Por Anacleto González Flores
13 de janeiro 1918
13 de janeiro 1918
Todos os pensadores de nosso tempo concordam em assinalar a organização como o remédio de todas as enfermidades sociais e como um meio poderoso e seguro para criar e manter o equilíbrio nas sociedades.
A organização, para que produza estes resultados, tem de revestir-se, como dissemos outras vezes, de características tais que satisfaçam todas as necessidades do indivíduo. Se se trata de uma organização de trabalhadores, é preciso que estes possam encontrar na agrupação a qual pertencem tudo o que necessitam como homens de trabalho: defesa de seus interesses, aprimoramento do ofício, melhores condições econômicas, intelectuais e morais, etc. A organização realizada com estas características não pode menos que impulsionar poderosamente o engrandecimento dos povos e criar o equilíbrio entre as classes sociais. Mas para que a organização exista, é necessário que todos se consagrem incansavelmente a dar a conhecer suas vantagens e, sobretudo, a conquistar as distintas pessoas que formam a sociedade, para que saiam de seu isolamento, para que se coloquem em contato com os demais e vivam uma vida verdadeiramente social. Para realizar esta conquista é preciso que cada um de nós procure aproveitar das circunstâncias para atrair todos para a organização. Nada tem de mais fácil do que conseguir que um amigo forme parte desta ou aquela agrupação, mas nós até agora temos nos limitado a lamentar nossos desastres e temos duvidado da única que pode nos salvar: a ação. Se sairmos de nossa preguiça, se nos lançarmos com atrevimento a atrair, a conquistar os que nos rodeiam para que entrem na organização, esta deixará de ser como é até agora; uma esperança, um sonho, para converter-se em uma realidade magnífica e avassaladora.
Então, quando ninguém viver mais no isolamento, quando aproveitarmos dos vínculos de amizade e das relações sociais, e tenhamos conseguido agrupar os patrões, a mulher, aos velhos e as jovens a civilização fará ouvir seus hinos triunfais e o equilíbrio entre os poderes e elementos que formam a sociedade será um feito grandioso, soberbo.
Mas agora não temos que pensar no triunfo como nos meios de alcançá-lo; esses meios estão em nossas mãos, podemos usá-los até que nos livremos de nossa preguiça, deixemos nossa apatia, resolvamos exercer um verdadeiro apostolado a favor da organização, e todo haveremos de conseguir.
Quem queira que seja você que leia estas linhas, podes ingressar quanto antes a alguma das agrupações fundadas para restabelecer a ordem social sobre as bases inabaláveis de Cristo; inscreva-se em algum círculo de estudo de alguma associação, de alguma sociedade. Funda-as se não existirem e conquiste a quantos possa para levá-los a essas associações. Assim haverá feito uma obra durável e digna de ti.
Que o futuro nos encontre a todos organizados.
FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p..
FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p..
