quarta-feira, 20 de junho de 2012

Beata Albertina Berkenbrock



A Beata Albertina Berkenbrock nasceu em 11 de abril de 1919, na Vila de São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí, no Estado de Santa Catarina. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais oito irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em nove de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.
Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16 horas, foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher, por causa da fé e da fidelidade a Deus.
Recusa-se aos convites eróticos de Maneco Palhoça, conhecido na Vila de São Luís e que já havia abusado de outra garota. Como era alta e forte, Albertina luta com o homem, que, por vingança, afunda um canivete no pescoço da jovem e a degola.
O martírio e a fama de santidade espalharam-se rapidamente de maneira clara e convincente. Na Diocese de Tubarão, é conhecida pelo povo como “a nossa Albertina”. A Beatificação de Albertina aconteceu em 20 de outubro de 2007, em frente à Catedral da Diocese de Tubarão. A celebração eucarística foi presidida pelo então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano, Cardeal José Saraiva Martins.
Agora, alguns possíveis milagres já estão sendo acompanhados em sondagem com Roma, mas ainda estão na fase de comprovação médica. “Esperamos que até o final do ano tenhamos algum sinal verde para os encaminhamentos finais serem apresentados. Com a comprovação de um milagre será possível, então, apresentá-la como santa de devoção ao mundo inteiro”, indica padre Sérgio.
Albertina e outros jovens são para todos exemplo de fidelidade, conheça mais sobre os patronos e intercessores da JMJ Rio2013.

Fonte: site da JMJ Rio 2012

sábado, 16 de junho de 2012

A vitalidade da Igreja


Por Beato Ancleto González Flores
Publicado no Editoriales de la Palabra
20 de outubro de 1918, 566-568 p.

Sobre os escombros dos sistemas humanos que até agora não fazem mais do que fracassar e converter em ruínas tudo o que tocam, se há levantado e se levanta incontrastável o sistema proposto pela Igreja; sistema que nada tem de humano, que é inteiramente divino e, portanto, o único e verdadeiramente divino, ou seja, o único verdadeiramente salvador. É visível que por ódio, por perversão e por ignorância maldizem a Igreja e pretendem arrancar dela o prestígio que conquistou com sua santidade. Mas mesmo assim não se conseguirá retardar o dia solene em que o equilíbrio social será um fato. E se perguntarem, como o fez em certa ocasião Petrônio[1], a Paulo de Tarso: o que pode aportar a Igreja como elemento salvador nas grandes catástrofes de agora, sobretudo como meio eficaz para resolver o problema social? Nós repetiremos esta palavra sublime: o Amor.

Sim! A Igreja, muito longe de sustentar o conceito pagão da civilização, que era o de escravizar; muito longe de ensinar a teoria liberal, que visa por oprimir ao homem em nome da liberdade; muito longe de defender a teses socialistas, que é a de odiar sem medida; é elevada com majestade incomparável sobre todas as paixões e todas as tormentas para fazer vibrar a palavra criadora do amor. Mas ao mesmo tempo ensina e predica o amor, injeta nas almas que de verdade crêem e praticam as doutrinas católicas, uma corrente transbordante de caridade que sempre e em todas as partes tende a suavizar as dores dos delitos, a mitigar suas amarguras, a adoçar seus dissabores e, sobretudo, a fazer com que os fortes, os grandes e os ricos se unam a todos no abraço estreito de uma fraternidade sincera e ardente. Ainda que os sistemas humanos possam predicar a fraternidade, sem dúvida, jamais conseguiram fazer alguém acreditar nisso e nunca foram suficientes fortes para realizá-la.

Isto significa que, como a fraternidade, ou, para falar em cristianismo, a caridade, pede, exige a imolação e esta é impossível sem Deus e sem sua palavra e sem sua promessa. O amor ensinado pelas teorias dos homens é somente um amor utópico, quimérico que não existe  nem existirá jamais. Não sucede o mesmo com o sistema proposto pela Igreja como norma suprema das relações sociais, pois desde logo há que advertir que a palavra da Igreja se apresenta diante de nós com todo o prestígio que brilha no grande, no imortal, no eterno, enfim, na palavra de Deus. E assim, o homem que é incapaz de sacrificar-se somente pelo homem chega a imolar-se por Deus, e isto explica esse florescimento do amor produzido sob o influxo da Igreja e que há povoado o mundo com hospitais; homens e mulheres que tem por modelo São Vicente de Paula[2] e as Irmãs de Caridade. Nada, nem ninguém tem sido até agora, nem será jamais bastante forte para realizar esse trabalho maravilhoso que é única na história e da que só pode ufanar-se a Igreja católica.

O paganismo, com toda sua arte e sua filosofia, foi impotente ainda para conceber as maravilhas do amor cristão; o protestantismo não tem sabido mais que multiplicar o número dos pobres, diga-o a Inglaterra; o liberalismo não tem sabido mais que suprimir as ordens religiosas que têm feito mais pelos homens e pela civilização que todas as revoluções e todos os revolucionários juntos. Somente a Igreja, instituição divina suficientemente sábia para ver com intuição clara as necessidades da natureza humana e bastante forte para cristalizar em fatos as ideias redentoras, sabe e tem sabido em todo tempo dizer a palavra sublime do amor e fazer que surjam, floresçam admiravelmente as obras e as instituições que tendem a que o amor seja uma realidade vivente nas sociedades.


[1] Petrônio Cayo. Escritor italiano, autor de Satiricón, interessante testemunho sobre a decadência da aristocracia romana. Apodado Árbitro de la elegancia, morreu no ano 65.

[2] São Vicente de Paula (1581-1660) sacerdote Frances fundador da Congregação da Missa, chama também ordem dos Vicentinos ou Lazaristas

quinta-feira, 14 de junho de 2012

6ª Edição da Revista In Guardia

6ª Edição.


Está publicada a nova Edição da Revista In Guardia.


 Com a mesma dedicação das outras cinco edições, lançamos essa sexta edição agora com participação da Editora Ecclesiae com seus TOP10 mais vendidos, entrevistas de Percival Puggina e Dom Fernando Arêas Rifan, imperdíveis, e tantos outros artigos que nossa equipe pesquisou e dedica a todos vocês. Agradecemos, mais uma vez, à todos os seminários que vem nos seguindo e imprimindo nossas edições para estudo de seus seminaristas. Igualmente agradecemos aos sacerdotes que fazem o mesmo distribuindo e divulgando a revista para seus paroquianos em pastorais, grupos e movimentos. 


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LEITURA ON LINE: http://issuu.com/inguardia/docs/revistainguardia.06-06-12

domingo, 10 de junho de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

'Boi Mudo' - Chesterton




“ Entre os estudantes que se amontoavam nas salas de aula, havia um que, notório pela estatura elevada e pela corpulência, não conseguia ou não queria ser notável por outra coisa. Mantinha-se tão calado nos debates, que os companheiros começaram a dar à palavra “mudez” a mesma significação que os americanos lhe dão, pois na América a palavra é sinônima de “estupidez”. Claro que, daí a pouco, até a estatura imponente começou a ter só a imensidade ignominiosa do rapaz grande que fica para trás, na classe inferior. Chamaram-lhe o Boi Mudo. Tornou-se objeto não só de zombaria, mas também de piedade. Um estudante bondoso condoeu-se tanto dele, que buscou ajudá-lo com explicações, ensinando-lhe os elementos da lógica, como se se tratasse de lhe ensinar o alfabeto num livro de primeiras letras. O jovem bruto agradeceu-lhe com delicadeza tocante, e o filantropo continuou com êxito, até chegar a um ponto quanto ao qual ele próprio sentiu dúvidas, e de fato errou. Em face disto, o bruto, com toda a aparência de embaraço e perturbação, apresentou uma solução possível, que em verdade era a solução exata. O benévolo estudante ficou boquiaberto, como se estivesse a olhar para um monstro, ao ver o que se lhe afigurava uma misteriosa massa de ignorância e inteligência. E começaram a correr pelas escolas estranhos rumores.”

Chesterton, G.K. Santo Tomás de Aquino: biografia, LTR: São Paulo, p. 67. 

sábado, 26 de maio de 2012

Frases São Francisco de Assis

"E se por esse motivo tiver de suportar perseguições da parte de alguém, que então o ame ainda mais por amor de Deus."

"Ao servo de Deus nada deve desagradar senão o pecado."

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, em breve estarás fazendo o impossível."

"Onde a pobreza se une à alegria, não há cobiça nem avareza."

"Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal! Felizes os que ela achar conformes à tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal!" (O cântico do Irmão Sol)

"E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho." (Testamento de São Francisco - 1226) 

"E o Senhor me deu e ainda me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da santa Igreja Romana, por causa de suas ordens, que, mesmo que me perseguissem, quero recorrer a eles. E hei de respeitar, amar e honrar a eles e a todos os outros como a meus senhores." (Testamento de São Francisco - 1226)

"E como apareceu aos santos apóstolos em verdadeira carne, também a nós e do mesmo modo que eles, enxergando sua carne, não viam senão sua carne, contemplando-o contudo com seus olhos espirituais creram nele como no seu Senhor e Deus (cf. Jo 20,28), assim também nós, vendo o pão e o vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que Ele está presente."

Pange Lingua (Corpus Christi)

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