quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pe. Paulo Ricardo - “Nossa Senhora da Conceição Aparecida Imperatriz do Brasil”

Pregação: “Nossa Senhora da Conceição Aparecida Imperatriz do Brasil”

 


"Em 1930, o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora de Aparecida como padroeira e rainha do Brasil. Neste dia 12 de outubro, mais uma vez nos deparamos com uma escolha: como país somos chamados a viver como filhos da Nossa Senhora ou como filhos da serpente. Acolhamos o presente que o Senhor nos entregou do alto da cruz, pois somos a Terra de Santa Cruz: ‘Filhos, eis aí a Vossa Mãe’!!!"

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

A ação da mulher

Por Anacleto González Flores
Publicado no Editoriales de La Palabra
23 dezembro de 1917


Em outra ocasião tratei brevemente sobre o influxo poderoso e decisivo que a ação da mulher poder fazer sentir nas sociedades e nos destinos da humanidade. Agora vamos indicar o mais exato que nos seja possível o programa prático que deve ser desenvolvido para que a beleza, a ternura, o amor e todos  os encantos da que tem sido dada ao homem como companheira, contribua para a regeneração da sociedade.

A primeira tarefa que cabe a mulher é a de formar a si mesma, porque de outra maneira seu influxo não será tão eficaz como é de esperar e sua ação muitas vezes resultará estéril. Para formar-se a si mesma, a mulher necessita dedicar com grande empenho a estudar detidamente tudo o que lhe corresponde saber, tanto no que se deve a seus deveres como filha, como esposa e como mãe, como no que concerne aos problemas sociais, pois seja uma vez mais dito que não deve haver nenhum membro da sociedade que ignore sua missão, e o pouco ou muito que  tem que fazer para que exista a ordem social.

Ao menos não deve faltar a mulher elementos para formar-se; como com isso já se haverá conseguido muito, quase tudo; e assim como temos dito em outras ocasiões que na fisionomia dos indivíduos nos encontramos sempre a mão da mulher, assim também não tememos afirmar que nos desastres que sofremos, muito se deve a indiferença da mulher. A história e a experiência diária nos ensinam que com uma resolução firme e decidida, a mulher tem conseguido superar todos os obstáculos e desarmar todas as vinganças e resistir todas as resistências; daqui que se no lar, no trabalho ou em qualquer outra parte, como sucede na Europa, a mulher chega a entender seu papel e a fazer-se apóstolo incansável da verdade e do bem, a transformação social tão desejada não esperaria tanto tempo. O que é que tem acontecido? Tem acontecido que a mulher, assim como o homem, não compreendeu plenamente sua missão, porque se isto houvesse acontecido a humanidade estaria muito avançada no caminho da civilização. Mas a preguiça, a apatia, as frivolidades e a ânsia de prazeres tem impendido que muitas mães vivam constantemente impulsionado a seus filhos até o bem, que muitas esposas com sua doçura  e seu amor conquistem a seus esposos para Deus e muitas filhas para seus pais. Venturia [1] salvou Roma, Clotilde [2] converteu seu esposo; de igual maneira, o dia que a mulher de nossos tempos queira ser Ventúria ou Clotilde a humanidade se salvará.

[1] Santa Clotilde, esposa do Rei Clóvis I  477 † 3 de Junho de 546, rei dos francos.

[2] Venturia a mãe de Coriolano, um lendário general romano que viveu no século V d.C., cuja história foi relatada por Plutarco, Lívio e Shakespeare

FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. 506 p.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Papel humanista da Igreja durante a Idade Média

Agostino Nobile

Coisas da Idade Média! Mentalidade medieval! A Idade das Trevas de que a Europa deve ter vergonha! Isto, mais ou menos, o que podemos aprender com os mídia e nas escolas, afinal a mão pública dos maçons e dos marxistas. 

A historiadora Régine Pernoud, uma das principais especialistas da Idade Média, nas primeiras páginas do seu breve, mas bem documentado "0 mito da Idade Média" ( Ed. Europa-América) sobre a história ensinada nas escolas, escreve: «O contributo da história na educação poderia ser imenso para a maturidade intelectual (...) salvaguardando a condição de que a história escrita seja verdadeira e não opiniões pré-fabricadas daqueles que com generosidade as prodigalizam no ensino.» 

Chefes de Estado, ministros da cultura, professores, artistas, sacerdotes "modernos" até os lojistas, repetem a mesma rima dos "séculos obscurantistas". Escritores famosos corno Umberto Eco e Ken Follett, autores abertamente anti-católicos, fazem dinheiro descrevendo a Idade Média como um período rude, sujo e violento. 

Mas com um pouco de paciência e estudo podemos fazer emergir com clareza as razões pelas quais os maçons e os marxistas denigrem a Idade Média: os mil anos que vão desde o século V até o XV foram inspirados pela fé do Evangelho. 

Assim enlameando a instituição católica se valoriza tudo o que veio depois da Idade Média. Na realidade, o verdadeiro Renascimento (um termo criado pelo pintor e historiador Giorgio Vasari) não começou no século XV, mas durante a Idade Média. Não é por acaso que, a fim de sublinhar a beleza e a grandeza da arte medieval, o pintor Henri Matisse, com uma pitada de sarcasmo, disse: «O Renascimento é a decadência».

Os factos históricos

Vemos muito brevemente os factos históricos. 

Quando Alarico, rei dos Visigodos, a 24 de Agosto de 410 saqueou Roma, o Império caiu na desorganização e na miséria, foi então que as instituições da Igreja tornaram-se responsáveis por todas as funções sociais. 

No século VI São Bento, padroeiro da Europa, criou os mosteiros que durante séculos foram um refúgio seguro para os necessitados. Os monges não se limitaram ao acolhimento e à oração, as suas invenções levaram o desenvolvimento onde se estabeleciam. Se os nossos ancestrais tivessem feito uma pesquisa nas bibliotecas dos monges, especialmente nos mosteiros irlandeses, onde não sofreram a violência dos bárbaros, não teriam esperado pela chegada dos árabes para descobrir alguns textos dos mestres Gregos. 

A forma actual do livro, o codex, nasceu na "Idade das Trevas". No "scriptorium" os monges transcreveram Bíblias, copiaram os textos dos grandes escritores Gregos e Latinos, os escritos dos Padres da Igreja, obras de matemática, medicina e astronomia. 

Na "Idade das Trevas" inventaram os óculos (que, entre outras coisas, prolongaram a vida de trabalho dos artesãos), o relógio, o moinho de água, o papel realizado mecanicamente, a técnica de drenagem através dos moinhos de vento, e o arado com rodas que aumentou consideravelmente a produção agrícola. 

Os monges construíram bacias e lagos artificiais para a reprodução de peixes.
Através da invenção da chaminé foram criados os fogões e fomos. 
A bússola foi inventada na China onde era usada para rituais de magia, na Europa acrescentaram o quadrante e o visor usando-a para a navegação e, pouco depois, criaram os mapas gráficos náuticos. 
A anotação musical, a polifonia, e, em seguida, a harmonia, o cravo, o violino e outros instrumentos de corda, a forma do romance literário, foram inventados na "Idade das Trevas". 
Na arte bastaria lembrar a arquitectura: as catedrais românicas e góticas enriqueceram de beleza todos os cantos da Europa. 
A "Idade das Trevas" deu à luz as primeiras universidades, apesar de terem sido dirigidas somente por religiosos, também é verdade que qualquer pessoa poderia aceder e renunciar, possivelmente, à vida religiosa. 
Hoje as universidades, quase todas administradas por laicos, são verdadeiras escolas ideológicas, e as universidades mais cobiçadas só podem ser pagas por aqueles que têm um suporte económico substancial.

Dado que o Cristianismo proíbe o aborto e o abandono de recém-nascidos, na Idade Média foram criados asilos para crianças abandonadas. As "rodas dos expostos" situadas no exterior das igrejas e dos mosteiros, foram usadas para deixar os bebés que, doutra maneira, teriam sido mortos. 

Além de cuidar dos pobres, viúvas e estrangeiros, a Igreja Católica criou os hospitais, e os hospitalizados foram admitidos também nos mosteiros e os monges aprenderam a produzir medicamentos com ervas. As invenções e o desenvolvimento que ocorreram nesses séculos deram à Europa o impulso para se tornara a primeira expressão científica e económica mundial.

Defender a verdade

Apesar de tudo o que foi mencionado, hoje os representantes de algumas minorias, tais como feministas, homossexuais, pacifistas, manifestantes descontentes de todo o planeta, cientistas, humanistas, filósofos, ambientalistas, moralistas ateus, são todos contra a Igreja.
A este respeito, o grande historiador medievista Léo Moulin, avisa: «Vocês católicos deixaram de representar a História, muitas vezes adulterada ou falsificada até ao ponto de paralisar a vossa possibilidade de defesa. Todos os problemas, ou erros, ou sofrimentos que aconteceram na História foram sempre atribuídos aos católicos. E vocês, tantas vezes ignorantes do vosso passado, chegaram a acreditar neles, talvez para dar-lhes ajuda. Mas eu (agnóstico, mas historiador que tenta ser objectivo) digo que vocês têm de reagir, em nome da verdade. De facto, muitas vezes, os inimigos do catolicismo não dizem a verdade. E se também às vezes no seu discurso existir a verdade, é também verdade que num orçamento de vinte séculos de cristianismo, as luzes prevaleceram sobre as sombras. Mas então, por que não pedir contas a todos aqueles que sendo vossos inimigos vos acusam sistematicamente? Talvez porque certamente os resultados não seriam melhores! De que púlpitos vocês escutam, contritos e mortificados, certos sermões?»

O Contraste dos novos tempos

Vamos dar um gostinho dos "exemplos milagrosos" daqueles que acusam a Igreja.
Na Idade Média era proibido fazer guerras nas cidades, entre os civis, mas se os governantes queriam degolar-se, poderiam fazê-lo no "campo de batalha". Ainda hoje, os lugares de conflito são chamados assim, mas incorrectamente. De facto, após a Idade Média, especialmente desde a Revolução Francesa, exterminavam homens, mulheres e crianças indefesas.

No século passado, os filhos das ideologias ateias mataram, das formas mais horrendas, milhões de seres humanos, arrasaram cidades, juntamente com hospitais, escolas, estradas e pontes, tudo reduzido a cinzas pelos bombardeios indiscriminados. 

A escravidão, que desapareceu quase completamente na Idade Média, reapareceu depois do Renascimento. 
Hoje o tráfico dos escravos e da prostituição, ramificado em todo o planeta, é um mercado tão lucrativo que poderia ser cotado nas bolsas internacionais.
A isso somamos o tráfico de drogas que destrói as vidas de milhões de seres humanos. Se o mundo progredir no respeito pelo Homem, muito provavelmente os historiadores do futuro usarão o termo "Idade das Trevas" para indicar a história ateia dos últimos dois séculos.

Retirado do Jornal da Madeira

sábado, 24 de setembro de 2011

A relação da Igreja com o Estado



A relação da Igreja com o Estado

Pelo Beato João Paulo II*

As tarefas missionárias da Igreja são realizadas em uma sociedade concreta e no território de um determinado Estado. Como vê, Santo Padre, a relação da Igreja com o Estado na situação atual?

Lê-se na constituição Gaudium Et Spes: “No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas. Mas, embora por títulos diversos, ambas servem a vocação pessoal e social dos mesmos homens. E tanto mais eficazmente exercitarão este serviço para bem de todos, quanto melhor cultivarem entre si uma sã cooperação, tendo igualmente em conta as circunstâncias de lugar e tempo. Porque o homem não se limita à ordem temporal somente; vivendo na história humana, fundada sobre o amor do Redentor, ela contribui para que se difundam mais amplamente, nas nações e entre as nações, a justiça e a caridade. Pregando a verdade evangélica e iluminando com a sua doutrina e o testemunho dos cristãos todos os campos da atividade humana, ela respeita e promove também a liberdade e responsabilidade política dos cidadãos.”(nº 76) O significado que o Concílio dá ao termo “separação” entre a Igreja e o Estado está muito longe daquele que lhe quereriam atribuir os sistemas totalitários, tendo isso constituído, sem dúvida, uma surpresa e, em certo sentido, também um desafio para numerosos países, especialmente governados por regimes comunistas. É claro que estes regimes não podiam rejeitar tal posição do Concílio, mas ao mesmo tempo davam-se conta de que a mesma colidia com o conceito que tinha de separação entre Igreja e o Estado; de fato, na visão deles, o mundo pertence exclusivamente ao Estado, enquanto a Igreja tinha o seu âmbito próprio fora, por assim dizer, das “fronteiras” do mundo. A perspectiva conciliar sobre a Igreja “no”  mundo rejeita tal interpretação: para a Igreja, o mundo é uma tarefa e um desafio; ele o é para todos os cristãos, mas de modo particular para os católicos leigos. O Concílio abordou com decisão a questão do apostolado dos leigos, isto é, da presença ativa dos cristãos na vida social. Ora, precisamente este âmbito, segundo a ideologia marxista, deveria constituir domínio exclusivo do Estado e do partido.

Não é inútil recordar isto, porque hoje há partidos que, não obstante a sua matriz seguramente democrática, mostram uma crescente propensão para interpretar o princípio da separação entre Igreja e o Estado segundo a visão própria dos governos comunistas. Naturalmente, agora as sociedades dispõem de meios adequados de autodefesa; devem apenas querer aplicá-los. Mas, precisamente a tal respeito, suscita preocupação uma certa passividade que se nota no comportamento dos cidadãos crentes; dá a impressão de que eles outrora tinham uma sensibilidade mais viva dos seus direitos na visão no âmbito religioso e, conseqüentemente, uma propensão mais pronta para defendê-los com os meios democráticos ao seu dispor. Hoje, tudo isto aparece de certo modo atenuado, senão mesmo refreado, devido talvez a uma insuficiente preparação das elites políticas.

No século XX, muit se fez para que o mundo deixasse de crer e rejeitasse Cristo; no declinar do século – e simultaneamente do milênio -, tais forças destrutivas debilitaram-se, deixando, porém, atrás de si uma grande devastação: trata-se de uma devastação das consciências, com conseqüências calamitosas nos âmbitos da moral tanto pessoal como familiar, bem como da ética social. Os pastores de almas, que estão diariamente em contato com a vida espiritual do homem, sabem disso melhor que ninguém; quando tenho ocasião de falar com eles, ouço freqüentemente confissões assustadoras, a ponto de, nesta transição de milênio, se poder infelizmente designar a Europa como o continente das devastações. Os programas políticos, orientados primariamente para o progresso econômico, não bastarão sozinhos para curar tais chagas; pelo contrário, podem até agravá-las. Aqui abre-se à Igreja um campo enorme de trabalho; a colheita evangélica, tal como se apresenta no mundo contemporâneo,  é verdadeiramente grande, é preciso suplicar ao Senhor – e com insistência – que mande trabalhadores para esta colheita à espera de ser recolhida. 

Trecho retirado do livro: Memória e Indentidade, autoria de João Paulo II. Publicado pela editora Objetiva, 2005. Capítulo 20 A relação da Igreja com o Estado. página 136. 

Jovens, "vós sois a luz do mundo"

"Queridos amigos, a imagem dos santos foi repetidamente objecto de caricatura e apresentada de modo distorcido, como se o ser santo significasse estar fora da realidade, ser ingénuo e viver sem alegria. Não é raro pensar-se que um santo seja apenas aquele que realiza acções ascéticas e morais de nível altíssimo, pelo que se pode certamente venerar mas nunca imitar na própria vida. Como é errada e desalentadora esta visão! Não há nenhum santo, à excepção da bem-aventurada Virgem Maria, que não tenha conhecido também o pecado e que não tenha caído alguma vez. Queridos amigos, Cristo não se interessa tanto de quantas vezes vacilastes e caístes na vida, como sobretudo de quantas vezes vos erguestes. Não exige acções extraordinárias, mas quer que a sua luz brilhe em vós. Não vos chama porque sois bons e perfeitos, mas porque Ele é bom e quer tornar-vos seus amigos. Sim, vós sois a luz do mundo, porque Jesus é a vossa luz. Sois cristãos, não porque realizais coisas singulares e extraordinárias, mas porque Ele, Cristo, é a vossa vida. Sois santos, porque a sua graça actua em vós."

(TRECHO DO DISCURSO DO PAPA AOS JOVENS, ALEMANHA 24 de setembro de 2011)

O homem tem necessidade de Deus...

‎"O homem tem necessidade de Deus, ou, pelo contrário, as coisas continuam bastante bem mesmo sem Ele? Quando, numa primeira fase da ausência de Deus, a sua luz continua ainda a enviar os seus reflexos e mantém unida a ordem da existência humana, tem-se a impressão de que as coisas funcionem mesmo sem Deus. Mas, à medida que o mundo se afasta de Deus, vai-se tornando cada vez mais claro que o homem, na petulância do poder, no vazio do coração e na ânsia de prazer e felicidade, «perde» progressivamente a vida. A sede de infinito está presente no homem de modo inextirpável. O homem foi criado para a relação com Deus e precisa d'Ele."


(TRECHO DO DISCURSO DO PAPA NA CELEBRAÇÃO COM OS EVANGÉLICOS - ERFURT, sexta-feira, 23 de setembro de 2011)

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