sábado, 18 de agosto de 2012

Pe. Paulo Ricardo - Nova Ordem Mundial

domingo, 5 de agosto de 2012

Batman, o contra-revolucionário



Por Felipe Melo | Brasília | Juventude Conservadora da UnB | Certamente este texto parecerá absurdamente estranho para aqueles que estão mais acostumados a ler o blog da Juventude Conservadora da UNB. Haverá aqueles que torcerão o nariz ao verem uma pretensa análise político-filosófica de umblockbuster hollywoodiano baseado em uma história em quadrinhos, considerando isso ora um arroubo de superficialidade frívola, ora uma tremenda “forçação de barra” que mistura cultura pop com pseudo-intelectualidade conservadora. No entanto, ele se faz bastante necessário, e entenderão aqueles que tenham assistido ao filme e que entendam minimamente de filosofia política. [Atenção, daqui em diante, o texto contém spoilers do filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge].

Muito provavelmente, Christopher Nolan, diretor e co-roteirista da mais recente trilogia cinematográfica do Homem-Morcego (interpretado por Christian Bale), jamais teve a pretensão de fazer um filme filosófica e politicamente orientado sob o disfarce de película de altíssimo apelo comercial. Todavia, fica claro que Nolan teve o cuidado de tecer uma trama que não fosse superficial ou óbvia: conflitos e dilemas morais permeiam todo o filme, do início ao fim, e simbolizam, sob diversos aspectos, o ressurgimento ao qual alude o título. Acidentalmente (ou não), o enredo deBatman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge enfoca uma das grandes verdades da história humana: a essência perversa da mente revolucionária.

O vilão do filme, ao contrário do que possa parecer, não é o impiedoso Bane (Tom Hardy), ou a fatal Talia al Ghul – disfarçada como a empresária Miranda Tate (Marion Cotillard) –, mas a crença de que a única alternativa para purgar a corrupção e a decadência da sociedade atual é reduzi-la a pó de modo a construir uma nova sociedade, baseada em um novo homem. Esse processo de “destruição criativa” se dá através da violência tanto física quanto simbólica  e moral: não basta explodir prédios, sequestrar, roubar ou matar, mas é imprescindível disseminar o caos, solapar as instituições e inocular profundamente nos indivíduos o veneno revolucionário. O vilão do filme não é feito de carne, mas de ideias; não é um corpo, mas um espírito: o espírito da revolução.

Bane e Talia são os líderes da Liga das Sombras, fundada por Ra’s al Ghul (Liam Neeson). O objetivo principal da Liga das Sombras é combater a “degenerescência moral” onde estiver, utilizando, para isso, todos os meios disponíveis. Para a Liga das Sombras, nenhum meio é ilícito ou imoral em si mesmo: o que define sua ilicitude ou imoralidade são os objetivos que se almeja através de seu uso. Os membros da Liga são profundamente comprometidos com esse ideal, chegando a extremos de sacrifício – como o sicário de Bane que, voluntária e alegremente, permanece no avião da CIA que é derrubado no Uzbequistão, na primeira cena do filme. O próprio Bane mostra-se o vilão mais perigoso dos três filmes de Batman justamente por causa de sua obsessão idealista: todos os seus esforços, por menores que sejam, estão plenamente dirigidos para a concretização do projeto revolucionário da Liga das Sombras; nenhum de seus movimentos é desperdiçado em interesses e problemas secundários, pois todo o seu ser está devotado à causa.

Outra característica marcante de Bane é a crença sólida na superioridade moral sua e de sua causa: a única saída para combater a decadência e as injustiças presentes na sociedade de Gotham é destruir todos os valores, instituições e credos “corruptos”. O paciente está doente, mas a cura não reside na escolha do remédio mais amargo, mas na morte. As cenas de perseguições, assassinatos públicos, saques e julgamentos sumários são perturbadoramente idênticas àquelas que foram vistas em todos os processos revolucionários dos últimos 300 anos – na Revolução Francesa, na Comuna de Paris, na Revolução Bolchevique, e tantas outras. Lugar simbolicamente poderoso é a “suprema corte” revolucionária – comandada pelo Dr. Jonathan Crane (Cillian Murphy), mais conhecido como Espantalho, cuja droga alucinógena criada por si vitimou-o no primeiro filme da trilogia –, em que, a bem da verdade, os réus eram levados não para serem julgados, mas apenas para escutarem a sentença e escolherem entre o exílio e a morte.

O paralelismo entre os processos revolucionários que já atingiram a civilização ocidental e a hecatombe promovida pela Liga das Sombras no filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge não para por aí. Ao promover a morte e a destruição no estádio de futebol americano de Gotham, Bane, dirigindo-se à multidão estarrecida e amedrontada, defende que eles não são novos opressores, mas libertadores, aqueles que farão com que os cidadãos de Gotham cumpram o destino ao qual foram chamados e tomem nas próprias mãos as rédeas não só de suas vidas, mas da vida da própria sociedade. Essa ideia enganosa é reforçada pela alegação de que o controle da bomba nuclear, que está em posse da Liga das Sombras, encontra-se nas mãos de uma pessoa comum, alguém “do povo”, e que, portanto, é o próprio povo que tem o controle sobre a situação. O mesmo discurso, em essência, tem sido utilizado ad nauseam por todos os líderes revolucionários que já pisaram e que ainda pisarão sobre a face da terra: a expropriação, o derramamento de sangue, os expurgos, tudo isso não são métodos violentos e opressivos para dobrar as pessoas, mas perfazem a libertação de que elas necessitam.

O terror revolucionário e sua perigosa obsessão pela “destruição criativa” são mais fortes do que os valores tradicionais sobre os quais a sociedade se erigiu – e que são representados pelo símbolo que é o Batman? Sim e não. O apelo sensacionalista e o potencial de deturpação pertencentes àqueles conseguem, num primeiro momento, grande aceitação junto à massa ignara; é como se, de fato, a superioridade moral da Liga das Sombras se manifestasse na ausência de amarras da velha moral e no seu esforço de pulverizar a velha sociedade. No entanto, a própria situação criada pela Liga das Sombras torna-se, com o passar do tempo, insustentável; os absurdos brotam, as máscaras caem, as verdadeiras intenções ficam expostas à incômoda luz da verdade.

Essa exposição, todavia, não acontece por si mesma, não é automática: ela necessita de agentes, é fruto de um ato positivo da vontade daqueles que sabem que, a despeito da degenerescência da sociedade, os valores tradicionais sobre os quais ela foi erigida são verdadeiros e perenes. Batman, por mais que seja um símbolo da luta pela manutenção desses valores, não é um símbolo que se sustenta por si mesmo: o comissário James Gordon (Gary Oldman), o detetive John Blake (Joseph Gordon-Levitt), o cientista Lucius Fox (Morgan Freeman), até mesmo o mordomo Alfred J. Pennyworth – que, em minha opinião, é o melhor personagem da trilogia, interpretado brilhantemente por Michael Caine –, bem como todos aqueles que voluntariamente se dispõem a lutar por esses valores, unem suas forças não apenas para dar o suporte necessário ao símbolo representado por Batman, mas também para trazer à luz as sinceras intenções da revolução.

Por que Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um filme ao qual todo conservador deve assistir? Porque a sociedade ocidental está passando por um longo, sutil e aterrador processo revolucionário. Enquanto os líderes dessa revolução seduzem os incautos com seu afinadíssimo canto de sereia, violências as mais cruéis são cometidas diuturnamente contra aqueles que decidem ater-se aos valores tradicionais, relegados a nós há séculos, em nome de um novo mundo, de uma nova sociedade, enfim, de um novo homem. A soberania nacional dá lugar a um proto-autoritarismo supranacional, a inversão de valores é institucionalizada e aplicada com todo o rigor da lei, a objetividade da lei moral é substituída pelo subjetivismo discricionário, e, pouco a pouco, caminhamos rumo ao caos que, benevolamente, os revolucionários creem ser a “destruição criativa” necessária à fundação de um novo mundo.

As lições de determinação, firmeza, lealdade e honra de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge são inspiradoras para os poucos que ainda ousam resistir a esse mundo em colapso. E, certamente, a lição mais importante é: combater o espírito revolucionário é uma tarefa à qual devem se dedicar todos os que optaram pelos valores tradicionais. Nunca é demais lembrar que, em uma situação de guerra – exatamente o que estamos vivendo –, só há dois caminhos a se trilhar: o de vítimas indefesas ou de combatentes resolutos. Os valores que nos deram a vida que temos merecem que nos dediquemos à sua preservação, ainda que isso custe nossas próprias vidas. Não é uma decisão fácil, mas é inelutavelmente necessária. Não devemos fazê-lo apenas por nós mesmos: devemos fazê-lo por aqueles que deram seu sangue para que cheguemos até aqui, honrando sua memória e sua luta, e por aqueles que ainda virão, de modo que o mundo que herdem de nós seja menos perigoso, menos venenoso e mais afastado de diabólicos anseios revolucionários.

Felipe Melo é dirigente da Juventude Conservadora da Universidade de Brasília.
Éste texto foi publicado originalmente no 30 de julho de 2012 no blog da entidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pensador que incentivou a Doutrina Social da Igreja vira ícone entre os jovens católicos brasileiros


RIO DE JANEIRO, 19 Jul. 12 / 06:11 pm (ACI).- Para promover o intelectual católico, autor de 80 livros e inventor da teoria econômica inspirada na Doutrina Social da Igreja, o Distributivismo o grupo Sociedade Chesterton Brasil (www.chestertonbrasil.org) descobriu um criativa forma: inspirando-se na cultura pop plasmaram a imagem do pensador inglês G. K. Chesterton (1874-1936) em camisetas ao estilo daquelas feitas com a efígie do Che Guevara, que já é um êxito entre os jovens do Brasil e de outros países.

Chesterton foi um agnóstico convertido ao catolicismo, que deixou um legado que recém vem sendo descoberto pelos jovens brasileiros.

"O pouco conhecimento que temos deste autor tão importante provavelmente se dá pelas poucas traduções de suas obras para o português. Pensamos em torná-lo mais acessível usando as camisetas!", conta o jovem bibliotecário, Diego da Silva, editor do site www.chestertonbrasil.org

As camisetas, nas cores vermelha e branca, são estampadas com o rosto de Chesterton e com o nome dele dividido: o Che é separado de todo resto, uma forma divertida e de referência ao revolucionário argentino, o controverso Che Guevara.

“Chesterton tem ideias que têm a ver comigo. Li Ortodoxia, seu livro mais famoso e gostei de cara! Não entendo como ele pode ser tão desconhecido”, conta a jovem estudante de Engenharia da Automação, Karine Oliveira de Souza, uma apoiadora da Sociedade Chesterton Brasil.

As camisetas custam R$25,00 mais o custo do frete e são vendidas pela internet, por e-mail (camisas@chestertonbrasil.org), e já atraem fãs de Chesterton de outros países. Com a iniciativa os colaboradores da Sociedade Chesterton Brasil visam promover o pensador católico no país de forma a gerar maior interesse por sua figura, especialmente entre os jovens.

“Criamos uma fan page no Facebook (www.facebook.com/camisetaschesterton) para divulgar as camisetas junto à geração Y e percebemos que o que poderia ser apenas uma irreverência tem feito os jovens procurar mais sobre Chesterton e descobrir que vale a pena conservar os valores que fundaram nossa sociedade!”, afirma a jovem administradora Debora Dee, que apoia a iniciativa.

Fonte: AciDigital

sábado, 30 de junho de 2012

A Sabedoria do Padre Brown em PDF - Chesterton

Faço o download do livro A Sabedoria do Padre Brown em PDF, de Gilbert Keith Chesterton aqui.

Acesse também o site: www.chestertonBrasil.org 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Beata Albertina Berkenbrock



A Beata Albertina Berkenbrock nasceu em 11 de abril de 1919, na Vila de São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí, no Estado de Santa Catarina. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais oito irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em nove de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.
Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16 horas, foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher, por causa da fé e da fidelidade a Deus.
Recusa-se aos convites eróticos de Maneco Palhoça, conhecido na Vila de São Luís e que já havia abusado de outra garota. Como era alta e forte, Albertina luta com o homem, que, por vingança, afunda um canivete no pescoço da jovem e a degola.
O martírio e a fama de santidade espalharam-se rapidamente de maneira clara e convincente. Na Diocese de Tubarão, é conhecida pelo povo como “a nossa Albertina”. A Beatificação de Albertina aconteceu em 20 de outubro de 2007, em frente à Catedral da Diocese de Tubarão. A celebração eucarística foi presidida pelo então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano, Cardeal José Saraiva Martins.
Agora, alguns possíveis milagres já estão sendo acompanhados em sondagem com Roma, mas ainda estão na fase de comprovação médica. “Esperamos que até o final do ano tenhamos algum sinal verde para os encaminhamentos finais serem apresentados. Com a comprovação de um milagre será possível, então, apresentá-la como santa de devoção ao mundo inteiro”, indica padre Sérgio.
Albertina e outros jovens são para todos exemplo de fidelidade, conheça mais sobre os patronos e intercessores da JMJ Rio2013.

Fonte: site da JMJ Rio 2012

sábado, 16 de junho de 2012

A vitalidade da Igreja


Por Beato Ancleto González Flores
Publicado no Editoriales de la Palabra
20 de outubro de 1918, 566-568 p.

Sobre os escombros dos sistemas humanos que até agora não fazem mais do que fracassar e converter em ruínas tudo o que tocam, se há levantado e se levanta incontrastável o sistema proposto pela Igreja; sistema que nada tem de humano, que é inteiramente divino e, portanto, o único e verdadeiramente divino, ou seja, o único verdadeiramente salvador. É visível que por ódio, por perversão e por ignorância maldizem a Igreja e pretendem arrancar dela o prestígio que conquistou com sua santidade. Mas mesmo assim não se conseguirá retardar o dia solene em que o equilíbrio social será um fato. E se perguntarem, como o fez em certa ocasião Petrônio[1], a Paulo de Tarso: o que pode aportar a Igreja como elemento salvador nas grandes catástrofes de agora, sobretudo como meio eficaz para resolver o problema social? Nós repetiremos esta palavra sublime: o Amor.

Sim! A Igreja, muito longe de sustentar o conceito pagão da civilização, que era o de escravizar; muito longe de ensinar a teoria liberal, que visa por oprimir ao homem em nome da liberdade; muito longe de defender a teses socialistas, que é a de odiar sem medida; é elevada com majestade incomparável sobre todas as paixões e todas as tormentas para fazer vibrar a palavra criadora do amor. Mas ao mesmo tempo ensina e predica o amor, injeta nas almas que de verdade crêem e praticam as doutrinas católicas, uma corrente transbordante de caridade que sempre e em todas as partes tende a suavizar as dores dos delitos, a mitigar suas amarguras, a adoçar seus dissabores e, sobretudo, a fazer com que os fortes, os grandes e os ricos se unam a todos no abraço estreito de uma fraternidade sincera e ardente. Ainda que os sistemas humanos possam predicar a fraternidade, sem dúvida, jamais conseguiram fazer alguém acreditar nisso e nunca foram suficientes fortes para realizá-la.

Isto significa que, como a fraternidade, ou, para falar em cristianismo, a caridade, pede, exige a imolação e esta é impossível sem Deus e sem sua palavra e sem sua promessa. O amor ensinado pelas teorias dos homens é somente um amor utópico, quimérico que não existe  nem existirá jamais. Não sucede o mesmo com o sistema proposto pela Igreja como norma suprema das relações sociais, pois desde logo há que advertir que a palavra da Igreja se apresenta diante de nós com todo o prestígio que brilha no grande, no imortal, no eterno, enfim, na palavra de Deus. E assim, o homem que é incapaz de sacrificar-se somente pelo homem chega a imolar-se por Deus, e isto explica esse florescimento do amor produzido sob o influxo da Igreja e que há povoado o mundo com hospitais; homens e mulheres que tem por modelo São Vicente de Paula[2] e as Irmãs de Caridade. Nada, nem ninguém tem sido até agora, nem será jamais bastante forte para realizar esse trabalho maravilhoso que é única na história e da que só pode ufanar-se a Igreja católica.

O paganismo, com toda sua arte e sua filosofia, foi impotente ainda para conceber as maravilhas do amor cristão; o protestantismo não tem sabido mais que multiplicar o número dos pobres, diga-o a Inglaterra; o liberalismo não tem sabido mais que suprimir as ordens religiosas que têm feito mais pelos homens e pela civilização que todas as revoluções e todos os revolucionários juntos. Somente a Igreja, instituição divina suficientemente sábia para ver com intuição clara as necessidades da natureza humana e bastante forte para cristalizar em fatos as ideias redentoras, sabe e tem sabido em todo tempo dizer a palavra sublime do amor e fazer que surjam, floresçam admiravelmente as obras e as instituições que tendem a que o amor seja uma realidade vivente nas sociedades.


[1] Petrônio Cayo. Escritor italiano, autor de Satiricón, interessante testemunho sobre a decadência da aristocracia romana. Apodado Árbitro de la elegancia, morreu no ano 65.

[2] São Vicente de Paula (1581-1660) sacerdote Frances fundador da Congregação da Missa, chama também ordem dos Vicentinos ou Lazaristas

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