sexta-feira, 29 de abril de 2011

Breve biografia de Pier Giorgio Frassati

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os católicos de hoje são como os funcionários públicos, e não como os protestantes

"E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja;
as portas do inferno não prevalecerão contra ela." São Mateus 16, 18.

Os católicos de hoje se parecem com os funcionários públicos! A afirmação pode soar irônica para aqueles que já se decepcionaram com os serviços públicos, ou para aqueles que sabem como é 'vantajoso' ser funcionário público. Para alguns desses funcionários pode soar preconceituosa, e a estes peço desculpa e licença para continuar a comparação.

Veja bem, olhe direito e compare os católicos de hoje com os funcionários públicos. Os católicos, pelo fato de terem a garantia dada por nosso Senhor Jesus Cristo a Pedro de que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Matheus 16,18), se sentem erroneamente na confortável condição de simples apreciadores e expectadores inertes, como dizia o beato Anacleto González Flores. Pela confiança na afirmação de que nada pode nem irá destruir a Igreja, os católicos se lançam no descaso e descompromisso de não fazer nada para sustentá-la nem para edificá-la. Sentem-se como funcionários públicos dentro da Igreja e se dão ao luxo de usufruí-la pacifica e convenientemente de acordo com sua disposição sentimental, de agenda e horário ou outro fator. Colocam-se como simples expectadores assistindo a Igreja caminhar e fazem o mínimo esforço necessário para não se desvincularem e se manterem no 'quadro efetivo' da Igreja.

Se a compararmos agora os católicos com os protestantes nós simplesmente tomaríamos um 'coro'. Quantas seitas protestantes abrem suas 'portas' em cada esquina de nosso Brasil. Antes de criticarmos, devemos olhar o porque desse sucesso. Além da carência sentimental e espiritual que vemos hoje, as pessoas, por possuírem má formação, seja católica ou não, não conseguem distinguir o joio do trigo. As seitas protestantes utilizam extraordinariamente de estratégias para 'conquistar' novos fiéis e manter os antigos. Utilizam o marketing, com outdoors, panfletos, cartazes; o relacionamento social entre as pessoas; a internet; a música; a televisão; rádio etc. para 'vender seu peixe'. Os católicos, em contrapartida, estão percebendo que estas estratégias rendem frutos e começam, mesmo que atrasados, a explorá-la.

Não desejo propor que os católicos façam essas coisas por simples proselitismo demagogo, e sim, que utilizem dos meios adequados eficazmente para melhor difundir a Verdade. A raiz desses problemas está na falta de interesse por parte dos católicos em colaborar efetivamente na missão Salvífica da Igreja, de ajudar a Igreja em suas necessidades materiais e espirituais e de se sentir parte dessa comunidade de fé que a mais de dois mil anos tem caminhado e passado por árduas dificuldades, tendo em seu trajeto deixado rastro de sangue derramado pelos mártires e santos e que, antes de desanimá-la, revigora a convicção de estar no caminho certo.

Se compararmos um católico com um evangélico perceberemos claras diferenças. Quantos católicos andam pelas ruas com um bíblia em mãos? Quantos católicos têm o costume de ler diariamente a Bíblia? E quanto desses sabem passagens e versículos de cor? Quantos colaboraram com o dízimo? Quantos estão à disposição do Padre e Bispo para assumirem cargos de sua competência e auxiliar a Igreja em suas necessidades? Quantos se sentem parte de uma comunidade e se esforçam para que ela seja firme e unida? Não generalizo que todos os protestantes assim o sejam; não é isso. O que desejo demonstrar é a nossa convicção de que a Igreja, apesar dos vários tipos perseguições e abalos que possa sofrer, não será destruída. Os protestantes, pelo contrário, se não dedicarem diariamente a suas 'igrejas' com o dízimo, participação, convites a novos participantes, esses sim, sabem e se estremecem com o risco de acabarem sem fiéis. Eles não são e nem foram construídos sobre a Pedra Angular que Cristo deixou à Igreja: Pedro. Mas antes de desanimarem - na verdade muitos nem sabem que estão no erro - eles dedicam com muito empenho para que suas 'igrejas' possam crescer e se manter. Antes de os criticarmos temos que ver, dentre às milhares, quais delas possuem o reto desejo de evangelizar e viver como nosso Senhor ensina.

Temos que aprender com eles o que tem a nos ensinar. Não podemos ficar na posição de funcionários públicos dentro da Igreja Católica esperando que outros façam. Temos que abraçar a causa e vestir a camisa que nos foi entregue e que está manchada de suor e sangue dos milhares de homens e mulheres que nos permitiram receber esse tesouro. Temos que ter gratidão com estes homens e mulheres que se dedicaram na reparação e edificação da Igreja. Não podemos nos dar ao luxo do conforto de não nos questionarmos o que Deus quer de nós.

No fundo a apatia e desâmino pelo qual passam muitos católicos se dá pelo fato de não se questionarem sobre sua vocação; de não perguntarem a Deus o que ele quer deles, aonde quer que seus dons sejam dedicados. Não podemos nos colocar como funcionários públicos dentro da Igreja e caminhar desanimados e desesperançosos cumprindo o mínino necessário para estarmos em seu quadro. Temos que abraçar sua causa que é Cristo e lutar para seu triunfo e glória. A afirmação de que a "as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (São Mateus 16, 18), antes de nos colocar em situação confortável, tem que nos instigar e desafiar a sermos parte daqueles que destruirão as portas do inferno e vencerão a morte e o pecado. O que conta nessa vida é termos nosso nome na lista dos que participaram e se doaram para o triunfo da Igreja e da Glória do Cristo, Nosso Rei e Senhor!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nosso número



Por Anacleto González Flores
Tomado de Glaudin 



Estamos vivendo isolados. Até este momento somos forças sem contato algum de tal maneira que os católicos apenas conhecem uns aos outros.

E o mais grave e doloroso é que apesar de que os últimos acontecimentos nos revelam toda a nossa imensa fragilidade e desorganização, ainda assim nos fazemos por desentendidos.

Continuamos acastelados em nosso isolamento, continuamos empenhados em viver isolados uns dos outros e ajustamos nossos planos individuais segundo nossas formas de ver e nossas opiniões.

Enquanto nossos inimigos nos dão uma aula de organização e nos fazem entender que a organização é uma necessidade imperiosa, nós seguimos aprisionada a nossa rotina e ao nosso isolamento; por mais que saibamos muito bem por longa e dolorosa experiência que esse sistema não pode levar mais que a derrota.

Continuamos animados ante nossos números e orgulhosos e satisfeitos de formar a maioria deste país. Mas, em contrapartida, seguimos sendo uma maioria impotente, vencida, sujeita a força dos nossos perseguidores. Porque o número, por grande que seja, não basta para a vitória. O número, para alcançar os êxitos que se buscam com ele, supõem, exige, pede, ser sempre um verdadeiro número em ação. Deixa de ser número quando somente é uma quantidade abstrata; mas na realidade não vive, não atua simultaneamente. Isto: trabalhar simultaneamente e todos juntos tem nos faltado. Por isto nosso número não terá valor nenhum enquanto não nos organizarmos. Pelo contrário, organizados seremos um valor forte e irresistível. Nosso número se fará sentir. Por isto a organização é a necessidade suprema dos católicos. Somente assim nosso número será um verdadeiro número.

FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p. 321-322.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pedro A Pedra

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Celebração em homenagem ao beato Giorgio Frassati


Jovens da Arquidiocese de Belo Horizonte, integrantes do Grupo Giorgio Frassati, convidam todos para a Celebração Eucarística em homenagem aos 110 anos de nascimento do padroeiro, beato Giorgio Frassati.

A missa será realizada no dia 6 de abril, quarta-feira, às 18h15, na Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem e será transmitida, ao vivo, pela rádio América (AM 750).

A iniciativa é do Grupo Peregrino (GP) Píer Giorgio Frassati, que participará da Jornada Mundial da Juventude em agosto, em Madrid. Formado por jovens de diversas realidades, carismas e paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte, o Grupo escolheu o Beato como padroeiro.

Para outras informações clique aqui.


A história de Pier Giorgio

Pier Giorgio Frassati nasceu em Turim, Itália, em 6 de abril de 1901. Sua mãe, Adelaide Ametis era pintora. Seu pai Alfredo, agnóstico, foi fundador e diretor do jornal liberal “La Stampa”. Apaixonado por esportes, em especial a escalada de montanhas, utiliza suas excursões para evangelizar seus amigos. “Quanto mais alto formos, melhor nós ouviremos a voz de Cristo”, ele dizia. Dedicado aos mais pobres e desfavorecidos, ele visitava as famílias e lhes prestava tanto ajuda material quanto espiritual.

Aos 17 anos de idade, em 1918, ingressou na Sociedade São Vicente de Paulo e dedicou a maior parte de seu tempo livre ao serviço dos doentes e necessitados, cuidando dos órfãos e dos soldados da primeira guerra mundial que voltavam para suas casas. Em 1919 se associou a Federação de Estudantes Católicos e a Ação Católica. Diferenciando-se das ideias políticas de seu pai chegou a ser membro verdadeiramente ativo do Partido Popular que promoveu os ensinamentos da Igreja Católica embasadas nos princípios da “Rerum Novarum”.

Em uma dessas visitas contraiu poliomelite aguda e faleceu no dia 04 de julho de 1925, aos 24 anos. Seu corpo incorrupto encontra-se enterrado na Catedral de Turim. Em 20 de maio de 1990, na praça de São Pedro, diante de dezenas de milhares de fiéis, o Papa João Paulo II beatificou Pier Giorgio Frassati, considerando-o como “O Homem das oito Bem-Aventuranças”.

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