segunda-feira, 26 de março de 2012

Padre Paulo Ricardo - Bons e maus sacerdotes

sábado, 24 de março de 2012

Deus não faz pobres - Beato Frederico Ozanam


Habituados até agora a considerar unicamente o interesse temporal no governo dos homens, os políticos só procuram as causas da miséria na desordem material. Formaram-se assim duas escolas que reproduziram todo o problema social à produção ou à distribuição das riquezas. De um lado, para a antiga escola dos economistas, a maior catástrofe social é uma produção insuficiente e a única solução é acelerá-la, multiplicá-la, através de uma concorrência ilimitada; não há outra lei do trabalho além do interesse pessoal, que é o mais insaciável tirano. De outro lado, a escola dos socialistas modernos vê toda a raiz do mal numa distribuição viciosa dos bens e crê salvar a sociedade suprimindo a concorrência, fazendo da organização do trabalho uma prisão destinada a alimentar seus prisioneiros e ensinando ao povo a aceitar a barganha de sua liberdade pela certeza do pão e a promessa do prazer.

Esses dois sistemas, por caminhos diversos, chegam ao mesmo materialismo. Um reduz o destino humano a produzir; outro, a gozar. Não sabemos se temos mais horror daqueles que humilham os pobres, os operários, a ponto de transformá-los em instrumentos da fortuna dos ricos, do que daqueles que os corrompem até lhes inocular as paixões dos maus ricos.

[...] Deus não faz pobres, não envia criaturas humanas às contingências desse mundo, sem as prover de duas riquezas que são as fontes das demais: a inteligência e a vontade. As riquezas morais tanto são a origem de todas as outras que as coisas materiais só se transformam em riquezas quando atingidas pela inteligência que as elabora e pela vontade que as utiliza... Por que pois pretender esconder ao povo aquilo que ele está farto de saber? Por que querer lisonjeá-lo, como se fazia com os tiranos?

É a liberdade humana que faz os pobres. É ela que seca essas duas fontes primitivas de toda riqueza, a inteligência e a vontade, deixando a primeira se extinguir na ignorância e a segunda se extenuar na devassidão.
ANTOINE FRÉDÉRIC OZANAM, trecho de artigo publicado L'Ere Nouvelle,
Paris, outubro de 1848.

Fonte: NUEC

sexta-feira, 23 de março de 2012

Parabéns! Dom Bergonzine, pela coragem!

CONFIRA:

CPI da VERDADE sobre o ABORTO JÁ!

CPI da VERDADE sobre o ABORTO, JÁ!




1. Manifestação pública de apôio a D. Bergonzini pela vitória no STE que obrigou a devolução do manifesto distribuído durante a última campanha.
2. Pedindo a demissão da Ministra ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci
3. Entrada de um processo contra as "católicas pelo direito de decidir"

sábado, 17 de março de 2012

Até os políticos vão para o Paraíso...

Entrevista com o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Não por acaso, Paulo VI definiu a política como “a mais alta forma de caridade”


de Gianni Cardinale


O cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos
O cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos
Os cinqüenta anos da morte de Alcide De Gasperi, cujo processo de beatificação está em andamento - ainda em nível diocesano -; o acesso às honras dos altares de Alberto Marvelli, membro da Ação Católica e assessor da Democracia Cristã de Rímini nos primeiros anos do pós-guerra; a beatificação de Carlos de Habsburgo, último imperador da Áustria: o conjunto desses acontecimentos oferece o ponto de partida para discutir as relações entre santidade e política. 30Dias falou disso com o cardeal José Saraiva Martins, que desde 1998 dirige a Congregação para as Causas dos Santos. O purpurado português mostra-se particularmente interessado, e preparado, sobre o tema, mesmo porque está concluindo um relatório aprofundado sobre o assunto a ser apresentado em outubro na Associação Internacional “Caridade Política”, fundada pelo professor Alfredo Luciani.

Antes de responder às perguntas, o cardeal Saraiva Martins considera oportuno precisar um aspecto. “Eu gostaria de esclarecer”, nos diz, “que minha reflexões sobre a santidade no exercício de uma atividade política se referem exclusivamente aos leigos cristãos. De fato, só eles têm como vocação própria na Igreja ‘buscar o reino de Deus na gestão das coisas temporais’. Já a condição dos sacerdotes, dos religiosos e das religiosas exige uma dedicação exclusiva à missão que lhes é própria, o que comporta o dever de abster-se - em condições ordinárias - de atividades políticas, econômicas ou sindicais”.



Eminência, a política é também a arte do compromisso. Santidade e compromisso são compatíveis?


JOSÉ SARAIVA MARTINS: O uso da palavra “compromisso” pode ser fonte de confusões. Poderia também ser entendida como negociata, até mesmo em prejuízo da verdade e da justiça. E, se fosse assim, toda a classe política seria automaticamente desqualificada. Todavia, é verdade que, na atividade política, quase nunca é possível alcançar tudo o que se pretende. Em primeiro lugar, Deus estabeleceu uma ordem do universo na lei eterna ou direito natural, mas, dentro dessa moldura, quis a colaboração livre e responsável dos homens, segundo os ditamos da própria consciência retamente formada, ao levar a termo no tempo a obra da criação. A observância da lei natural e a liberdade responsável do indivíduo são, portanto, elementos inseparáveis, e constituem juntos o estatuto desejado por Deus para o agir do cristão na esfera temporal. Se as soluções para todos os casos possíveis estivessem preestabelecidas, a liberdade e, portanto, também a dignidade do homem seriam deixadas de lado, e nem se poderia mais falar de História, mas apenas de um rígido determinismo. Ora, quando há mais de uma posição legítima, a ninguém é lícito tentar impor aos outros as próprias opiniões, e será preciso chegar a uma decisão que seja o resultado de um confronto honesto e aprofundado dos diversos pareceres.


Portanto, para um político católico é possível aprovar leis não perfeitamente aderentes à doutrina católica?


SARAIVA MARTINS: Nos parágrafos 73 e 74 da encíclica Evangelium vitae, João Paulo II sugere a hipótese de um parlamentar que, diante de uma lei lesiva ao direito à vida que não pode ser completamente revogada - e o mesmo vale para as leis contrárias à dignidade e à estabilidade da família ou para tantas outras semelhantes -, pode e às vezes deve “oferecer o próprio apoio a propos­tas que visassem limitar os danos de uma tal lei e diminuir os seus efeitos negativos no âmbito da cultura e da moralidade pública”, desde que seja clara e conhecida por todos sua oposição pessoal a tal lei. Eu me limito a acenar à questão, que exigiria outras explicações. Mas nem nesse caso penso que se possa falar de compromisso.

Robert Schuman com Alcide De Gasperi
Robert Schuman com Alcide De Gasperi

É possível para os políticos serem também santos?


SARAIVA MARTINS: Certamente. O chamado universal à santidade diz respeito obviamente também aos políticos, como afirma o Concílio Vaticano II na constituição apostólica Lumen gentium: “É, pois, claro a todos, que os cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade”. O fato de o chamado se realizar já é um outro passo. A atividade dos políticos deve estar a serviço do bem comum. É evidente, portanto, que quem a exerce pode se santificar e também que a própria atividade política pode e deve ser santificada. É, portanto, motivo de alegria o fato de que muitos leigos participem da política ativamente, segundo suas condições e possibilidades. Não por acaso, Paulo VI definia a política como “a mais alta forma de caridade”.


As causas de canonização dos homens políticos são mais complicadas do que as outras?


SARAIVA MARTINS: Por si mesmas, não são mais complicadas. A Igreja não canoniza um sistema político, mas a pessoa que praticou heroicamente as virtudes e que, portanto, no campo específico da política, agiu em conformidade com a fé, com verdadeira competência e na busca contínua do bem da sociedade, não dos próprios interesses. A maior complexidade pode vir, como também em outras causas, quando se trata de políticos cuja atividade teve ressonância em nível internacional ou internacional, em cujo caso será preciso situar a pessoa em seu contexto histórico e social, ao passo que em outros casos - pense-se, por exemplo, numa mãe de família que viveu o cotidiano num âmbito geográfico restrito - bastará uma descrição mais geral do ambiente no qual transcorre a vida do candidato à canonização.


O santo patrono dos políticos é São Tomás Morus. Poderíamos pensar, assim, que o martírio é o único caminho para um político se tornar santo...


SARAIVA MARTINS: Os políticos, também aqueles que aspiram à santidade, podem ficar tranqüilos. Não é necessário que aspirem necessariamente ao martírio... Qualquer fiel cristão que se tenha dedicado à política pode ser declarado santo. Pessoalmente, considero que Tomás Morus poderia ter sido canonizado mesmo que não tivesse sido mártir.

O imperador Carlos de Habsburgo com seu séquito durante a procissão de <I>Corpus Christi</I> pelas ruas de Viena
O imperador Carlos de Habsburgo com seu séquito durante a procissão de Corpus Christi pelas ruas de Viena

Há figuras de políticos santos que lhe são particularmente caras?


SARAIVA MARTINS: Eu não gostaria de exprimir preferências. Permito-me apenas assinalar a figura do último “político” beatificado, Alberto Marvelli, o qual, além de ser ex-aluno salesiano e um associado da Ação Católica, foi também assessor da Democracia Cristã no município de Rímini.


O que o impressionou particularmente na figura do beato Marvelli?


SARAIVA MARTINS: Duas coisas em particular. Em primeiro lugar, sua entrega total e sem medo a Jesus Cristo, não de maneira abstrata, mas tendo sempre em mente a frase de Jesus: “O que fizerem ao menor de meus irmãos, o tereis feito a mim”. Marvelli foi um grande apóstolo dos pobres. E depois a percepção do fato de que não é a habilidade ou a ação do político, mas somente a graça do Senhor que provê o bem de um Estado. Escrevia o beato Alberto: “Não fizemos nada pelas eleições, temos de trabalhar em profundidade. Em alguns lugares, trabalha-se muito, mas não se faz nada. É preciso trabalhar na graça de Deus...”.


Algumas declarações que o senhor fez em favor da santidade de De Gasperi, durante o “Acampamento dos jovens” organizado no santuário de San Gabriele dell’Addolorata, em Abruzzo, no final de agosto, viraram notícia. O senhor quer acrescentar alguma coisa?


SARAIVA MARTINS: Para lhe responder, recorro às palavras do beato cardeal Ildefonso Schuster, que, há cinqüenta anos, morreu poucos dias depois de De Gasperi. Quando o Arcebispo de Milão recebeu a notícia da morte do estadista de origem trentina, comentou: “Desaparece da terra um cristão humilde e leal que deu da sua fé testemunho inteiro em sua vida particular e na vida pública”. Para uma pessoa medida como Schuster, parece-me um elogio significativo, que confirma sua liberdade de juízo. Por ocasião do cinqüentenário da morte, vêm sendo destacadas mais as grandes qualidades de De Gasperi, sua partilha plena e convicta com Robert Schuman [cuja fase diocesana do processo de beatificação terminou, ndr.] do projeto de uma verdadeira integração européia. As causas de beatificação de ambos, porém, são úteis para aprofundar ainda mais a sua arraigada e vivida espiritualidade cristã. Li com interesse o que o cardeal Angelo Sodano sublinhou, ou seja, como em De Gasperi “virtude religiosa e virtude civil se uniram a serviço do compromisso político”. Há uma frase muito bela, que hoje tem um caráter profético, escrita pelo servo de Deus Alcide a sua esposa, Francesca: “Há homens de posse, homens de poder, homens de fé. Eu gostaria de ser lembrado entre estes últimos”.


As causas de beatificação de políticos modernos parecem voltar-se exclusivamente a personalidades de origem popular/democrata-cristã (Marvelli, Schuman, De Gasperi...). Deve ser necessariamente assim?


SARAIVA MARTINS: Graças a Deus, a santidade não tem carteirinha. De nenhum gênero. A única lei de Deus válida para um político cristão baseia-se em dois eixos: de um lado, a lei natural entendida segundo as declarações do magistério da Igreja, que admite uma pluralidade de soluções concretas em cada caso; por outro, a decisão livre e responsável do interessado, que, na busca do bem da sociedade, segue os ditames da consciência retamente formada. A Igreja, portanto, nunca pode canonizar um sistema político concreto, nem, obviamente, pode dar preferência a particulares formas de partido. O sujeito da canonização é o político que, em sua atividade, pratica as virtudes em grau heróico, entre as quais o reto exercício da sua liberdade.

Alberto Marvelli, membro da Ação Católica e assessor democrata-cristão do município de Rímini nos primeiros anos do pós-guerra, beatificado em 5 de setembro de 2004. À direita, João Paulo II em Loreto, durante a cerimônia de beatificação de Marvelli
Alberto Marvelli, membro da Ação Católica e assessor democrata-cristão do município de Rímini nos primeiros anos do pós-guerra, beatificado em 5 de setembro de 2004. À direita, João Paulo II em Loreto, durante a cerimônia de beatificação de Marvelli

Em 3 de outubro foi beatificada uma figura política de outros tempos, Carlos de Habsburgo, último imperador da 
Áustria. O fato de ser um nobre foi uma vantagem ou desvantagem para os procedimentos de sua causa de beatificação?


SARAIVA MARTINS: Todos os membros da Igreja são filhos de Deus convidados a viver a vida de Cristo e participantes do mesmo chamado universal à santidade. Essa é a única nobreza que conta diante do Senhor. Portanto, com relação a ele não houve nenhuma particular deferência de natureza mundana.


A beatificação de Carlos de Habsburgo não poderia suscitar perplexidade em populações que não se lembram com prazer do Império Austríaco?


SARAIVA MARTINS: Com a proclamação a beato de Carlos de Habsburgo, declara-se a santidade de vida de um fiel cristão que praticou as virtudes em sua situação de imperador. Isso não comporta nenhum juízo de mérito acerca da bondade de suas opções concretas em matéria política. A causa não diz respeito ao Império Austro-Húngaro, mas a uma pessoa. Nem diz respeito a um particular sistema político. A Igreja, repito, não canoniza nenhuma forma institucional...


Nem a democracia?


SARAIVA MARTINS: Nem a democracia é perfeita. Basta lembrar o simples fato de que Adolf Hitler foi eleito democraticamente... A Igreja, como diz o Papa na Centesimus annus, respeita a legítima autonomia da ordem democrática e não tem autoridade para exprimir preferências por uma ou outra solução institucional.

Fonte: 30 dias

NOTA SOBRE A BANALIZAÇÃO DA SEXUALIDADE A PROPÓSITO DE ALGUMAS LEITURAS DE «LUZ DO MUNDO»


CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
NOTA SOBRE A BANALIZAÇÃO DA SEXUALIDADE
A PROPÓSITO DE ALGUMAS LEITURAS DE «LUZ DO MUNDO»

 Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, «Luz do Mundo», foram difundidas diversas interpretações não correctas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projecto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma.

Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA. Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. «Luce del mondo», 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171), não constituem uma alteração da doutrina moral nem da praxis pastoral da Igreja.

Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no n.º 14 da Encíclica Humanae vitae, quando escreveu que «se exclui qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação». A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer «mais e melhor» («Luce del mondo», p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados – união e procriação – inerentes a cada acto conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.

Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral (cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n.º 27; Catecismo da Igreja Católica, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã – e não só dela – relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: «Fugi da imoralidade» (1 Cor 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.
A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da actual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem «a solução autêntica e moral» do problema do HIV-SIDA e afirma também que «concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade», porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. Além disso é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, «com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana». Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: «Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV».

Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, nn.os 75-77). Toda a acção que pelo seu objecto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.

Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimónio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque – como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. «Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade» («Luce del mondo», p. 170).

Site: Santa Sé

sábado, 10 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Carta dos perseguidores do Padre Paulo Ricardo

PUBLICAMOS PERPLEXOS A CARTA QUE 27 SACERDOTES REDIGIRAM CONTRA O PADRE PAULO RICARDO. A CARTA DO INÍCIO AO FIM É UM DURO ATAQUE A UM HOMEM QUE SÓ TEM FEITO O BEM A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. PE. PAULO É UM DOS ÚNICOS QUE OUSAM DEFENDER O PAPA BENTO XVI CONTRA AS CONSTANTES [TÃO CONSTANTES QUE JÁ ESTAMOS ACOSTUMADOS. ESTÁ NA AGENDA DIÁRIA DO PERSEGUIDORES...] CRÍTICAS DE TODOS OS SETORES, SEJAM ELES SECULARES OU RELIGIOSOS, AO PAPA. ATRAVÉS DO SEU SITE http://padrepauloricardo.org/ ELE TEM DEDICADO AO APOSTOLADO DE ENSINAR O CATECISMO, ALÉM DE OFERECER CURSOS DE FORMAÇÃO HISTÓRICA, FILOSÓFICA E TEOLÓGICA, A LEIGOS, RELIGIOSOS E DEMAIS INTERESSADOS. APOSTOLADO ESSE QUE TEM FORMADO E ENSINADO MILHARES DE PESSOAS QUE ESTÃ SEDENTAS PARA CONHECER MAIS A DOUTRINA E HISTÓRIA DA IGREJA. 
ESTE ATAQUES SÓ NOS CONFIRMAM O QUE O PRÓPRIO PADRE RICARDO JA ANTEVIA EM SEU SITE: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos." (MATEUS 10.16) PADRE PAULO RICARDO E TODOS OS QUE AMAM A SANTA IGREJA ESTÃO COMO OVELHAS AO MEIO DE LOBOS. NO ENTANTO DE QUE ADIANTA GANHAR O MUNDO E PERDER A ALMA. 
PORTANTO, QUE OS CATÓLICOS DO BRASIL ACORDEM E SAIAM DO SEU MUNDINHO E PERCAM O COMPLEXO DE INFERIORIDADE. QUE TENHAMOS A SANTA OUSADIA  SERMOS CATÓLICOS APOSTÓLICOS ROMANOS, FIÉIS AO SANTO PADRE BENTO XVI.
PE. PAULO, CONTE COM NOSSAS ORAÇÕES E APOIO!!  

Participe da Petição Online a favor do Pe. Paulo Ricardo - http://www.peticoesonline.com/peticao/em-apoio-ao-pe-paulo-ricardo-de-azevedo-junior/395

Excelentíssimos e Reverendíssimos Senhores
Bispos, Padres e Povo de Deus
CNBB, ANP, /CNP, CRB, Regional Oeste II
Estado de Mato Grosso
Excelências Reverendíssimas, sacerdotes e povo de Deus
Consternados dirigimo-nos aos senhores para levar a público nossos sentimentos de compaixão e constrangimento com relação ao nosso co-irmão no sacerdócio, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, do clero arquidiocesano de Cuiabá. O que nos move é nosso desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão.
Diante de um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado toma-nos, como cristãos e como sacerdotes, um profundo sentimento de compaixão e misericórdia. Diante de suas reiteradas investidas contra o Concílio vaticano II, contra a CNBB e, sobretudo, contra seus irmãos no sacerdócio invade-nos um profundo sentimento de constrangimento e dor pelas ofensas, calúnias, injúrias, difamação de caráter e conseqüentes danos morais que ele desfere publicamente e através dos diversos meios de comunicação contra nós, sacerdotes e bispos empenhados plenamente na construção do Reino de Deus.
Exporemos aqui estas duas questões com o máximo possível de objetividade na esperança que esta carta aberta seja acolhida com o mesmo espírito com que foi redigida e, mais ainda, na esperança de que encontraremos, com a intervenção segura e consciente de nosso querido Dom Milton Antônio dos Santos, arcebispo de Cuiabá, uma solução definitiva para esta questão e que seja sempre para a maior glória do Reino de Deus e para retomarmos o bom caminho.
Somos padres diocesanos e religiosos da Arquidiocese de Cuiabá e das demais dioceses do estado de Mato Grosso. Há décadas, dedicamo-nos, todos nós, com afinco, zelo e dedicação apostólica à instrução do povo nos caminhos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, não merecemos as calúnias, injúrias e difamação de caráter que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior desfere contra nós.
Vinde e Vede 2012
Há vinte e seis anos a Arquidiocese de Cuiabá organiza, patrocina e realiza, no período do carnaval, uma grande concentração religiosa, de massa, denominada “Vinde e Vede”. A este encontro acorrem milhares de pessoas do país inteiro, mas particularmente das paróquias da Arquidiocese de Cuiabá e dioceses vizinhas. Entre momentos festivos e momentos celebrativos, o encontro é também agraciado com oradores sacros dos mais diversos nortes do país. Entre estes oradores está também Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, homem de verbo fácil, de muitos artifícios oratórios e também de muitas falácias e sofismas. Suas pregações sempre derrapam para denúncias injuriosas e caluniosas contra os bispos, os padres e o povo de Deus em geral. Com o advento das novas tecnologias da comunicação adotadas com maestria pelos organizadores deste grande evento, as lástimas de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior ressoam em todo o mundo.
Leiam com paciência. Transcreveremos aqui parte de sua palestra proferida na última edição do “Vinde e Vede”. Intitulada “Totus tuus, Maria!”
“O espírito mundano entrou dentro da Igreja. E entrou onde? Entrou o espírito mundano de que jeito dentro da Igreja? Pelos leigos? Entrou o espírito mundano de que jeito dentro da Igreja? Foi nos catequistas? Foi (sic) os ministros da comunhão? Foi através dos cenáculos do Movimento Sacerdotal Mariano que entrou o espírito mundano dentro da Igreja? NÃO! Nossa Senhora diz como foi que o espírito mundano entrou dentro da Igreja: ‘quantas são as vidas sacerdotais e religiosas que se tornaram áridas pelo secularismo que as possui completamente’. Deixa eu explicar o que Nossa Senhora está dizendo porque às vezes Nossa Senhora fala na linguagem que a gente não entende. Gente, ela tá falando de padres. Vidas sacerdotais aqui é PADRE! Quantos padres foram tomados COM-PLE-TA-MEN-TE pelo espírito do mundão. Tá entendendo? Caíram no mundão, no mundo. Ela fala espírito do secularismo. Quer dizer que estão no mundão, tão na festança, tão no pecado. Não querem mais ser padres. Querem ser boy. Querem tar na moda. Tá entendendo? Querem ser iguais a todo mundo. Padre que quer ser igual ao mundo! É isto que Nossa Senhora tá falando! O espírito… Vejam: Nossa Senhora está dizendo que a Igreja tá sofrendo um calvário. E por quê? Porque entrou dentro da Igreja o espírito do mundo. E entrou como? Entrou por causa de padre! Por causa de padre que não é padre! Por causa de padre que não honra a batina porque, aliás, nem usa a batina! (aplausos). ‘a fé se apagou em muitas delas.’ Deixa eu falar aqui claro pra vocês porque Nossa Senhora fala mas ocê num entende. A fé se apagou em muitas vidas sacerdotais, deixa eu dizer em português claro pra vocês. Tem padre que deixou de ter fé. É isso que Nossa Senhora tá dizendo. Está dizendo isto no dia em que o Papa João Paulo II estava aqui em Cuiabá. ‘A fé se apagou em muitos padres por causa dos erros que são sempre mais ensinados e seguidos. A vida da graça já está sepultada pelos pecados que se praticam, se justificam e não são mais confessados.’ O que que  Nossa Senhora ta dizendo? Vamos trocar em miúdos aqui! Nossa Senhora está dizendo que a vida da graça de muitos padres – o padre tem que viver uma vida da graça. A vida da graça de muitos padres está SE-PUL-TA-DA! Posso dizer mais claro? Morreu! A vida da graça de padres pode morrer também. Como? Nossa Senhora diz: ‘pelos pecados’. Os pecados que praticam, aí depois que eles praticam, justificam: Não… não é pecado. Antigamente é que era pecado, agora não é mais pecado. (com ar de deboche). Entendeu? Nós temos que ser, nós temos que mostrar pra o mundo que a Igreja tem um rosto aberto, que a igreja está aberta pro mundo. Aí lá vai o padre pular carnaval, no meio de mulher pelada. Aí lá vai o padre fazer festa na arruaça, beber, encher a cara até cair. Pra dizer o quê? Ahh, o mundo… eu tenho que pregar o evangelho pro povo, pros jovens… O jovem tem que acreditar na Igreja, então eu tenho que ir lá, eu tenho que ficar junto com o jovem. Eu tenho que viver a vida que todo mundo vive. Gente, eu não sou melhor do que ninguém e Deus sabe os meus pecados [...]”.
Pobre em espírito e conteúdo, esta palestra escamoteia um texto não oficial, escrito pelo fundador e personalidade maior do Movimento Sacerdotal Mariano, Padre Stefano Gobbi. Lembremos apenas as palavras do Papa Bento XVI na exortação apostólica Verbum Domini: [...] “a aprovação eclesiástica de uma revelação privada indica essencialmente que a respectiva mensagem não contém nada que contradiga a fé e os bons costumes; é lícito torná-la pública, e os fiéis são autorizados a prestar-lhe de forma prudente a sua adesão. [...] É uma ajuda, que é oferecida, mas da qual não é obrigatório fazer uso.” (Verbum Domini, n. 14).
É desastrosa e danosa à reputação de milhares de sacerdotes à “tradução” e “interpretação” que padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior dá às supostas palavras de Nossa Senhora ao Padre Stefano Gobbi.
Ainda Bento XVI, por ocasião da Conferência de Aparecida nos advertia: “Não resistiria aos embates do tempo uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoções fragmentadas, a adesões seletivas e parciais da verdade da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados. Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez” [...].  (DAp. N. 12).
O moralismo crispado e falso de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior reduz a rica tradição da Igreja a um pequeno número de normas e restrições, com uma verdadeira obsessão de traços patológicos pelo uso da batina, fato que provocou recentemente um grande desgaste ao clero e ao povo da Arquidiocese de Cuiabá e volta a provocar agora, na 26ª edição do “Vinde e Vede”.
Interpreta ele erroneamente o Cânon 284 do Código de Direito Canônico (do qual se diz mestre) – “os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais.” – e também as normas estabelecidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que observam: “nas determinações concretas, porém, devem levar-se em conta a diversidade das pessoas, dos lugares e dos tempos.”
Colocando-se talvez no lugar de Deus, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior julga e condena inúmeros irmãos no sacerdócio que levam vida ilibada e que são reconhecidamente compromissados com o Evangelho, com a Igreja e com o Reino de Deus. Ele espalha discórdia e divisões desnecessárias e prejudiciais ao crescimento espiritual do clero e do povo de Deus. De forma indireta, condena nosso arcebispo emérito Dom Bonifácio Piccinini e nosso atual arcebispo, Dom Milton Antônio dos Santos. Ambos, dedicados inteiramente, com generosidade e abnegação ao Reino de Deus e à Igreja, não usam batina, como observou em junho passado uma fiel leiga presente a uma dessas contendas levadas a cabo por Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior e seus sequazes.
Ademais, o uso que ele faz da batina é puramente ideológico. Não a usa como veste, pois não a usa sempre. Usa-a apenas como instrumento de ataque àqueles que elegeu como seus desafetos. Essencial seria ele perguntar-se a si mesmo: “o que quero esconder ou o que quero mostrar com o uso da batina?” Não somos contra o uso da batina. Entendemos que identidade sacerdotal, bem construída, se expressa no testemunho pessoal e nas obras apostólicas e não na batina. Somos contra o uso ideológico que se faz dela e a condenação daqueles que “levam em conta a diversidade das pessoas, dos lugares e dos tempos.”
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior: uma pessoa controversa
Muitos dos problemas enfrentados pela Arquidiocese de Cuiabá têm origem, continuação e fim na pessoa do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, dono de uma personalidade no mínimo controversa.
Apesar de todos os esforços de nosso querido Dom Milton Antônio dos Santos em busca da unidade, pouco se tem alcançado. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior continua exercendo sua influência nefasta e dividindo o clero e o povo de Deus na arquidiocese de Cuiabá e no Regional Oeste II. E, mais importante, no SEDAC e nos seminaristas de todos os seminários do estado de Mato Groso.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior ultrapassa os limites do fanatismo quando se trata de questões teológicas, eclesiais e pastorais. Não é um teólogo e nunca foi um homem de pastoral. É apenas um polêmico, capaz de julgar e condenar a todos que não se submetem aos seus ditames e interesses de carreira.
Guardião de ortodoxias e censor de plantão, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior costuma ser pouco honesto. Honestidade intelectual é proceder com humildade, modéstia, cautela nas críticas, observou recentemente o Papa Bento XVI em homilia ao clero da Diocese de Roma. A impetuosidade e o açodamento característicos da personalidade do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior terminam por levá-lo a pecar contra a objetividade. Condena antes de saber de que se trata. Tem mais faro que inteligência, mais instinto que razão, mais paixão que serenidade, mais zelo doentio que honestidade.
Por ocasião da campanha eleitoral para a presidência da república, enfurnou-se em um cordão de calúnias, ameaças e difamação contra candidatos, contra o povo e contra a própria CNBB. A coisa se agravou a tal ponto que o arcebispo de Cuiabá teve que publicar uma carta proibindo o uso da missa e do sermão para campanhas político-partidárias.
Na mesma ocasião, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior publicou na rede mundial de computadores uma carta difamatória contra os bispos, chamando-os de cachorros. “Cachorros que latem, mas não mordem.” A atitude de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior deixou muitos bispos do Regional Oeste II profundamente consternados.
Ultimamente, tem difamado a CNBB, os bispos do Brasil e o Concílio Vaticano II na rede de TV Canção Nova. Este fato foi denunciado na última Assembléia Geral da CNBB.
Não obstante os já mencionados esforços de nosso arcebispo em busca da unidade, nossa Arquidiocese se aprofunda mais e mais em divisões, inúteis, desnecessárias e nocivas ao crescimento humano e espiritual da parcela do povo de Deus que nos foi confiada.
Solicitamos, portanto, de Vossas Excelências Reverendíssimas que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior seja imediatamente afastado das atividades de magistério no Sedac e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores.
Pedindo a bênção de Vossas Excelências Reverendíssimas, despedimo-nos com o coração cheio de esperança de que muito em breve será encontrada uma solução para esta constrangedora situação que tem se consolidado em nossa Arquidiocese.
Na obediência, na fé e na comunhão para nunca mais acabar,
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