segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ateísmo...“O esgoto do Universo”

AGOSTINO NOBILE
Publicado no Jornal da Madeira

Evidentemente, nem Mussolini, nem Savater conhecem a Patrística Cristã. Mas eles não conhecem nem um pouco de filosofia, de outra maneira ele já tinha a resposta à sua pergunta superficial. No seu livro "O Conceito de Deus depois de Auschwitz" o filósofo Hans Jonas dá a resposta sensata a esta pergunta ateísta banal: «A omnipotência de Deus está ausente, a partir do momento que ele fez o homem livre.»

O ateu, como muitas vezes os crentes que seguem os ensinamentos dos ateus, é basicamente uma pessoa sem princípios, ou seja, os seus princípios mudam de acordo com os eventos. A primeira coisa que emerge das suas teses é a total falta de humildade. Ele é especialmente reconhecido pela sua fé trinitária terrena: Sucesso, Dinheiro e Sexo. Ele ama - como um verdadeiro crente pode amar a Deus - ou o ateu de sucesso, ou melhor o ateu que se torna num mito qualquer. Ele está pronto a humilhar-se também para aparecer numa foto junto com o "mito", ostentando a fotografia orgulhosamente na sua sala. A falta de fé no Absoluto leva para deificar a sua “trindade”, ou o seu trabalho, a arte, o desporto, etc.... Ele adora mostrar a sua “cultura”, ou a sua importância social, estampando-a sem vergonha no rosto do seu interlocutor. É uma pessoa que vive os momentos superficiais, das emoções, de aprovações, mas quando envelhece se os companheiros ateus o esquecem, ele torna-se triste, tão triste até à depressão.

O escritor ateu espanhol Fernando Savater, está convencido que hoje, é a religião «a buscar o apoio da ética laica, (...) os nossos valores democráticos e ocidentais não são protegidos pela teocracia Vaticana, mas pelos valores resumidos no conceito de laicismo institucional.» O que significa “laicismo institucional"? Nada. Parece que a laicidade nasceu do nada. A laicidade foi criada por Jesus Cristo (dar a César...), é precisamente a laicidade baseada nos valores cristãos. Os Direitos Humanos, por exemplo, sem o cristianismo não existiriam (como nos países ateus e de outras religiões).

Um outro ateu, Sam Harris, no seu livro “Carta a uma nação cristã” pretende demolir as «pretensões intelectuais e morais feitas pelo cristianismo.» Essa pessoa “culta” escreve: «Um homem pode sequestrar uma criança, logo a estuprará, a torturará e depois mata-a.» Os pais estão convencidos que «uma atenção amorosa e omnipotente de Deus está sobre eles e suas famílias.» Na realidade isso não acontece, então, para Harris, Deus não existe. Este homem acredita que o Criador seja uma baby sitter, e como uma baby sitter teria (talvez) evitado o crime. Portanto, Deus não existe. O senhor Harris lembra-nos Benito Mussolini, que olhando o relógio desafiou Deus, exclamando, mais ou menos «se num minuto Você não me fulmina, significa que Você não existe!» Evidentemente, nem Mussolini, nem Savater conhecem a Patrística Cristã. Mas eles não conhecem nem um pouco de filosofia, de outra maneira ele já tinha a resposta à sua pergunta superficial. No seu livro "O Conceito de Deus depois de Auschwitz" o filósofo Hans Jonas dá a resposta sensata a esta pergunta ateísta banal: «A omnipotência de Deus está ausente, a partir do momento que ele fez o homem livre.»

O famoso ateu Richard Dawkins, um filho digno dos piores regimes totalitários, depois de alguns sucessos editoriais, publica “O Maior Espectáculo da Terra - As Evidências da Evolução ". Em 400 páginas particularmente chatas, o autor tenta demonstrar "cientificamente" que o homem é o neto do macaco. Desde que os darwinistas consideram os seus próprios livros - erroneamente - "científicos", seria útil para os editores publicá-los como textos religiosos, a saber, livros de fé. Também porque este tipo de ateu é um dos piores fundamentalistas do Ocidente. Nenhum cientista sério poderia considerar “ciência”, o que hoje é considerado inferior a uma teoria. Aliás, Dawkins promove o “Projecto Grandes Primatas Antropomórficos” que visa estender os direitos humanos aos grandes primatas antropóides principais. Se eles implementarem essa ideia, amanhã os ateus podem casar-se com os macacos, e talvez pedir a assistência social para arranjar um ninho de amor. Então, se o casamento funciona, intelectualmente e sexualmente, eles podem pedir a adopção de pequenos humanos e chimpanzés para fazê-los crescer como irmãos, possivelmente em cima das árvores. Os ateus dizem que o ser humano para satisfazer a sua necessidade de amenizar os seus medos, inventou as religiões. O homem primitivo teria criado um ser superior porque tinha medo da fome, da doença e da morte. Esquecendo a “nata” dos ateus e deístas como Voltaire, há que referir que ele em seu leito de morte pediu a bênção de um padre católico. No final do século XIV, apenas na Ordem Beneditina haviam recebido ordens monásticas vinte imperadores, dez imperatrizes, quarenta e sete reis, cinco rainhas. No mundo moderno é suficiente recordar os físicos Max Planck e Albert Einstein, dois grandes cientistas que acreditavam em Deus. De facto, hoje quem comanda são os “sacerdotes” ateus, que nos fizeram voltar ao tribalismo. Olhemos em redor, com que é que nos deparamos? Anéis no nariz, no umbigo, nos lábios, nos mamilos, na vagina. Tatuagens multicolores que atingem as nádegas. Moda que nos faz recuar ao período pré-mosaico. A isso adicionamos: violência escolar, a escravidão e a prostituição a nível global, violência doméstica, nas ruas e nas escolas. A família diz que a escola está ausente, enquanto a escola acusa a família de não saber educar. Parece que ninguém percebeu a ausência de Deus. A crise económica actual não é acidental, porque na verdade é a ética que está em crise profunda. Sem o temor de Deus o homem torna-se lentamente como o descreveu o ateu Charles Bukowski: "o homem é o esgoto do universo”. Isso é inevitável, nos diz a história.

Apesar do que vemos, os ateus acreditam que o homem é "naturalmente" bom, sem Deus. O que é bondade? Se um muçulmano se divorcia “legitimamente" das suas esposas e filhos com uma mensagem de texto, para um cristão não é considerado bom. Se para um agricultor da Índia ou da China é indiferente matar uma criatura só porque nasceu do sexo feminino, para um cristão não é. Se para um ateu é indiferente matar uma
criatura no útero da mãe, para um cristão não o é.

Primo Levi, no seu livro “É isso um Homem?”, descreve a sua experiência nos campos de concentração nazis. Terrível! Os torturadores usavam a lei ateísta nazi, onde o homem era considerado simplesmente matéria. No livro "Música para os lobos", Dario Fertilio descreve as torturas monstruosas realizadas numa prisão da Roménia entre 1949-1952. Basta dizer que a tortura menos violenta era aquela que forçava a vítima a comer excrementos. Os carcereiros cumpriam as leis dos ateus comunistas, onde o corpo do homem, obviamente, não é sagrado. Na China, acontece que os militares constrangem as mulheres grávidas a abortar com pontapés na barriga. Outras leis ateias comunistas. As experiências de horror das ideologias ateias do século passado, que também continuam hoje, não foram suficientes para os ateus como Dawkins. Sem os valores cristãos, os laicos tornam-se cada vez mais "o esgoto do universo". Os homens de todas as culturas e religiões cometem injustiças, mas quando as injustiças se tornam Lei, morre o sentido da vida. O homem fica prisioneiro das legislações decididas por outros homens. No final nós estamos numa situação pior do que a selva. Os animais matam para a sua própria defesa e para a sua sobrevivência. Para os homens que se consideram melhores do que outros, isto não é suficiente. Muitas vezes eles gostam de matar a tua dignidade, a tua inteligência, os teus sentimentos, a tua família, a tua natureza, a tua alma. Hoje, os governos ocidentais estão fazendo exactamente o mesmo.

sábado, 17 de setembro de 2011

O que os defensores do aborto esqueceram?

Autoria do Amigo da Cruz

Os defensores da legalização do aborto esqueceram-se de um detalhe: que seria deles se suas mães os tivessem abortados? Até para defender a morte de outros é preciso estar vivo! Gostaria de saber se, por acaso, todos os cidadãos decidissem que de hoje em diante os defensores do aborto é que deveriam realizá-los e cuidar das mães que o fazem. Caso se recusasse pudessem ser preso por descumprimento da lei. Gostaria de saber se eles aceitariam! Já que querem matar, que vocês matem então, mas devem dar todo o apoio necessário para a mãe seja pré ou pós-aborto.

Os mesmo argumentos que eles utilizam para criticar a oposição às suas convicções se aplicam ainda mais sobre eles. Quem tem se organizado e lutado para legalizar o aborto? Esses grupos estão muito bem organizados, sua agenda comum os impulsionam a criarem estratégias para aos poucos irem ganhando espaço com suas ideias. Depois, quando se chocam com resistências, eles se colocam no lugar de coitadinhos e dizem que a turma do mal está contra eles.

Talvez o fato mais curioso seja o de generalizar que as opiniões contrárias ao aborto são unicamente religiosas. Ora, isso é colocar barreiras para o diálogo. Se muitos os que defendem a vida são adeptos de uma religião, isso só confirma que as religiões são - ou deveriam ser -, protetoras dos direitos e da dignidade humana. As opiniões contrárias ao aborto podem ser filosófica, biológica, moral, religiosa, ética, sociológica, cultural etc. Mas acontece que precisam aplicar seu programa e, qual o caminho mais fácil? Generalizar que seus opositores possuem opinião religiosa. Ou seja, de início desqualificam a opinião, pois sabemos que a mentalidade moderna é a de que religião é coisa do passado. Esses tipos de pessoas não estão preocupados com os meios, pouco importa como conseguiram aplicar seu programa, o importante é aplicá-lo.

Outra ironia é dizer que a questão do aborto aplica-se unicamente a mulher, como se a ela coubesse o direito de decidir sobre uma vida. Onde está o pai da criança que será abortada? Onde estão seus direitos? Afinal, ele possui pelo menos 50 % de responsabilidade pela gravidez. E seus direitos de homem que quer ter um filho? A justificativa delas é de que a natureza (injustamente) as impôs árduo fardo de ter de levar por 9 meses um ser estranho dentro de si. E, por trazerem um ser humano em seu corpo, elas estão sendo ‘escravizadas’.

A mentalidade destas ‘feministas’ pode ser comparada como a de crianças ou adolescentes revoltadas, que, de uma hora para outra, decidem fazer tudo o que seja uma afronta do até então normal. Se ter família é normal e natural, para expressarmos nossa autonomia vamos combatê-la; se ser mãe é normal, vamos combater essa mentalidade. É uma anarquia que vêm de uma revolta contra os valores fundamentais e que prega uma falsa autonomia. A defesa do aborto está atrelada também a mentalidade esteticista moderna. As mulheres grávidas ganham alguns quilinhos e saem do estipulado “padrão”. O que vale mais é meu corpo, minha saúde, meu prazer, meus direitos, minha vida. Isso é a prova mais evidente de que o egoísmo e o desejo de auto-suficiência (soberba) são a raiz de todos os males. O amor é o único medicamento eficaz contra essas doenças.

Questiono, às vezes, se de fato o Brasil é o maior país católico do mundo. Constato que em números pode até ser, mas a realidade é diferente. Quantos santos brasileiros nascidos aqui temos? Diga-me pelo menos 5, por favor. Diga-me quantos políticos católicos você conhece? Diga-me quantos médicos, empresários, contabilistas, jornalistas, professores, administradores, colunistas são católicos? Diga-me o nome de 5, por favor. De fato há muitos católicos, ou pelo menos batizados, mas me diga 5 de cada exemplo acima que estão dispostos a aplicarem os princípios da Doutrina Social da Igreja, fonte iluminada pelo Evangelho e ensinamentos do Magistério da Igreja, no seu dia-a-dia?

Estamos nesta situação devido, em parte, pela inércia e desorganização dos católicos que simplesmente deixaram de lado assuntos tão importantes para nossa vida!

O que os defensores do aborto não deveriam se esquecer de agradecerem as suas mães. Dê um beijo nelas e as diga: obrigado mamãe por você ter me dado a luz! Eu te amo!

Haverá Dragões

Filme sobre a vida de São José Maria de Escrivá (1902—1975)


O Homem que não vendeu sua alma

Este filme retrada a vida de Santo Tomás Moros. Vale apena conferir.


Discurso do Papa Bento XVI aos parlamentares na ocasião de sua visita apóstólica à Inglaterra em 2010. Deve ter causado calafrio em muitos!

"...gostaria de recordar a figura de São Tomás More, o grande estudioso e estadista inglês, admirado por crentes e não-crentes, em virtude da integridade com que ele foi capaz de seguir a sua própria consciência, mesmo à custa de contrariar o seu soberano, de quem era um «bom servidor», porque tinha preferido servir primeiro Deus. O dilema com que Tomás More se confrontava, naqueles tempos difíceis, a perene problemática da relação entre aquilo que é devido a César e o que é devido a Deus, oferece-me a oportunidade de ponderar brevemente convosco sobre o justo lugar que o credo religioso conserva no processo político." (Bento XVI, ENCONTRO COM AS AUTORIDADES CIVIS DISCURSO DO PAPA BENTO XVI Parlamento de Londres Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Padre Paulo Ricardo - Gigante Adormecido


O episódio de hoje vem em resposta às várias perguntas recebidas após o episódio da semana passada: “Legalização do aborto no Brasil”.
Muitos nos escreveram perguntando: O que nós católicos podemos fazer?
Primeiro, é necessário dar-nos conta que somos um “Gigante Adormecido” que se acordado tem mais força do que qualquer instituição, partido ou grupo de pessoas.
Segundo, perceber que dentro da Igreja existem muitos lobos em pele de cordeiro. Que querem nos convencer que nada podemos fazer diante do mal que se aproxima. Traidores de Cristo e de sua Igreja.
Terceiro, devemos nos unir ao redor de Pedro, o Santo Padre Bento XVI. Ele é o nosso ponto de união. Devemos seguir a sua voz que já nos enviou em missão contra às forças da morte.
Nossa mensagem é para todos: cardeais, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas e leigos.
Somos a força mais impressionante e poderosa deste mundo. Somos o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Somos Católicos!!!

sábado, 3 de setembro de 2011

Padre Paulo Ricardo fala sobre a Legalização do aborto no Brasil

"No Parresía de hoje Pe. Paulo Ricardo nos fala do infeliz caminho que o nosso país está trihando em direção a legalização do aborto. A estratégia para atingir este satânico objetivo consiste em calar a voz dos religiosos."


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