetchka Marmeládova.

ideia errada de um Dostoiévski existencialista assenta no conceito de que Lisa não converteu nem resgatou o homem subterrâneo; de que neste livro não é expressa a ideia de que a natureza humana só pode ser modificada por meio de uma fé religiosa. Esse foi também o equívoco de Nietzsche, que chamou a Doistoiévski "O grande psicólogo".
A explicação de Dostoiévski não necessita de palavras mais compridas, uma vez que remete aos sensores a amputação, mais do que a omissão, dessa ideia: 

“Era melhor não publicar o penúltimo capítulo (onde a ideia é expressa) do que publicá-lo com as frases esfaceladas e contradizendo-se a si próprias. Porcos de censores! Onde escarneço de tudo e blasfemo a fingir, deixam passar; mas onde concluí disso a necessidade da fé em Cristo, proibiram!”

Lord Ivywood de The Flying Inn, é um dos retratos feitos por Chesterton deste mesmo tipo de insanidade circular: 

“Eu fui onde Deus não se atreveu a ir”, afirma Ivywood no momento da sua ruína, ecoando um defunto Nietzsche. 

“Eu estou acima do ridículo super-homem tanto quanto ele está acima do mero homem. Onde eu caminho, nos céus, nenhum homem colocou o pé antes de mim; encontro-me sozinho no jardim. O que se passa comigo pode ser descrito como a cena de alguém que colhe solitariamente as flores de um jardim; e eu ficarei com esta flor para mim…”. 
Trata-se do “Eu, e nada mais do que eu!”. 

Este orgulhoso solipsista, este lunático, é o maior inimigo do homem, da sua vida e do seu espírito – é um espelho de uma opção antiga, ocorrida antes do tempo. Chesterton expressa-a quase visualmente em 1900, por ocasião da morte de Nietzsche, em The Wild Knight and Other PoemsThe Mirror of Madmen:

“Eu sonhei com o Céu, tudo era branco como a geada,

A calma esplêndida de um hospedeiro vivo;

Numerosos coros de faces voltadas lá estavam, alinhados.

Subitamente gelou-me o sangue, porque todas as faces eram o meu rosto”.

Encontram-se, nestas alegorias, a universalidade do pensamento de Dostoiévski, a inteligência de G. K. Chesterton e a intemporalidade de ambos.

O imbecil juvenil

O imbecil juvenil 
Olavo de Carvalho
Jornal da Tarde, São Paulo, 3 abr. 1998


Disponível no site: http://www.olavodecarvalho.org/textos/juvenil.htm

        Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.
        O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.
        Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo como membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento. Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria - a supressão, em suma, da personalidade.
        É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação - literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo miméticode que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.
      Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge como o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem. Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam. Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.
        Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama.
        Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não-ser: o jovem, em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidade do século: nazismo, fascismo, comunismo, seitas pseudo-religiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.
        Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Freira denuncia crucificações de cristãos por jihadistas na Síria

Cristãos que se recusaram a professar a fé muçulmana ou pagar resgate foram crucificados por jihadistas nesta sexta-feira na Síria, denunciou uma freira síria à Rádio Vaticano.
De acordo com a irmã Raghid, ex-diretora da escola do patriarcado grego-católico de Damasco, e que agora vive na França, "em cidades ou vilas ocupadas por elementos armados, os jihadistas e todos os grupos extremistas muçulmanos oferecem aos cristãos a shahada (a fé muçulmana) ou a morte. Em alguns casos pediram resgate".
"Por ser impossível renunciar à sua fé, sofreram o martírio. E o martírio de uma maneira extremamente desumana, de extrema violência. Em Maalula, por exemplo, crucificaram dois jovens porque eles recusaram a shahada".
"Em outra ocasião, um jovem foi crucificado em frente a seu pai, que foi morto em seguida. Isso aconteceu em Abra, na zona industrial na periferia de Damasco", relatou.
De acordo com ela, depois dos massacres, os jihadistas "pegaram as cabeças das vítimas e jogaram futebol com elas", e ainda levaram os bebês das mulheres e "os penduraram em árvores com os seus cordões umbilicais".
A Rádio Vaticano publicou esta entrevista nesta Sexta-feira Santa, dia que a Igreja lembra a crucificação de Cristo em Jerusalém.
Enquanto a guerra civil cria espaço para massacres cometidos por todas as partes, a minoria cristã se posciona a favor do regime de Bashar al-Assad , temendo justamente os islâmicos.
jlv/jeb/mr

FONTE: http://www.afp.com/pt/node/2303120 

domingo, 6 de abril de 2014

Chesterton diz uma verdade a respeito da nossa história

"A nossa história está repleta da estreiteza dos documentos oficiais, públicos e secretos, que nada nos dizem sobre as coisas como realmente são. Na pior das hipóteses, temos apenas declarações oficiais, que não podiam ser expontâneas, precisamente porque eram oficiais. Na melhor das hipóteses, temos apenas a diplomacia secreta, que não podia ser comum, precisamente porque era secreta". 

 - G. K. Chesterton in O Homem Eterno.

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