“Quanto mais alto formos, melhor nós ouviremos a voz de Cristo.” Beato Pier Giorgio Frassati
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Assista as Palestras do II CONGRESSO INTERNACIONAL PELA VIDA
Para saber como foi o evento leia:
Rezar, estudar e agir em defesa da vida - Por Wagner Moura
Para assistir as palestras acesse: http://www.livestream.com/congressoprovida
Rezar, estudar e agir em defesa da vida - Por Wagner Moura
Impressões do Congresso pró-vida - Jorge Ferraz
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II Congresso Internacional pela Vida
A Tradição Apostólica - Bento XVI
Catequese do Papa Bento XVI
03 de Maio de 2006
Queridos irmãos e irmãs
Nestas Catequeses desejamos compreender o que é a Igreja. A última vez meditámos sobre o tema da Tradição apostólica. Vimos que ela não é uma colecção de objectos, de palavras como uma caixa que contém coisas mortas; a Tradição é o rio da vida nova que vem das origens, de Cristo até nós, e envolve-nos na história de Deus com a humanidade. Este tema da Tradição é tão importante que também hoje desejo deter-me sobre ele: de facto, é de grande importância para a vida da Igreja.
O Concílio Vaticano II realçou, a este propósito, que a Tradição é apostólica antes de tudo nas suas origens: "Dispôs Deus, em toda a sua benignidade, que tudo quanto revelara para a salvação de todos os povos permanecesse íntegro para sempre e fosse transmitido a todas as gerações. Por isso, Cristo Senhor, em quem se consuma toda a revelação de Deus Sumo (cf. 2 Cor 1, 30; 3, 16; 4, 6), mandou aos Apóstolos que pregassem a todos os homens o Evangelho... como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes os dons divinos" (Const. dogm. Dei Verbum, 7).
O Concílio prossegue, anotando como tal empenho foi fielmente seguido "pelos Apóstolos que, pela sua pregação oral, exemplos e instituições, comunicaram aquilo que tinham recebido pela palavra, convivência e obras de Cristo, ou aprendido por inspiração do Espírito Santo" (ibid.). Com os Apóstolos, acrescenta o Concílio, colaboraram também "varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a Mensagem da salvação" (ibid.).
Como chefes do Israel escatológico, também eles doze como doze eram as tribos do povo eleito, os Apóstolos continuam a "recolha" iniciada pelo Senhor, e fazem-no antes de tudo transmitindo fielmente o dom recebido, a boa nova do Reino que veio até aos homens em Jesus Cristo. O seu número expressa não só a continuidade com a santa raiz, o Israel das doze tribos, mas também o destino universal do seu ministério, que leva a salvação até aos extremos confins da terra. Pode-se captar isto do valor simbólico que têm os números no mundo semítico: doze resulta da multiplicação de três, número perfeito, e quatro, número que remete para os quatro pontos cardeais, e portanto para todo o mundo.
A comunidade, que surgiu do anúncio evangélico, reconhece-se convocada pela palavra daqueles que foram os primeiros a fazer a experiência do Senhor e por Ele foram enviados. Ela sabe que pode contar com a orientação dos Doze, como também com a de quantos a eles se associam pouco a pouco como sucessores no ministério da Palavra e no serviço à comunhão. Por conseguinte, a comunidade sente-se comprometida a transmitir aos outros a "feliz notícia" da presença actual do Senhor e do seu mistério pascal, que age no Espírito.
Isto é bem evidenciado nalguns trechos do epistolário paulino: "Transmiti-vos... o que eu próprio recebi" (1 Cor 15, 3). E isto é importante. São Paulo, como se sabe, originariamente chamado por Cristo com uma vocação pessoal, é um verdadeiro Apóstolo e, contudo, também para ele conta sobretudo a fidelidade a quanto recebeu. Ele não queria "inventar" um novo cristianismo, por assim dizer "paulino". Por isso insiste: "Transmiti-vos... o que eu próprio recebi". Transmitiu o dom inicial que vem do Senhor e é a verdade que salva. Depois, no fim da vida, escreve a Timóteo: "Guarda, pelo Espírito Santo que habita em nós, o precioso bem que te foi confiado" (2 Tm 1, 14).
Mostra isto com eficiência também este antigo testemunho da fé cristã, escrita por Tertuliano por volta do ano 200: "(Os Apóstolos) no princípio afirmaram a fé em Jesus Cristo e estabeleceram Igrejas para a Judeia e logo a seguir, espalhados pelo mundo, anunciaram a mesma doutrina e uma mesma fé às nações e, por conseguinte, fundaram Igrejas em cada cidade. Depois, delas, as outras Igrejas mutuaram a ramificação da sua fé e as sementes da doutrina, e continuamente a mutuam para serem precisamente Igrejas. Desta forma também elas são consideradas apostólicas como descendência das Igrejas dos apóstolos" (De praescriptione haereticorum, 20: PL 2, 32).
O Concílio Vaticano II comenta: "Aquilo que os Apóstolos transmitiram compreende todas aquelas coisas que são necessárias para que o Povo de Deus viva santamente e para que aumente a sua fé, e deste modo a Igreja, na sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo o que ela é, tudo o que ela acredita" (Const. Dei Verbum, 8). A Igreja transmite tudo o que ela é e crê, transmite-o no culto, na vida, na doutrina. A Tradição é, portanto, o Evangelho vivo, anunciado pelos Apóstolos na sua integridade, com base na plenitude da sua experiência única e irrepetível: pela sua acção a fé é comunicada aos outros, até nós, até ao fim do mundo.
Por conseguinte, a Tradição é a história do Espírito que age na história da Igreja através da mediação dos Apóstolos e dos seus sucessores, em fiel continuidade com a experiência das origens. É quanto esclarece o Papa São Clemente Romano nos finais do século I: "Os Apóstolos escreve ele anunciaram-nos o Evangelho enviados pelo Senhor Jesus Cristo, Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo vem portanto de Deus, os Apóstolos de Cristo: ambos procedem ordinariamente da vontade de Deus... Os nossos Apóstolos chegaram ao conhecimento por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo que teriam surgido contendas acerca da função episcopal. Por isso, prevendo perfeitamente o futuro, estabeleceram os eleitos e deram-lhe por conseguinte a ordem, para que, quando morressem, outros homens provados assumissem o seu serviço" (Ad Corinthios, 42.44: PG 1, 292.296).
Esta corrente do serviço continua até hoje, continuará até ao fim do mundo. De facto, o mandato conferido por Jesus aos Apóstolos foi por eles transmitido aos seus sucessores. Além da experiência do contacto pessoal com Cristo, experiência única e irrepetível, os Apóstolos transmitiram aos Sucessores o envio solene ao mundo recebido do Mestre.
Apóstolo deriva precisamente da palavra grega "apostéllein", que significa enviar. O envio apostólico como mostra o texto de Mt 28, 19s. exige um serviço pastoral ("fazei discípulos de todas as nações..."), litúrgico ("baptizai-as...") e profético ("ensinando-lhes a cumprir tudo quanto vos tenho mandado"), garantido pela proximidade do Senhor até à consumação do tempo ("eis que Eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo").
Assim, de uma forma diferente da dos Apóstolos, temos nós também uma experiência verdadeira e pessoal da presença do Senhor ressuscitado. Através do ministério apostólico é o próprio Cristo que alcança quem está chamado à fé. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-se vivo e operante por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição Cristo não está distante dois mil anos, mas está realmente presente entre nós e doa-nos a Verdade, e doa-nos a luz que nos faz viver e encontrar o caminho para o futuro.
Retirado do site: Rosabiblica.com/
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
"180 Movie" Documentário sobre aborto vira sucesso na internet
Um filme com cenas do Holocausto e argumento contra o aborto tornou-se um fenômeno do YouTube, com 1.3 milhões de acessos.
O documentário de 33 minutos fala da relação entre o Holocausto com o aborto legalizado, comparando a matança de milhares de vidas inocentes nos dois episódios. Jovens entrevistados no filme pelo narrador Ray Comfort são forçados a fazer a conexão do extermínio de judeus com a aceitação pela sociedade atual da morte de crianças não nascidas, o que os fazem repensarem seus conceitos e se oporem ao aborto.
"180o. é um passeio em uma montanha-russa de emoções, você observa as pessoas serem colocadas em um dilema moral, quando questionados se eles poderiam enterrar judeus vivos (algo que aconteceu na 2 ª Guerra Mundial)", disse Comfort.
Segundo ele, esse é um teste de quanto as pessoas valorizam a vida humana. Comfort aponta a ignorância de um dos momentos mais obscuros da história humana que inevitavelmente resulta na desvalorização da vida, o que configura uma repetição do Holocausto.
Comfort espera que o filme chegue a diversas escolas. Só no mês passado, foram distribuídas de 180 a 200 mil cópias do DVD às 100 melhores universidades dos EUA. Agora o autor, que é um pastor judeu messiânico, está voltando a distribuição também ao Ensino Médio.
Comfort relata que nas filmagens para o filme, gravou 14 entrevistas com pessoas que pensavam que Hitler era um comunista, um ator, ou mesmo nunca tinham ouvido falar nele. "Esses jovens são bastante ignorantes quanto ao período que talvez seja o mais obscuro da história humana, porque o sistema educacional norte-americano é falho".
O filme tem ajudado muitos jovens a mudarem suas opiniões. Em uma sala de aula, iniciou-se uma discussão sobre se eles achavam que o aborto poderia ser uma escolha, se a criança é saudável ou se a gravidez foi causada por um estupro. Uma vez relacionado o assunto a Hitler, as opiniões mudaram. O filme fez com que todos os estudantes afirmassem que o aborto deveria ser ilegal.
Fonte: The Christianpost
sábado, 15 de outubro de 2011
Uma observação importante
Por Beato Anacleto González Flores
Publicado no Editoriales de la Palabra
24 de março de 1918
Um grande e freqüente erro daqueles que não se dedicam a procurar o desenvolvimento da sociedade em que vivem e o de somente se limitar a lamentar os desastres que padecem e a propor soluções para que a regeneração social seja um fato, uma realidade. É evidente que a difusão das idéias deve proceder a toda transformação, e essa difusão deve ser feita sem descanso, sem trégua, por todos os meios possíveis; mas pensar que todo se resume em discursos, em debates, e na imprensa analisar as enfermidades sociais e ainda indicar o remédio, é equivocar-se muito e fazer as coisas pela metade.
Nas iniciativas que tem por objetivo salvar a nossa sociedade são de mais valor as ações do que as palavras, por mais brilhantes e eloqüentes que elas sejam, de tal maneira que por mais que se diga e escreva muito pouco ou nada se conseguirá, se não põem especial cuidado em dedicar tempo e energia ao aspecto prático, fazendo grandes esforços para que as idéias se convertam em fatos. Para contrapor esta verdade temos avançado muito pouco e até agora só temos feito 1 centésimo do que podemos fazer.
Em algum livro, em um discurso ou em alguma conversa pode surgir algum pensamento que entusiasma e inspira a fundação de alguma associação. Muitas vezes esta se funda e inicia com um florescimento cheio de alegria e de esperança; mas passa o primeiro movimento, que é o da novidade e a instituição definha, seus sócios se desanimam, e se retiram pouco a pouco e chega um momento em que a obra fica reduzida a uma lembrança e a um novo fracasso. Então é quando se exige o influxo dos homens de ação, então quando é necessário que em cada associação, mais que discutir e falar, deve-se procurar manter vivo o entusiasmo do primeiro dia, por exemplo, e afastar a preguiça e a inconstância, motivando aos sócios, habituando-os para que cumpram seus compromissos e conquistando novas almas para a organização.
Para encontrar a causa da diminuição das associações basta fixar-se no fato de que nem sempre tem nelas homens de ação que constantemente motivem, impulsione e convidem os demais; e quando chega o momento em que a inconstância provoca a dissolução, atraem aos demais para que descumpram seus compromissos. Falamos com muita freqüência sobre a desorganização de nossa sociedade, escrevemos para revelar as gerações os problemas mais importantes de nossos dias e para dar a conhecer sua solução; mas não duvidamos jamais que se não empreendermos uma ação vigorosa e incontrastável para organizar e para não deixar perecer as organizações que se fundam; pois, do contrário, nossa palavra será um som, uma vibração que se perderá no vazio. Sejamos, sobretudo, homens de ação!
FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. 522-523 p.
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