quarta-feira, 25 de maio de 2011

Um remédio eficaz

Por Anacleto González Flores
13 de janeiro 1918

Todos os pensadores de nosso tempo concordam em assinalar a organização como o remédio de todas as enfermidades sociais e como um meio poderoso e seguro para criar e manter o equilíbrio nas sociedades.

A organização, para que produza estes resultados, tem de revestir-se, como dissemos outras vezes, de características tais que satisfaçam todas as necessidades do indivíduo. Se se trata de uma organização de trabalhadores, é preciso que estes possam encontrar na agrupação a qual pertencem tudo o que necessitam como homens de trabalho: defesa de seus interesses, aprimoramento do ofício, melhores condições econômicas, intelectuais e morais, etc. A organização realizada com estas características não pode menos que impulsionar poderosamente o engrandecimento dos povos e criar o equilíbrio entre as classes sociais. Mas para que a organização exista, é necessário que todos se consagrem incansavelmente a dar a conhecer suas vantagens e, sobretudo, a conquistar as distintas pessoas que formam a sociedade, para que saiam de seu isolamento, para que se coloquem em contato com os demais e vivam uma vida verdadeiramente social. Para realizar esta conquista é preciso que cada um de nós procure aproveitar das circunstâncias para atrair todos para a organização. Nada tem de mais fácil do que conseguir que um amigo forme parte desta ou aquela agrupação, mas nós até agora temos nos limitado a lamentar nossos desastres e temos duvidado da única que pode nos salvar: a ação. Se sairmos de nossa preguiça, se nos lançarmos com atrevimento a atrair, a conquistar os que nos rodeiam para que entrem na organização, esta deixará de ser como é até agora; uma esperança, um sonho, para converter-se em uma realidade magnífica e avassaladora.

Então, quando ninguém viver mais no isolamento, quando aproveitarmos dos vínculos de amizade e das relações sociais, e tenhamos conseguido agrupar os patrões, a mulher, aos velhos e as jovens a civilização fará ouvir seus hinos triunfais e o equilíbrio entre os poderes e elementos que formam a sociedade será um feito grandioso, soberbo.

Mas agora não temos que pensar no triunfo como nos meios de alcançá-lo; esses meios estão em nossas mãos, podemos usá-los até que nos livremos de nossa preguiça, deixemos nossa apatia, resolvamos exercer um verdadeiro apostolado a favor da organização, e todo haveremos de conseguir.

Quem queira que seja você que leia estas linhas, podes ingressar quanto antes a alguma das agrupações fundadas para restabelecer a ordem social sobre as bases inabaláveis de Cristo; inscreva-se em algum círculo de estudo de alguma associação, de alguma sociedade. Funda-as se não existirem e conquiste a quantos possa para levá-los a essas associações. Assim haverá feito uma obra durável e digna de ti.

Que o futuro nos encontre a todos organizados.

FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p..



domingo, 22 de maio de 2011

Credo Niceno-Constantinopolitano


Símbolo dos Apóstolos
Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra

E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria; 
padeceu sob Pôncio Pilatos, 
foi crucificado, morto e sepultado; 
desceu à mansão dos mortos; 
ressuscitou ao terceiro dia; 
subiu aos Céus; 
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, 
de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.


Creio no Espírito Santo; 
na santa Igreja Católica; 
na comunhão dos Santos; 
na remissão dos pecados; 
na ressurreição da carne; 
e na vida eterna. Amen


Credo Niceno-Constantinopolitano

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso
Criador do Céu e da Terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.


Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, 
Filho Unigénito de Deus, 
nascido do Pai antes de todos os séculos: 
Deus de Deus, luz da luz, 
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; 
gerado, não criado, consubstancial ao Pai. 
Por Ele todas as coisas foram feitas. 
E por nós homens e para nossa salvação 
desceu dos Céus. 
E encarnou pelo Espírito Santo, 
no seio da Virgem Maria, 
e se fez homem. 
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; 
padeceu e foi sepultado.


Ressuscitou ao terceiro dia, 
conforme as Escrituras; 
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. 
De novo há-de vir em sua glória 
para julgar os vivos e os mortos; 
e o seu Reino não terá fim.


Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, 
e procede do Pai e do Filho; 
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas.


Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. 
Professo um só Baptismo para a remissão dos pecados. 
E espero a ressurreição dos mortos 
e a vida do mundo que há-de vir. Ámen.


Fonte: Site do Vaticano

sexta-feira, 20 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Comentário a um comentário de um 'leitor'

Recebemos um comentário no post 'Ensinando o que se deve fazer no Brasil' que segue abaixo para que todos possam ler, reler, refletir e sorrir. Nosso amigo expõem seu raciocínio em tópicos: primeiro, segundo e terceiro. Em cada um dos tópicos ele nos oferece um argumento que contrapõem o que escrevemos nos post acima mencionado. Para respondê-lo vamos desvendar a cada tópico de seu comentário.

Primeiro nosso amigo diz assim:

Primeiro, não são os católicos que salvam o mundo. Na verdade o mundo já está salvo por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nós católicos sabemos claramente que não somos nós, enquanto pecadores e frágeis criatura, que salvamos o mundo. Senão, única e exclusivamente nosso Senhor Jesus Cristo, que salvou toda a humanidade com sua morte e ressureição. Isso é básico de qualquer catequese e qualquer um que queira se chamar de cristão tem que acreditar nisso. Sabemos, portanto, que só Cristo quem salva o mundo, mas no argumento o que quiz dizer, e Gilber Keith Chesterton concordaria comigo, é que o edifício da fé católica tem quer ser tão coerente e claro que se referimos que Cristo é Católico e os Católicos são de Cristo estariamos dizendo a mesma coisa, portanto, se dissermos que são os católicos quem salvam o mundo não deixaríamos Cristo de fora, se não que, nós, enquanto membros do corpo místico de Cristo, salvamos o mundo com ele.

Segundo, a união estável entre homossexuais não é problemática para a doutrina da Igreja Católica. O problemático consiste no direito de homossexuais adotarem crianças por questões profundas de natureza antropológica.

Aonde este sujeito vive? Só pode ser na lua. Como assim meu caro amigo? A união estável entre homossexuais é justamente o grande problema contra a Doutrina da Igreja Católica. A Igreja toma a peito a defesa da família como a união natural de um homem com uma mulher. A Igreja só afirmar o que é senso comum e pode ser visto claramente na natureza. Na natureza existe o macho e a fêmea, Homem e Mulher. Não existe uma terceira opção ou alternativa. Isso sim é que é uma criação cultural. Homossexualismo é uma criação ou deformação cultural, não é algo normal na natureza.

Ele diz, ainda, que "o problemático consiste no direito de homossexuais adotarem crianças por questões profundas de natureza antropológica." Um problema decorre do outro. Porque é problemático os homossexuais adotarem uma criança? Só pode ser porque eles não tem a estrutura natural para ajudar a uma criança a se desenvolver de forma saudável, a criança não terá as referências de pai e mãe. 

Terceiro, a união estável de homossexuais não atrapalha tanto a vida matrimonial quanto o excesso de trabalho que muitas vezes impede a convivência familiar, uma má formação da idéia do que seja o sacramento do matrimônio e a vaidade de alguns "cristãos" que se julgam superiores aos outros, crendo que têm que aparecer para o mundo rejeitam a vida comunitária na qual se constrói o reino de Deus pouco a pouco. Não adianta sair gritando como se estivesse sozinho. a vida cristã começa na vivência da comunidade na qual o transbordamento d a caridade transforma o mundo.ele

Agora nosso amigo nos dá uma aula de que os homossexuais irão cuidar de suas "familias" melhor do que os que não são. Você quis dizer que os homossexuais não precisam trabalhar ou irão trabalhar menos para poder cuidar melhor dos afazeres de casa e da família? Eles devem ser muito ricos então. Meu amigo, o sacramento do matromônio é algo muito belo e digno. Nele Deus confirma o amor que um homem e mulher sentem um pelo outro. Nele um homem e mulher reafirmam e solidificam o desejo unirem-se para gerar uma família. É algo tão belo e grandioso que, infelizmente, excede a comprensão de muitos que vêem os outros apenas como objeto de prazer.

A Santissíma Trindade é comunidade de amor entre o Pai, Filho e Espírito Santo. Cristo ama sua Igreja. Nós católicos temos que amar uns aos outros. Cristo quem nos ensina isso: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (São João 13,34). "Sendo humildes, os cristãos de outrora podiam fazer alarde de si mesmo; nós, como somos soberbos, não ousamos destacar-nos." Ortodoxia, G.K. Chesterton.

Dizer a verdade não é ser soberbo ou orgulhoso. Dizer a Verdade, na verdade, é ser humilde o suficiente para saber que não se deve dizer nenhuma loucura que criamos por vaidade.

Segue aqui o comentário completo para apreciação dos Amigos da Cruz:

Primeiro, não são os católicos que salvam o mundo. Na verdade o mundo já está salvo por Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo, a união estável entre homossexuais não é problemática para adoutrina da Igreja Católica. O problemático consiste no direito de homossexuais adotarem crianças por questões profundas de natureza antropológica. Terceiro, a união estável d ehomossexuais não atraplah tanto a vid amatrimonial quanto o excesso de trabalho que muitas vezes impede a convivência familiar, uma má formação da idéia do que seja o sacramento do matrimônio e a vaidade de alguns "cristãos" que se julgam superiores aos outros, crendo que têm que aparecer para o mundo rejeitam a vida comunitária na qual se constrói o reino de Deus pouco a pouco. Não adianta sair gritando como se estivesse sozinho. a vida cristã começa na vivência da comunidade na qual o transbordamento d a caridade transforma o mundo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Elogio de Antônio Gramsci a obra de G.K. Chesterton

Retirado do livro Cartas do Cárcere*

Penitenciária de Turim, 6 de outubro e 1930

Querida Tânia,

Fiquei contente com a vinda de Carlo. Ele me disse que você esta se restabelecendo bem, mas gostaria de ter notícias mais precisas sobre suas condições de saúde. Agradeço-lhe por tudo o que me mandou. Os dois livros ainda não me foram entregues: a biografia facista e as novelas curtas de Chesterton que lerei de bom grado e por duas razões. Primeiro, porque imagino que sejam interessantes pelo menos quanto à primeira série, e, segundo, porque procurarei reconstruir a impressão que deve ter causado sobre você. Confesso-lhe que este será meu maior deleite. Recordo exatamente o seu estado de espírito ao ler a primeira série: você estava disposta de maneira feliz para receber as impressões mais imediatas e menos complicadas dos sedimentos culturais. Nem sequer chegava a perceber que Chesterton escreveu uma delicadíssima caricatura das novelas policiais mais que novelas policiais propriamente ditas. O padre Brown é um católico que zomba do modo mecânico de pensar dos protestantes e o livro é fundamentalmente uma apologia da Igreja Romana contra a Anglicana. Sherlock Holmes é o policial “protestante” que encontra o fio da meada do crime partindo do exterior, baseando-se na ciência, no método experimental, na indução. O padre Brown é o sacerdote católico que através de refinadas experiências psicológicas fornecidas pelas confissões e pela trabalhada casuística moral dos padres, embora sem menosprezar a ciência e a experiência, mas baseando-se especialmente na dedução e na introspecção, supera Sherlock Holmes em cheio, fazendo-o aparecer como um rapazola pretensioso, revelando sua angústia e mesquinhez. Por outro lado, Chesterton era um grande artista, enquanto Connan Doyle era um escritor medíocre, ainda quando elevado a baronete por méritos literários; por isso existe em Chesterton um distanciamento estilístico entre o conteúdo, o enredo policial e a forma, portanto, uma sutil ironia em relação à matéria tratada que torna mais saborosas as narrações. Não acha? Recordo que você lia estas novelas como se fossem crônicas de fatos verdadeiros e se identificava até ao ponto de exprimir uma franca admiração pelo padre Brown e por sua argúcia maravilhosa de modo tão ingênuo que me divertia extraordinariamente. Não vá se ofender, porque nessa diversão havia uma ponta de inveja por esta sua capacidade de puro e fresco impressionismo, por assim dizer.

Abraço afetuosamente.

Antônio Gramsci

*Cartas do Cárcere. Disponível no livro de GRAMSCI, Antoni. Cartas do carcere. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1987. 168-169 p.

Retirado do site ChestertonBrasil.org 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ensinando o que se deve fazer no Brasil

Recebemos diariamente tapas em nossas caras e, por respeitos humanos e/ou falsa caridade, ficamos calados diante da degradação a qual afunda nossa sociedade. Somos convenientes com a degradação moral de nossos tempos e por covardia e medo ficamos calados dentro de nossas Igrejas e grupinhos com medo de falar a verdade. Somos silenciados por meia dúzia de Homossexuais e companhia limitada que fazem a algazarra aparecendo como se fossem milhares. 

As pautas do Governo, televisão e meios de comunicação em geral nos escandalizam com o descaramento de nos entorpecer com absurdos que são passados como coisas comuns. Somos invadidos e dentro de nossas famílias somos degenerados e assistimos a nossa educação, moral e ensinamentos cristãos serem esfarrapados.

Em contrapartida, nós ficamos caladinhos como covardes sem reação alguma. Quantos bispos, padres, religiosos e leigos mesmo manifestaram contra a lei aprovada pelo Superior Tribunal que permite a união civil entre homossexuais? Estamos mudos. Estamos calados. Estamos acovardados. 

Ao invés dos católicos se unirem contra o gigante que se aproxima, ficam separados e isolados como medíocres  Enquanto a Igreja Católica é atacada por todos e todos os lados, alguns ficam com birra infantis contra o Papa e o magistério batendo no peito cheios de 'orgulho' como os salvadores da Igreja.

Acordemos católicos. Acordemos antes que seja tarde de mais. Só quando os católicos tiverem consciência que só eles podem salvar o mundo é que as coisas vão melhorar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Religião Hoje [CHESTERTON] Theater of the world



Leiam Chesterton!!!!!!!!!!!

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