quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tratado da castidade

Amigos e amigas, o tema deste post despensa qualquer comentário; no entanto, digo que a leitura deste tratado - que é curtinho e muito claro - me ajudou bastante na minha caminha de amadurecimento de fé. O tema Castidade, ao mesmo tempo que espinhoso, é, também, muito belo. Devemos sempre seguir rumo à integridade física e espiritual e, para isto, é imprescindível a vida em estado de graça. Nessa luta constante recorremos a Virgo Fidelis!


Tratado de castidade
SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO
Baixe o arquivo em PDF aqui.





sábado, 24 de abril de 2010

Entrevista com J.R.R. Tolkien legendado em português

Confira a entrevista feita com J.R.R. Tolkien, gigante da literatura universal e autor de "O Hobbit" e "O Senhor dos Anéis". Perguntado se era teísta, Tolkien protamente responde: "Oh, eu sou um católico romano. Devoto católico romano". Amigo da Cruz.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

A constância

A constância


(Autoria de Anacleto González Flores.
(Editoriales de la palabra,
sem data)


A situação dos católicos em nosso país, no que diz respeito ao triunfo de nossos ideias, exige que saibamos colocar um ponto fixo ao qual devemos mergulhar para alcançar a vitória.

Desde já podemos afirmar que uma das coisas que mais nos tem preocupado é a conquista da opinião. Não queremos dizer com isso que não há católicos em nossa pátria, muito menos que a maioria tenha deixado de pertencer a Igreja Católica. Não: quando dizemos que é necessário conquistar a opinião queremos dizer que é preciso criar na alma de nosso povo convicções mais fortemente enraizadas; que aos inumeráveis ataques e insultos lançados contra nossas doutrinas estejamos todos nós preparados para opor com uma resistência firme, resoluta, decidida a contestar os meios que os ímpios utilizam para nos combater.

Se escrevem livros e periódicos para arrancar a fé das almas, portanto, não os apoiemos jamais, deixemos-los no vazio; os cinemas, desgraçadamente em nossos dias  ensinam as crianças e jovens a seguir o caminho do vício; pois não contribuamos para a realização de uma obra tão detestável; os ensinamentos da doutrina religiosa não estão sendo bem atendidos, pois que consagremos um pouco de nosso tem a ensinar - lá; somos capazes de escrever algum folheto, algum artigo de periódico, pois que façamos sem demora não para nossa glória, se não para Jesus Cristo, como nos diz Lacordaire; tenhamos alguns amigos, como todos os homens os tem, pois que trabalhemos para atraí-los e levá-los a Cristo; enfim, sejam quais forem nossas circunstância façamos um esforço especial para que o reinado da verdade se estenda a todas as partes. E ainda que os obstáculos que nos fazem tropeçar sejam muitos, também é certo que a constância vence tudo. E já que escrevemos esta palavra, sinalizaremos como um dos grandes poderes de conquista. Todos conhecem a máxima: uma gota de água cava uma pedra; de igual modo seja a nossa ação católico-social com uma tenacidade de bronze, uma firmeza que nos motive o tempo todo e não nos deixe desanimar jamais, o triunfo nos irá coroar pelos nossos esforços.

Por desgraça um dos grandes defeitos de nossa raça é o da inconstância; facilmente nos entusiasmamos até a loucura por um ideal ou por uma empresa, e também facilmente desanimamos no primeiro desengano e não somos capazes de seguir adiante. E essa inconstância tem sido a grande armadilha que faz cair nossos propósitos e as obras iniciadas.

Este é um defeito que podemos vencer com a educação [de nossa vontade] e que só pode ser combatido com um esforço especial que se faça para adquire o hábito da perseverança. Os pais de família e os professores, que tenham agora em suas mãos o ensino das crianças e da juventude, devem colocar especial atenção em ensinar aos seus educados a começar uma obra e a não descansar até vê-la realizada e acabada. Assim nossa inconstância desaparecerá e chegará um dia em que nosso entusiasmo pela verdade e o bem se veja coroado de um êxito brilhante, avassalador.

Todos devemos combater esse defeito, sobre tudo em nós mesmos, para que sendo fortes contra o desengano e os fracassos, alcançamos a regeneração de nossa sociedade; sem a constância não conseguiremos nada, com ela a realizaremos perfeitamente.  
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Transcrito e traduzido do livro:
FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p. 511-512.

"CRISTO SIM, IGREJA NÂO!"


Uma grave ferida que à Igreja foi infligida com a Reforma Protestante foi a mentalidade de que se poderia conhecer completamente a face e os ensinamentos de Cristo sem auxílio de uma intituição milenar que recebeu a incubência expecífica de levar o evangelho a todos os povos. 
Fielmente a Igreja Católica tem cumprido com sua missão e cumprirá até a volta de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A perigosa mentalidade de que "Cristo sim, Igreja não" tem, desde então, afetado não só a alguns cristãos mas a todos os homens de forma direta ou inderetamente. Decorrência desse erro foi, como já mencionado, a própria reforma protestante que quebra com a tradição da Igreja Católica reservando-se unica e exclusivamente a sua interpretação baseada na Sola Scriptura (só as escrituras), e não em comunhão com a Tradição, Magistério e as Sagradas Escrituras que a Igreja Única de Cristo mantém desde sua origem. Dessa mentalidade que ainda hoje é muito comum decorrem erros graves que tem desfigurado a face de Cristo e a correta comprensão de seus ensinamentos.

O relativismo é fruto direto dessa mentalidade e tem trazido grandes problemas para os homens. Dessa mentalidade que progressivamente foi se modificando, do "Cristo Sim, Igreja não", passamos pelos séculos XVIII e XIX  com uma nova concepção de que "Deus sim, Cristo não", até hoje, século XX e XXI, que estamos chegando ao "Deus Não e o Homem menos ainda". Com essa mentalidade o homem  foi aos poucos obscurencendo sua razão e consciência da sua diginidade em ser filho de Deus, e disso só pode decorrer as priores tragédias, como visto nás praticas de aborto, destruição de células embrionário humanas, milhares de mortos por nazistas e comunistas, etc.  

Gritemos: DEUS SIM! CRISTO SIM! IGREJA SIM!
Por Amigo da Cruz.
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Confira a palestra do Pe. Paulo Ricardo sobre a errônea mentalidade do "CRISTO SIM, IGREJA NÂO!"

 

Campanha de Digitalização de obras raras do Catolicismo


Muito boa iniciativa. O catolicismo possui raridades preciosissímas que por desconhecimento ficam esquecidas. Devemos sempre voltar às fontes pois delas podemos beber águas puras e cristalinas e, assim saciados, oferecer aos nossos amigos e ao mundo outras possibilidades, que, à luz da santa e imutável doutrina, e da voz fidelíssima de nosso amado Bento XVI, nos possibilite sermos melhores fiéis.
Por Amigo da Cruz.

terça-feira, 6 de abril de 2010

"...é impossível impedir que ele reze pela mãe, mas temos meios de fazer com que as preces não tenham efeito"

[Esta carta foi transcrita do livro "Cartas de um Diabo a seu Aprendiz", de C.S. Lewis. Esta correspondência se dá entre o experiente diabo (Fitafuso) e o seu sobrinho Vermebile. Lewis nos dá uma aula de como são as artimanhas e arapucas utilizadas pelo diabo para nos confundir. Hoje, Lewis se surpreenderia como nós demos tão rapidamente ao diabo o maior prêmio que ele poderia receber: não acreditar na existência dele; ou, acreditar em demasia e se sentir atraído por ele! Amigo da cruz]

Querido Vermebile,

Fiquei muito contente com o que você me disse o relacionamento desse homem com a mãe. Mas você deve persistir. O Inimigo trabalha de dentro para fora, transformando gradualmente as ações do 'paciente' para que correspondam ao novo padrão, e talvez até mesmo a conduta dele para com a velha senhora mude a qualquer momento. Seria bom você intervir primeiro. Mantenha sempre contato com o nosso colega Gomalósio, que é responsável pela mãe, e fortaleça os dois naquela casa o bom e estável hábito da irritação mútua, das alfinetadas diárias. Os métodos que descreverei a seguir são de grande valia.

1. Faça-o prestar atenção apenas na sua vida intcrior. Ele pensa que sua conversão é algo que se deu dentro dele e que sua atenção está, portanto, voltada neste momento para os estados do seu próprio espírito - ou pelo menos para a versão mais purificada deles, que é tudo o que você deve permitir que ele veja. Encoraje esse sentimento de introversão. Mantenha-o distante dos deveres mais elementares voltando sua atenção para , os deveres espirituais mais avançados. Faça o possível para piorar essa útil característica humana, o horror e a negligência em relação às coisas óbvias. Você deve mantê-lo num estado tal que ele possa perscrutar a si mesmo durante uma hora sem descobrir nenhum desses fatos sobre ele mesmo, fatos que são perfeitamente visíveis para quem quer que viva com ele na mesma casa ou trabalhe com ele no mesmo escritório.

2. Certamente, é impossível impedir que ele reze pela mãe, mas temos meios de fazer com que as preces não tenham efeito. Certifique-se de que sejam bem "espirituais", que ele sempre se preocupe com o estado da alma da mãe, e nunca com seu reumatismo. Disso advêm duas vantagens. Em primeiro lugar, ele prestará mais atenção naquilo que ele julga serem os pecados da mãe — se você guiá-lo um pouco, poderá induzi-lo a considerar qualquer um dos atos da mãe que ele julga inconvenientes ou irritantes como pecados. Assim, você poderá cutucar um pouco as feridas do dia mesmo quando ele estiver de joelhos. Toda essa operação não é nem um pouco difícil, e você achará tudo bem divertido. Um segundo lugar, já que as ideias dele sobre alma da mãe serão muito rudimentares e em sua maioria erróneas, ele, em algum grau, irá rezar por uma pessoa imaginária, e sua tarefa será fazer essa pessoa imaginária dia após dia cada vez menos parecida com a mãe verdadeira - a senhora de língua ferina que irrita o filho na mesa do café da manhã. Com o tempo, você conseguirá aprofundar a distância entre eles de tal forma que nenhum pensamento ou sentimento advindo das preces pela mãe imaginária jamais alcançará ou servirá de ajuda à mãe verdadeira. Já tive tamanho controle sobre alguns de meus pacientes, que conseguia desviar sua atenção, num segundo, da prece fervorosa pela "alma" de uma esposa ou de um filho para o ato de insultar ou bater na esposa ou no filho sem nenhum remorso.

3. Quando dois humanos vivem juntos por muitos finos, é bem comum que cada um tenha um tom de voz ou uma expressão facial que sejam quase insuportáveis para o outro. Aproveite-se disso. Faça-o prestar muita atenção naquela sobrancelha erguida da mãe, maneirismo que ele aprendeu a detestar já no berço, e deixe-o pensar no quanto isso o irrita. Deixe-o supor que ela sabe o quanto isso é irritante e que o faz apenas para irritá-lo — se você souber fazer o seu trabalho direitinho, ele não notará quão improvável é essa suposição. E, claro, nunca o deixe suspeitar de que ele também tem tons de voz e expressões que igualmente a irritam. Como ele não pode ver ou ouvir a si mesmo, será fácil.

4. Em meios civilizados, o ódio na vida doméstica costuma se expressar quando se dizem coisas que podem parecer bastante inofensivas quando escritas (as palavras não são ofensivas), mas que, ditas em determinado tom de voz ou em determinado momento, são como um soco no rosto. Para manter esse jogo em andamento, você e Gomalósio devem fazer de tudo para que os dois tolos tenham dois pesos e duas medidas. O seu paciente deverá exigir que todas as suas frases sejam tomadas pelo seu valor literal, julgadas apenas pelas palavras utilizadas, ao mesmo tempo que julga e interpreta todas as frases da mãe com uma sensibilidade exagerada em relação ao tom, ao contexto e à intenção. Ela deverá ser encorajada a fazer o mesmo. Assim, depois de cada briga, cada um pode ir para um lado, convencido, ou quase convencido, de que é inocente. Você sabe como é: "Basta que eu pergunte quando o jantar vai ficar pronto para ela ter um acesso de fúria." Uma vez que o hábito estiver bem arraigado, você terá a deliciosa situação em que um ser humano diz coisas com o claro intuito de ofender e ainda assim se ressente quando lhe dirigem uma ofensa.

Por fim, diga-me algo sobre a posição religiosa da senhora, Teria ela algum ciúme do novo fator na vida filho? Sente-se de algum modo ofendida com o fato de ele aprender com outros, e tão tarde na vida, aquilo que ela acha que deu a ele tantas oportunidades de aprender na infância? Ela acha que ele está fazendo uma tempestade em um copo d'água com esse assunto, ou que está , aceitando tudo muito calmamente? Lembra-se do irmão mais velho na história do Inimigo?

Afetuosamente, seu tio,

FITAFUSO

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CLIVE STAPLES LEWIS, Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, Carta 23, Oxford, 1942.

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