segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Vida de Padre Eustáquio



Vídeo mostra a história e trechos da vida de Padre Eustáquio.-Eustáquio van Lieshout nasceu numa família de agricultores católicos holandeses em Aarle-Rixtel na província de Brabante do Norte, onde foi batizado Huub van Lieshout. Em 1903, foi matriculado na escola de latim de Gemert e, em 1905, foi transferido para a Congregação dos Sagrados Corações. Seis anos depois, em 1913, tornou-se um membro da congregação, onde recebeu o nome religioso de Eustáquio.2 Após a conclusão de seus estudos teológicos em 1919, ele recebeu o sacramento da Ordem, tornando-se padre. Logo depois, foi designado para dar cura pastoral nas cidades Maassluis e Roelofarendsveen na província de Holanda do Sul.3 Mais ou menos quatro anos depois, Van Lieshout foi agraciado por seu trabalho com refugiados belgas com a Ordem de Leopoldo pelo rei da Bélgica Alberto I.4 Atendendo um chamado do bispado local, Van Lieshout veio como missionário ao Brasil em 1925.2 Após aportar no Rio de Janeiro, tornou-se pastor em Romaria (Água Suja). Depois de seis anos, Van Lieshout foi transferido pelos seus superiores para Poá. FONTE wikipedia

A superioridade da força sobre o Direito – Mário Ferreira dos Santos

A superioridade da força sobre o Direito


Uma das mais acentuadas características do barbarismo vertical consiste em apresentar a força como superior ao direito. O direito não é mais o que é devido à natureza de um ser estática, dinâmica e cinematicamente compreendido, e que, portanto, funda-se num princípio de justiça, que consiste em dar a cada um o que lhe é devido, e em não lesar esse bem. O direito não é o reconhecimento natural dessa verdade, mas apenas o que provém do arbítrio que possui o kratos (o poder) político. O direito natural é postergado, é discutido, e é até negado para supervalorizar-se a norma emanada do arbítrio do legislador, a ordem jurídica emanada do que possui o kratos, o detentor do poder político, a autoridade constituída. A justiça não é mais objeto de especulação. A desconfiança a cerca, a dúvida instala-se, até negar-se, finalmente, qualquer fundamento a essa entidade, que é uma das mais caras virtudes do homem culto. O direito é concedido, as obrigações são determinadas. Não é a obrigação mais uma indicadora de direitos. Quem os estabelece é o Estado por seus órgãos legislativos, e os impõe pela força e os assegura pela sanção legal. 

Mas também a lei escrita tem um valor relativo. Vale apenas enquanto o kratos social a garante. O arbítrio do poderoso é supremo, e a força organizada poderá derrui-lo. Basta que se organize e domine o kratos para ter o “direito” de derruir, de abolir, e até de sancionar novas leis, contrárias às que vigoravam então. 

A lei tem um valor secundário. É apenas a vontade do legislador que ela expressa, e não é mais uma manifestação do direito natural nem da justiça. O direito afasta-se do campo da Ética para integrar-se apenas ao campo da Política. A força é exaltada, então, como a criatura do direito. “O direito da força supera a força do direito” é a mais acarinhadas das sentenças dos cesariocratas. “Eu sou a lei”, proclama o déspota. “O Estado sou Eu”, exclama o César, ou então “A classe é a lei”. E os interesses particulares predominam sobre os gerais, a vontade popular é anulada, e subordina-se à da krateria. O barbarismo, então domina soberanamente. A especulação culta, no direito, é ridicularizada. Que valem razões ante o império da força! A razão é enxovalhada, amesquinhada, infamada. A brutalidade organizada domina.

Excerto do livro A Invasão Vertical dos Bárbaros.
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Padre Paulo Ricardo - E o Capitalismo?

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