sábado, 24 de setembro de 2011

A relação da Igreja com o Estado



A relação da Igreja com o Estado

Pelo Beato João Paulo II*

As tarefas missionárias da Igreja são realizadas em uma sociedade concreta e no território de um determinado Estado. Como vê, Santo Padre, a relação da Igreja com o Estado na situação atual?

Lê-se na constituição Gaudium Et Spes: “No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas. Mas, embora por títulos diversos, ambas servem a vocação pessoal e social dos mesmos homens. E tanto mais eficazmente exercitarão este serviço para bem de todos, quanto melhor cultivarem entre si uma sã cooperação, tendo igualmente em conta as circunstâncias de lugar e tempo. Porque o homem não se limita à ordem temporal somente; vivendo na história humana, fundada sobre o amor do Redentor, ela contribui para que se difundam mais amplamente, nas nações e entre as nações, a justiça e a caridade. Pregando a verdade evangélica e iluminando com a sua doutrina e o testemunho dos cristãos todos os campos da atividade humana, ela respeita e promove também a liberdade e responsabilidade política dos cidadãos.”(nº 76) O significado que o Concílio dá ao termo “separação” entre a Igreja e o Estado está muito longe daquele que lhe quereriam atribuir os sistemas totalitários, tendo isso constituído, sem dúvida, uma surpresa e, em certo sentido, também um desafio para numerosos países, especialmente governados por regimes comunistas. É claro que estes regimes não podiam rejeitar tal posição do Concílio, mas ao mesmo tempo davam-se conta de que a mesma colidia com o conceito que tinha de separação entre Igreja e o Estado; de fato, na visão deles, o mundo pertence exclusivamente ao Estado, enquanto a Igreja tinha o seu âmbito próprio fora, por assim dizer, das “fronteiras” do mundo. A perspectiva conciliar sobre a Igreja “no”  mundo rejeita tal interpretação: para a Igreja, o mundo é uma tarefa e um desafio; ele o é para todos os cristãos, mas de modo particular para os católicos leigos. O Concílio abordou com decisão a questão do apostolado dos leigos, isto é, da presença ativa dos cristãos na vida social. Ora, precisamente este âmbito, segundo a ideologia marxista, deveria constituir domínio exclusivo do Estado e do partido.

Não é inútil recordar isto, porque hoje há partidos que, não obstante a sua matriz seguramente democrática, mostram uma crescente propensão para interpretar o princípio da separação entre Igreja e o Estado segundo a visão própria dos governos comunistas. Naturalmente, agora as sociedades dispõem de meios adequados de autodefesa; devem apenas querer aplicá-los. Mas, precisamente a tal respeito, suscita preocupação uma certa passividade que se nota no comportamento dos cidadãos crentes; dá a impressão de que eles outrora tinham uma sensibilidade mais viva dos seus direitos na visão no âmbito religioso e, conseqüentemente, uma propensão mais pronta para defendê-los com os meios democráticos ao seu dispor. Hoje, tudo isto aparece de certo modo atenuado, senão mesmo refreado, devido talvez a uma insuficiente preparação das elites políticas.

No século XX, muit se fez para que o mundo deixasse de crer e rejeitasse Cristo; no declinar do século – e simultaneamente do milênio -, tais forças destrutivas debilitaram-se, deixando, porém, atrás de si uma grande devastação: trata-se de uma devastação das consciências, com conseqüências calamitosas nos âmbitos da moral tanto pessoal como familiar, bem como da ética social. Os pastores de almas, que estão diariamente em contato com a vida espiritual do homem, sabem disso melhor que ninguém; quando tenho ocasião de falar com eles, ouço freqüentemente confissões assustadoras, a ponto de, nesta transição de milênio, se poder infelizmente designar a Europa como o continente das devastações. Os programas políticos, orientados primariamente para o progresso econômico, não bastarão sozinhos para curar tais chagas; pelo contrário, podem até agravá-las. Aqui abre-se à Igreja um campo enorme de trabalho; a colheita evangélica, tal como se apresenta no mundo contemporâneo,  é verdadeiramente grande, é preciso suplicar ao Senhor – e com insistência – que mande trabalhadores para esta colheita à espera de ser recolhida. 

Trecho retirado do livro: Memória e Indentidade, autoria de João Paulo II. Publicado pela editora Objetiva, 2005. Capítulo 20 A relação da Igreja com o Estado. página 136. 

Jovens, "vós sois a luz do mundo"

"Queridos amigos, a imagem dos santos foi repetidamente objecto de caricatura e apresentada de modo distorcido, como se o ser santo significasse estar fora da realidade, ser ingénuo e viver sem alegria. Não é raro pensar-se que um santo seja apenas aquele que realiza acções ascéticas e morais de nível altíssimo, pelo que se pode certamente venerar mas nunca imitar na própria vida. Como é errada e desalentadora esta visão! Não há nenhum santo, à excepção da bem-aventurada Virgem Maria, que não tenha conhecido também o pecado e que não tenha caído alguma vez. Queridos amigos, Cristo não se interessa tanto de quantas vezes vacilastes e caístes na vida, como sobretudo de quantas vezes vos erguestes. Não exige acções extraordinárias, mas quer que a sua luz brilhe em vós. Não vos chama porque sois bons e perfeitos, mas porque Ele é bom e quer tornar-vos seus amigos. Sim, vós sois a luz do mundo, porque Jesus é a vossa luz. Sois cristãos, não porque realizais coisas singulares e extraordinárias, mas porque Ele, Cristo, é a vossa vida. Sois santos, porque a sua graça actua em vós."

(TRECHO DO DISCURSO DO PAPA AOS JOVENS, ALEMANHA 24 de setembro de 2011)

O homem tem necessidade de Deus...

‎"O homem tem necessidade de Deus, ou, pelo contrário, as coisas continuam bastante bem mesmo sem Ele? Quando, numa primeira fase da ausência de Deus, a sua luz continua ainda a enviar os seus reflexos e mantém unida a ordem da existência humana, tem-se a impressão de que as coisas funcionem mesmo sem Deus. Mas, à medida que o mundo se afasta de Deus, vai-se tornando cada vez mais claro que o homem, na petulância do poder, no vazio do coração e na ânsia de prazer e felicidade, «perde» progressivamente a vida. A sede de infinito está presente no homem de modo inextirpável. O homem foi criado para a relação com Deus e precisa d'Ele."


(TRECHO DO DISCURSO DO PAPA NA CELEBRAÇÃO COM OS EVANGÉLICOS - ERFURT, sexta-feira, 23 de setembro de 2011)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ENTREVISTA DE BENTO XVI COM JORNALISTAS RUMO A BERLIM

Respostas durante o voo papal

 
BERLIM, quinta-feira, 22 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos a transcrição da entrevista que Bento XVI concedeu hoje aos jornalistas que o acompanharam no avião rumo a Berlim, para sua visita apostólica à Alemanha.
* * *
Santidade, bem-vindo entre nós. Somos o acostumado grupo dos seus acompanhantes jornalistas que se preparam para dar um eco da sua viagem à imprensa mundial, e estamos muito agradecidos pelo fato de o senhor, desde o início, ter um tempo para nós, para ajudar-nos a compreender bem o significado desta viagem, que é uma viagem particular, pois vamos à sua pátria e se falará no seu idioma... Na Alemanha, há cerca de quatro mil jornalistas acreditados nas diferentes etapas da viagem. Aqui no avião, somos 68, dos quais aproximadamente 20 são alemães.
Apresento-lhe algumas perguntas. Farei a primeira em alemão, para que o senhor possa falar aos nossos colegas alemães no seu idioma.
Santidade, permita-nos, no começo, fazer-lhe uma pergunta muito pessoal. Até que ponto o Papa Bento XVI ainda se sente alemão? Quais são os aspectos em que – talvez cada vez menos – sua origem alemã o influencia?
Bento XVI: Hölderlin disse, uma vez: “O que mais influencia é o nascimento”, e isso, claro, eu também experimento. Nasci na Alemanha e não se pode nem se deve cortar a raiz. Recebi minha formação cultural na Alemanha, minha língua é o alemão e a língua é a maneira como o espírito vive e age, e toda a minha formação cultural aconteceu nesse ambiente. Quando faço teologia, eu o faço a partir da forma interior que aprendi nas universidades alemãs e infelizmente tenho de admitir que continuo lendo mais livros alemães que em outros idiomas. Por este motivo, no meu jeito de ser, o ser alemão é muito forte. A pertença à sua história, com sua grandeza e fraquezas, não pode e não deve ser eliminada. Para um cristão, no entanto, acrescenta-se outro elemento. Com o Batismo, ele nasce novamente, nasce em um novo povo, que está composto por todos os povos, um povo que abrange todos os povos e todas as culturas e ao qual, a partir desse momento, ele pertence de verdade, sem que isso lhe faça perder sua origem natural. Então, quando se assume uma responsabilidade grande, como acontece no meu caso, já que tenho a responsabilidade suprema neste novo povo, é evidente que a pessoa mergulha cada vez mais nele. A raiz se torna uma árvore que cresce em todas as direções e o fato de pertencer a esta grande comunidade da Igreja Católica, um povo composto por todos os povos, torna-se cada vez mais viva e profunda, forja toda a existência, sem renunciar, por isso, ao passado. Eu diria, portanto, que a origem permanece, permanece a origem cultural, permanece também o amor particular e a responsabilidade particular, mas integrados e ampliados em uma pertença mais ampla, na civitas Dei, como diria Santo Agostinho, no povo de todos os povos, no qual todos nós somos irmãos e irmãs.
Santo Padre, nos últimos anos, houve um aumento dos abandonos na Igreja, em parte devido aos abusos cometidos contra menores por membros do clero. Qual é o seu sentimento sobre este fenômeno? O que o senhor diria a quem quer abandonar a Igreja?
Bento XVI: Antes de tudo, temos de distinguir o motivo específico pelo qual se sentem escandalizados por estes crimes registrados nos últimos tempos. Posso compreender que, à luz dessas informações, sobretudo se forem pessoas próximas, a pessoa diga: “Esta já não é a minha Igreja. A Igreja era, para mim, força de humanização e de moralização. Se os representantes da Igreja fazem o contrário, já não posso viver com esta Igreja”. Esta é uma situação específica. Geralmente, os motivos são múltiplos, no contexto do secularismo da nossa sociedade. Em geral, estes abandonos são o último passo de um longo trajeto de afastamento da Igreja. Neste contexto, parece-me importante perguntar-se: “Por que estou na Igreja? Estou na Igreja como em uma associação esportiva, uma associação cultural etc., na qual encontro resposta para os meus interesses e, se não for assim, vou embora? Ou estar na Igreja é algo mais profundo?”. Eu diria que é importante reconhecer que estar na Igreja não quer dizer fazer parte de uma associação, mas estar na rede do Senhor, que pesca peixes bons e maus das águas da morte, para levá-los às terras da vida. Pode ser que, nesta rede, eu esteja junto a peixes malvados e sinto muito, mas é verdade que não estou por causa deste ou daquele outro, mas porque é a rede do Senhor, que é algo diferente de todas as associações humanas, uma rede que toca o fundamento do meu ser. Falando com essas pessoas, acho que temos de ir até o fundo da questão: o que é a Igreja? Qual é a sua diversidade? Por que estou na Igreja, ainda que se deem escândalos terríveis? Assim, é possível renovar a consciência do caráter específico de ser Igreja, povo de todos os povos, que é povo de Deus; e aprender, dessa maneira, a suportar também os escândalos e trabalhar contra os escândalos, fazendo parte precisamente dessa grande rede do Senhor.
Não é a primeira vez que grupos de pessoas se manifestam contra a sua chegada a um país. A relação da Alemanha com Roma era tradicionalmente crítica, em parte inclusive dentro do próprio âmbito católico. Os temas de controvérsia são conhecidos há muito tempo: o preservativo, a Eucaristia, o celibato. Antes da sua viagem, inclusive parlamentares assumiram posições de crítica. Mas antes da sua viagem à Grã-Bretanha, a atmosfera tampouco parecia amigável e, depois, tudo saiu bem. Com que sentimentos o senhor empreende esta viagem à sua pátria e se dirigirá aos alemães?
Bento XVI: Antes de mais nada, eu diria que é algo normal que, em uma sociedade livre e em uma época secularizada, haja posições contra uma visita do Papa. É justo que expressem sua contrariedade na frente de todos: faz parte da nossa liberdade e temos de reconhecer que o secularismo, e precisamente a oposição ao catolicismo, é forte nas nossas sociedades. Quando estas oposições se expressam de uma maneira civilizada, não se pode dizer nada contra. Por outro lado, também é verdade que há muitas expectativas e muito amor pelo Papa. Na Alemanha, há várias dimensões desta oposição: a antiga oposição entre cultura germânica e românica, os choques da história... Além disso, estamos no país da Reforma, que acentuou estes contrastes. Mas se dá também um grande consenso sobre a fé católica, uma convicção cada vez maior de que, na nossa época, temos necessidade de uma força moral. Temos necessidade de uma presença de Deus no nosso tempo. Junto à oposição, que considero normal, há muita gente que me espera com alegria, que espera uma festa de fé, estar juntos, a alegria de conhecer a Deus e viver juntos no futuro, que Deus nos conduz pela mão e nos mostra o caminho. Por este motivo, vou com alegria à minha Alemanha e me sinto feliz por levar a mensagem de Cristo à minha terra.
Uma última pergunta. Santo Padre, o senhor visitará Erfurt, o antigo convento do reformador Martinho Lutero. Os cristãos evangélicos – e os católicos em diálogo com eles – estão se preparando para comemorar o 50º centenário da Reforma. Com que mensagem, com que pensamentos o senhor está se preparando para esse encontro? Esta viagem pode ser interpretada como um gesto fraterno com os irmãos e irmãs separados de Roma?
Bento XVI: Quando aceitei o convite para realizar esta viagem, para mim era evidente que o ecumenismo com os nossos amigos evangélicos deveria ser um ponto forte e central desta viagem. Vivemos em uma época de secularismo, como já comentei, na qual os cristãos, juntos, têm a missão de tornar presente a mensagem de Deus, a mensagem de Cristo, fazer que crer seja possível, avançar com estas grandes ideias, a verdade. Dessa maneira, estar juntos, católicos e evangélicos, torna-se um elemento fundamental para a nossa época, ainda que institucionalmente não estejamos perfeitamente unidos e ainda que permaneçam grandes problemas, problemas no fundamento da fé em Cristo, no Deus trinitário e no homem, como imagem de Deus. Estamos unidos e devemos mostrar isso ao mundo; e aprofundar nesta unidade é essencial neste momento histórico. Por este motivo, sinto-me muito agradecido com os nossos amigos, irmãos e irmãs, protestantes, que tornaram possível um gesto muito significativo: o encontro no mosteiro onde Lutero começou seu caminho teológico, a oração na igreja onde ele foi ordenado sacerdote, e falar juntos sobre a nossa responsabilidade de cristãos nesta época. Estou muito feliz por poder manifestar esta unidade fundamental, que somos irmãos e irmãs e trabalhamos juntos pelo bem da humanidade, anunciando a alegre mensagem de Cristo, do Deus que tem um rosto humano e que fala conosco.
[Transcrição realizada pela Rádio Vaticano e pelo Centro Televisivo Vaticano.
Tradução de Aline Banchieri.
Disponível no site Zenit.org

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ateísmo...“O esgoto do Universo”

AGOSTINO NOBILE
Publicado no Jornal da Madeira

Evidentemente, nem Mussolini, nem Savater conhecem a Patrística Cristã. Mas eles não conhecem nem um pouco de filosofia, de outra maneira ele já tinha a resposta à sua pergunta superficial. No seu livro "O Conceito de Deus depois de Auschwitz" o filósofo Hans Jonas dá a resposta sensata a esta pergunta ateísta banal: «A omnipotência de Deus está ausente, a partir do momento que ele fez o homem livre.»

O ateu, como muitas vezes os crentes que seguem os ensinamentos dos ateus, é basicamente uma pessoa sem princípios, ou seja, os seus princípios mudam de acordo com os eventos. A primeira coisa que emerge das suas teses é a total falta de humildade. Ele é especialmente reconhecido pela sua fé trinitária terrena: Sucesso, Dinheiro e Sexo. Ele ama - como um verdadeiro crente pode amar a Deus - ou o ateu de sucesso, ou melhor o ateu que se torna num mito qualquer. Ele está pronto a humilhar-se também para aparecer numa foto junto com o "mito", ostentando a fotografia orgulhosamente na sua sala. A falta de fé no Absoluto leva para deificar a sua “trindade”, ou o seu trabalho, a arte, o desporto, etc.... Ele adora mostrar a sua “cultura”, ou a sua importância social, estampando-a sem vergonha no rosto do seu interlocutor. É uma pessoa que vive os momentos superficiais, das emoções, de aprovações, mas quando envelhece se os companheiros ateus o esquecem, ele torna-se triste, tão triste até à depressão.

O escritor ateu espanhol Fernando Savater, está convencido que hoje, é a religião «a buscar o apoio da ética laica, (...) os nossos valores democráticos e ocidentais não são protegidos pela teocracia Vaticana, mas pelos valores resumidos no conceito de laicismo institucional.» O que significa “laicismo institucional"? Nada. Parece que a laicidade nasceu do nada. A laicidade foi criada por Jesus Cristo (dar a César...), é precisamente a laicidade baseada nos valores cristãos. Os Direitos Humanos, por exemplo, sem o cristianismo não existiriam (como nos países ateus e de outras religiões).

Um outro ateu, Sam Harris, no seu livro “Carta a uma nação cristã” pretende demolir as «pretensões intelectuais e morais feitas pelo cristianismo.» Essa pessoa “culta” escreve: «Um homem pode sequestrar uma criança, logo a estuprará, a torturará e depois mata-a.» Os pais estão convencidos que «uma atenção amorosa e omnipotente de Deus está sobre eles e suas famílias.» Na realidade isso não acontece, então, para Harris, Deus não existe. Este homem acredita que o Criador seja uma baby sitter, e como uma baby sitter teria (talvez) evitado o crime. Portanto, Deus não existe. O senhor Harris lembra-nos Benito Mussolini, que olhando o relógio desafiou Deus, exclamando, mais ou menos «se num minuto Você não me fulmina, significa que Você não existe!» Evidentemente, nem Mussolini, nem Savater conhecem a Patrística Cristã. Mas eles não conhecem nem um pouco de filosofia, de outra maneira ele já tinha a resposta à sua pergunta superficial. No seu livro "O Conceito de Deus depois de Auschwitz" o filósofo Hans Jonas dá a resposta sensata a esta pergunta ateísta banal: «A omnipotência de Deus está ausente, a partir do momento que ele fez o homem livre.»

O famoso ateu Richard Dawkins, um filho digno dos piores regimes totalitários, depois de alguns sucessos editoriais, publica “O Maior Espectáculo da Terra - As Evidências da Evolução ". Em 400 páginas particularmente chatas, o autor tenta demonstrar "cientificamente" que o homem é o neto do macaco. Desde que os darwinistas consideram os seus próprios livros - erroneamente - "científicos", seria útil para os editores publicá-los como textos religiosos, a saber, livros de fé. Também porque este tipo de ateu é um dos piores fundamentalistas do Ocidente. Nenhum cientista sério poderia considerar “ciência”, o que hoje é considerado inferior a uma teoria. Aliás, Dawkins promove o “Projecto Grandes Primatas Antropomórficos” que visa estender os direitos humanos aos grandes primatas antropóides principais. Se eles implementarem essa ideia, amanhã os ateus podem casar-se com os macacos, e talvez pedir a assistência social para arranjar um ninho de amor. Então, se o casamento funciona, intelectualmente e sexualmente, eles podem pedir a adopção de pequenos humanos e chimpanzés para fazê-los crescer como irmãos, possivelmente em cima das árvores. Os ateus dizem que o ser humano para satisfazer a sua necessidade de amenizar os seus medos, inventou as religiões. O homem primitivo teria criado um ser superior porque tinha medo da fome, da doença e da morte. Esquecendo a “nata” dos ateus e deístas como Voltaire, há que referir que ele em seu leito de morte pediu a bênção de um padre católico. No final do século XIV, apenas na Ordem Beneditina haviam recebido ordens monásticas vinte imperadores, dez imperatrizes, quarenta e sete reis, cinco rainhas. No mundo moderno é suficiente recordar os físicos Max Planck e Albert Einstein, dois grandes cientistas que acreditavam em Deus. De facto, hoje quem comanda são os “sacerdotes” ateus, que nos fizeram voltar ao tribalismo. Olhemos em redor, com que é que nos deparamos? Anéis no nariz, no umbigo, nos lábios, nos mamilos, na vagina. Tatuagens multicolores que atingem as nádegas. Moda que nos faz recuar ao período pré-mosaico. A isso adicionamos: violência escolar, a escravidão e a prostituição a nível global, violência doméstica, nas ruas e nas escolas. A família diz que a escola está ausente, enquanto a escola acusa a família de não saber educar. Parece que ninguém percebeu a ausência de Deus. A crise económica actual não é acidental, porque na verdade é a ética que está em crise profunda. Sem o temor de Deus o homem torna-se lentamente como o descreveu o ateu Charles Bukowski: "o homem é o esgoto do universo”. Isso é inevitável, nos diz a história.

Apesar do que vemos, os ateus acreditam que o homem é "naturalmente" bom, sem Deus. O que é bondade? Se um muçulmano se divorcia “legitimamente" das suas esposas e filhos com uma mensagem de texto, para um cristão não é considerado bom. Se para um agricultor da Índia ou da China é indiferente matar uma criatura só porque nasceu do sexo feminino, para um cristão não é. Se para um ateu é indiferente matar uma
criatura no útero da mãe, para um cristão não o é.

Primo Levi, no seu livro “É isso um Homem?”, descreve a sua experiência nos campos de concentração nazis. Terrível! Os torturadores usavam a lei ateísta nazi, onde o homem era considerado simplesmente matéria. No livro "Música para os lobos", Dario Fertilio descreve as torturas monstruosas realizadas numa prisão da Roménia entre 1949-1952. Basta dizer que a tortura menos violenta era aquela que forçava a vítima a comer excrementos. Os carcereiros cumpriam as leis dos ateus comunistas, onde o corpo do homem, obviamente, não é sagrado. Na China, acontece que os militares constrangem as mulheres grávidas a abortar com pontapés na barriga. Outras leis ateias comunistas. As experiências de horror das ideologias ateias do século passado, que também continuam hoje, não foram suficientes para os ateus como Dawkins. Sem os valores cristãos, os laicos tornam-se cada vez mais "o esgoto do universo". Os homens de todas as culturas e religiões cometem injustiças, mas quando as injustiças se tornam Lei, morre o sentido da vida. O homem fica prisioneiro das legislações decididas por outros homens. No final nós estamos numa situação pior do que a selva. Os animais matam para a sua própria defesa e para a sua sobrevivência. Para os homens que se consideram melhores do que outros, isto não é suficiente. Muitas vezes eles gostam de matar a tua dignidade, a tua inteligência, os teus sentimentos, a tua família, a tua natureza, a tua alma. Hoje, os governos ocidentais estão fazendo exactamente o mesmo.

sábado, 17 de setembro de 2011

O que os defensores do aborto esqueceram?

Autoria do Amigo da Cruz

Os defensores da legalização do aborto esqueceram-se de um detalhe: que seria deles se suas mães os tivessem abortados? Até para defender a morte de outros é preciso estar vivo! Gostaria de saber se, por acaso, todos os cidadãos decidissem que de hoje em diante os defensores do aborto é que deveriam realizá-los e cuidar das mães que o fazem. Caso se recusasse pudessem ser preso por descumprimento da lei. Gostaria de saber se eles aceitariam! Já que querem matar, que vocês matem então, mas devem dar todo o apoio necessário para a mãe seja pré ou pós-aborto.

Os mesmo argumentos que eles utilizam para criticar a oposição às suas convicções se aplicam ainda mais sobre eles. Quem tem se organizado e lutado para legalizar o aborto? Esses grupos estão muito bem organizados, sua agenda comum os impulsionam a criarem estratégias para aos poucos irem ganhando espaço com suas ideias. Depois, quando se chocam com resistências, eles se colocam no lugar de coitadinhos e dizem que a turma do mal está contra eles.

Talvez o fato mais curioso seja o de generalizar que as opiniões contrárias ao aborto são unicamente religiosas. Ora, isso é colocar barreiras para o diálogo. Se muitos os que defendem a vida são adeptos de uma religião, isso só confirma que as religiões são - ou deveriam ser -, protetoras dos direitos e da dignidade humana. As opiniões contrárias ao aborto podem ser filosófica, biológica, moral, religiosa, ética, sociológica, cultural etc. Mas acontece que precisam aplicar seu programa e, qual o caminho mais fácil? Generalizar que seus opositores possuem opinião religiosa. Ou seja, de início desqualificam a opinião, pois sabemos que a mentalidade moderna é a de que religião é coisa do passado. Esses tipos de pessoas não estão preocupados com os meios, pouco importa como conseguiram aplicar seu programa, o importante é aplicá-lo.

Outra ironia é dizer que a questão do aborto aplica-se unicamente a mulher, como se a ela coubesse o direito de decidir sobre uma vida. Onde está o pai da criança que será abortada? Onde estão seus direitos? Afinal, ele possui pelo menos 50 % de responsabilidade pela gravidez. E seus direitos de homem que quer ter um filho? A justificativa delas é de que a natureza (injustamente) as impôs árduo fardo de ter de levar por 9 meses um ser estranho dentro de si. E, por trazerem um ser humano em seu corpo, elas estão sendo ‘escravizadas’.

A mentalidade destas ‘feministas’ pode ser comparada como a de crianças ou adolescentes revoltadas, que, de uma hora para outra, decidem fazer tudo o que seja uma afronta do até então normal. Se ter família é normal e natural, para expressarmos nossa autonomia vamos combatê-la; se ser mãe é normal, vamos combater essa mentalidade. É uma anarquia que vêm de uma revolta contra os valores fundamentais e que prega uma falsa autonomia. A defesa do aborto está atrelada também a mentalidade esteticista moderna. As mulheres grávidas ganham alguns quilinhos e saem do estipulado “padrão”. O que vale mais é meu corpo, minha saúde, meu prazer, meus direitos, minha vida. Isso é a prova mais evidente de que o egoísmo e o desejo de auto-suficiência (soberba) são a raiz de todos os males. O amor é o único medicamento eficaz contra essas doenças.

Questiono, às vezes, se de fato o Brasil é o maior país católico do mundo. Constato que em números pode até ser, mas a realidade é diferente. Quantos santos brasileiros nascidos aqui temos? Diga-me pelo menos 5, por favor. Diga-me quantos políticos católicos você conhece? Diga-me quantos médicos, empresários, contabilistas, jornalistas, professores, administradores, colunistas são católicos? Diga-me o nome de 5, por favor. De fato há muitos católicos, ou pelo menos batizados, mas me diga 5 de cada exemplo acima que estão dispostos a aplicarem os princípios da Doutrina Social da Igreja, fonte iluminada pelo Evangelho e ensinamentos do Magistério da Igreja, no seu dia-a-dia?

Estamos nesta situação devido, em parte, pela inércia e desorganização dos católicos que simplesmente deixaram de lado assuntos tão importantes para nossa vida!

O que os defensores do aborto não deveriam se esquecer de agradecerem as suas mães. Dê um beijo nelas e as diga: obrigado mamãe por você ter me dado a luz! Eu te amo!

Haverá Dragões

Filme sobre a vida de São José Maria de Escrivá (1902—1975)


O Homem que não vendeu sua alma

Este filme retrada a vida de Santo Tomás Moros. Vale apena conferir.


Discurso do Papa Bento XVI aos parlamentares na ocasião de sua visita apóstólica à Inglaterra em 2010. Deve ter causado calafrio em muitos!

"...gostaria de recordar a figura de São Tomás More, o grande estudioso e estadista inglês, admirado por crentes e não-crentes, em virtude da integridade com que ele foi capaz de seguir a sua própria consciência, mesmo à custa de contrariar o seu soberano, de quem era um «bom servidor», porque tinha preferido servir primeiro Deus. O dilema com que Tomás More se confrontava, naqueles tempos difíceis, a perene problemática da relação entre aquilo que é devido a César e o que é devido a Deus, oferece-me a oportunidade de ponderar brevemente convosco sobre o justo lugar que o credo religioso conserva no processo político." (Bento XVI, ENCONTRO COM AS AUTORIDADES CIVIS DISCURSO DO PAPA BENTO XVI Parlamento de Londres Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Padre Paulo Ricardo - Gigante Adormecido


O episódio de hoje vem em resposta às várias perguntas recebidas após o episódio da semana passada: “Legalização do aborto no Brasil”.
Muitos nos escreveram perguntando: O que nós católicos podemos fazer?
Primeiro, é necessário dar-nos conta que somos um “Gigante Adormecido” que se acordado tem mais força do que qualquer instituição, partido ou grupo de pessoas.
Segundo, perceber que dentro da Igreja existem muitos lobos em pele de cordeiro. Que querem nos convencer que nada podemos fazer diante do mal que se aproxima. Traidores de Cristo e de sua Igreja.
Terceiro, devemos nos unir ao redor de Pedro, o Santo Padre Bento XVI. Ele é o nosso ponto de união. Devemos seguir a sua voz que já nos enviou em missão contra às forças da morte.
Nossa mensagem é para todos: cardeais, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas e leigos.
Somos a força mais impressionante e poderosa deste mundo. Somos o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Somos Católicos!!!

sábado, 3 de setembro de 2011

Padre Paulo Ricardo fala sobre a Legalização do aborto no Brasil

"No Parresía de hoje Pe. Paulo Ricardo nos fala do infeliz caminho que o nosso país está trihando em direção a legalização do aborto. A estratégia para atingir este satânico objetivo consiste em calar a voz dos religiosos."


Padre Paulo Ricardo fala sobre os Abortos Ocultos

"A maioria das mulheres que usam pílulas anticoncepcionais não sabem da horrível realidade que se esconde por trás desta prática: Abortos Ocultos. Assista o vídeo e junte forças conosco nesta luta contra o assassinato silencioso de milhares de bebês."


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