sábado, 13 de novembro de 2010

Carta de Chesterton para sua mãe Marie Louise

A carta que Chesterton escreveu para sua mãe Marie Louse, e que traduzimos abaixo direto do espanhol, foi motivada pelo fato sua mãe não ver com bons olhos a ida de seu filho a casa de Frances Blogg, bairro que considerava de loucos nada respeitáveis. Alem do mais, ela desejava como nora a Arnnie Firmin jovem ruiva amiga da família. Chesterton escreve esta carta por pressão de Frances que desejava que a mãe dele soubesse quanto antes de seu namoro com ela. No entanto, por timidez ou dificuldade em lidar com as palavras certas ao falar, coisa que não surpreenderia, pois na carta ele demonstra certa confusão em suas idéias, prefere escrever para sua mãe que estava bem diante dele. Só o amor poderia fazer com que esse gingante da lógica e rigor literário se perdesse em seus jogos de palavras. (Amigo da Cruz).

                                                       (Chesterton e Frances Blogg)


Agosto de 1898

"Minha queridíssima mãe:
Talvez pense que esse modo de proceder seja exageradamente excêntrico. Pois está sentada diante de mim e falando sobre Mrs. Beline. Mas decidi dirigir-me a ti desta maneira porque penso que talvez deseje refletir sobre assunto antes de dar-me uma resposta oral ou escrita.
Tratarei de explicar sobre uma situação, na qual acredito ter feito o certo, ainda que não esteja absolutamente seguro, e te pedir sua opinião sobre a mesma. Era algo complicado, e insisto que não poderia ter feito de outro jeito; mas ainda que fosse o maior tonto dos três reinos e tivesse me metido em uma confusão, há uma pessoa que recorreria sempre porque confio nela. As mães conhecem melhor que os demais as estupidez de seus filhos, e isto é verdadeiro em seu caso. Nunca me envergonhei disso, ao contrário, me alegro porque isso me passa segurança. É mais fácil escrever isso que dizer, mas você sabe que o que digo é verdade.
Não posso dizer o quanto ansioso estou de que compreendas que me comporto assim pensando sempre em sua possível reação a esta carta. Espero que me compreenda.
Faz oito anos que fizeste uma observação. Verás nisto que, ainda que nós ríssemos de tuas ‘observações’, nos recordaríamos delas. A observação se referia à hipotética jovens de que eu haveria de me apaixonar e concretizou nesta frase: “Se é boa não me importo quem seja.”
Não se quantas vezes repeti essas palavras nos últimos três dias, quando tomei a decisão de escrever esta carta.
Não te assuste, nem pense que ocorreu algo sensacional e definitivo. Não estou casado, querida mãe, nem comprometido. Quero seu conselho antes de suas deliberações. E se me permite te contarei brevemente a história.
É, segundo creio, a pessoa mais sagaz em dar-se conta das coisas, e conseqüentemente imagino que não pensas que vou todos os domingos a Bedford Park para contemplar a paisagem. Não me estranharia que já soubesse tanto sobre o assunto que eu possa te explicar agora. Bastará que te diga (pois nenhum de nós dois somos comunicativos, e esta carta na tem nada a ver com as de Mrz. Ratcliffe) que a primeira etapa de minha relação com os Blogg, enquanto líamos, conversava e gozávamos juntos a vida ao passo que descobríamos grandes afinidades em todos os terrenos; e que posteriormente descobri, tão emocionado e cheio dolorosas responsabilidades, de que não era mais platonismo o que dominava por completo o panorama. Nisto estamos agora. Ninguém sabe, exceto sua família e tu.
Queridíssima mãe, estou seguro de que ao menos não verá com desagrado. Realmente nos amamos mais do que ambos saberíamos expressar. Evito nesta carta qualquer sentimentalismo, porque sei que não gosta desse tipo de manifestação. Mas o amor é algo muito distinto do sentimentalismo, e creio que não irá rir de mim. Não direi que estou seguro de que Frances te agradará, porque é o que todos os jovens dizem a suas mães, ainda que estas, como é natural, não acreditem. Alem do mais estou convencido que ficaria mais satisfeito que descobrisse por ti mesma. Na realidade é, como certeza, o tipo de mulher que te agrada, que se pode chamar, segundo creio, ‘mulher das mulheres’, com bom humor, pouca lógica e muita simpatia, e não está contaminada por nenhum excesso ofensivo de saúde física.
Não tenho mais que dizer; exceto que tu e ela ocuparam meu espírito por completo durante a última semana, como tem notado por minha abstração, e que ela me pediu por carta que te transmitisse esta mensagem: ‘Por favor, diga logo a tua mãe; diga que não sou tão tonta como para que possa esperar que eu seja suficientemente boa para ti, mas que de verdade procurarei ser’."
Aspiração que me obriga sorrir.
Neste momento se aproxima como uma taça de chocolate. Obrigado.
Teu afetuosísimo filho,
Gilbert.

Trecho retirado do livro. 

Está claro que Chesterton vacila de propósito ao afirmar que não há todavia compromisso formal, mas se trata de uma licença admissível de quem está tocando o céu com as mãos desde a cena de St. James Park. Alem do mais, nem sequer repara na contradição entre a suposta ausência de compromisso com a mensagem que Frances deseja que ele transmita sua mãe. Não cabe dúvida de que nessa tarde se pode ver que o homem está meio perdido tanto na lógica como na precisão literária. Não é difícil imaginar o sorriso de sua Marie Louse quando leu a noite pela segunda ou terceira vez a carta dada em mãos pelo seu filho.


Traduzido do livro: Chesterton: um escrito para todos los tiempos, autoria de Luis Ignácio Seco, publicado pela editora La Palabra, 1998. Pág. 104-106.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sobre os santos

"Os santos são antes de tudo homens; a santidade, que é de ordem sobrenatural, se apóia na ordem natural. O homem é o único ser da criação que pode ser santo, no entanto, não existem dois santos iguais porque cada um particulariza sua santidade segundo os dons recebidos."

Retirado do livro: San Francisco de Asís, G.k. Chesterton.  Livro completo disponível aqui.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

G. K. CHESTERTON, BEATO?


Paolo Gulisano explica as virtudes do escritor britânico



Por Antonio Gaspari 
ROMA, quarta-feira, 15 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Gilbert Keith Chesterton, o escritor inglês inventor da figura do célebre padre-investigador Pe. Brown, e e autor de numerosos textos de narrativa e ensaios apologéticos, poderá ser beato.
Após a apresentação desta proposta às autoridades eclesiásticas, ZENIT entrevistou Paolo Gulisano, vice-presidente da Sociedade Chestertoniana Italiana e autor da primeira biografia em italiano do grande escritor: “Chesterton e Belloc – Apologia e profecia” (Chesterton & Belloc – apologia e profezia, Editora Ancora). 
– Quem promove o pedido de beatificação? 
– Gulisano: Quem propôs a beatificação de Gilbert Keith Chesterton foi a Associação cultural a ele dedicada, a Chesterton Society, fundada na Inglaterra em 1974 (por ocasião do centenário do nascimento do grande escritor) com o fim de difundir o conhecimento da obra, o pensamento e a figura deste extraordinário personagem. Há anos, se fala de uma possível causa de beatificação, e há poucos dias, durante um congresso internacional, organizado em Oxford, sobre o tema “A santidade de G. K. Chesterton”, no qual participaram os maiores expoentes no campo dos estudos chestertonianos, se decidiu sustentar esta proposta.
– Por que é beato? 
– Gulisano: Muitos consideram que há uma clara evidência da santidade de Chesterton: os testemunhos sobre ele falam de uma pessoa de grande bondade e humildade, um homem sem inimigos, que propunha a fé sem rebaixar-se mas também sem confrontos, defensor da Verdade e da Caridade. Sua grandeza está também no fato de que soube apresentar o cristianismo a um público muito amplo, de cristãos e de leigos. Seus livros, desde Ortodoxia São Francisco de Assis, desde Padre Brown A esfera e a cruz, são brilhantes apresentações da fé cristã, testemunhada com claridade e valor frente ao mundo.
Segundo as antigas categorias da Igreja, poderíamos definir Chesterton como um “confessor da fé”. Não foi só um apologista, mas também uma espécie de profeta que percebeu com grande antecipação o caráter dramático de questões da modernidade como a eugenia. O dominicano inglês Aidan Nichols sustenta que se deve olhar para Chesterton nada menos que como possível “padre da Igreja” do século XX. 
– Quais são as virtudes heróicas? 
– Gulisano: Fé, esperança e caridade: estas foram as virtudes fundamentais de Chesterton. Também era inocente, simples, profundamente humilde. Ainda tendo experimentado pessoalmente a dor, era um cantor da alegria cristã. A obra de Chesterton é uma espécie de remédio para a alma, mais precisamente, pode ser definida como um antídoto. O próprio escritor havia usado a metáfora do antídoto para definir o efeito da santidade sobre o mundo: o santo tem o objetivo de ser sinal de contradição e de restituir sanidade mental a um mundo enloquecido.
– Qual é a contribuição cultural, literária, moral e de fé que Chesterton deixou à sociedade britânica e à cristã?
– Gulisano: Quando soube a notícia da morte do grande escritor, o Papa Pio XI mandou, por meio do secretário de Estado, cardeal Eugenio Pacelli, um telegrama de pêsames, no qual lamentava a perda de “um devoto filho da Santa Igreja, defensor rico de dons da fé católica”. Era a segunda vez na história que um pontífice atribuía a um inglês a qualificação de “defensor da fé”. Talvez a Secretaria de Estado não se deu conta do irônico paralelismo, que teria feito Gilbert estourar em suas gargalhadas proverbiais, pois o outro inglês havia sido Enrique VIII, o homem que inferiu à Igreja da Inglaterra a mais grave e profunda ferida. Chesterton aproximou a Inglaterra e também o mundo de Deus, da fé e da razão. 
– Qual é sua avaliação sobre todo assunto?
– Gulisano: A leitura de Chesterton, seja das novelas ou dos ensaios, deixa sempre no leitor uma grande serenidade e um sentimento de esperança que deriva não certamente de uma visão da vida imatura e mundanamente otimista (que é na realidade o mais distante do pensamento de Chesterton, que denuncia detalhadamente todas as aberrações da modernidade) mas da concepção cristã, viril fortaleza da experiência religiosa. 
A proposta de Chesterton é a de levar a sério a realidade em sua integridade, começando pela realidade interior do homem e de dispor confiadamente o intelecto – ou seja, o sentido comum – em sua original sanidade, purificado de toda incrustação ideológica. 
Raramente se lêem páginas nas quais se fala de fé, de conversão, de doutrina, tão claras e incisivas quanto privadas de todo excesso sentimentalista ou moralista. Isto deriva da atenta leitura da realidade de Chesterton, que sabe que a consequência mais mortífera da descristianização não foi o gravíssimo extravio ético, mas o extravio da razão, sintetizado neste juízo seu: “O mundo moderno sofreu uma queda mental muito mais consciente que a queda moral”. 
Frente a este cenário, Chesterton elege o catolicismo, e afirma que existem ao menos dez mil razões para justificar esta eleição, todas válidas e muito fundadas mas relegadas a uma única razão: que o catolicismo é verdadeiro, a responsabilidade e a tarefa da Igreja consistem portanto nisto: no valor de crer, em primeiro lugar, e portanto denunciar as vias que conduzem ao nada ou à destruição, a um muro cego ou a um preconceito. Uma obra indubitavelmente santa, e a santidade de Gilbert Chesterton, que espero a Igreja possa reconhecer, brilha e resplandece ante o mundo. 

Fonte: ZENIT.org

Chesterton sobre os céticos

"Muito da nossa confusão sobre religião e dúvidas se dá por que nossos céticos modernos sempre começam por nos dizer o que eles não acreditam. Mas mesmo de um cético queremos saber primeiro o que ele acredita. Antes de discutir, queremos saber o que não precisamos discutir. E essa confusão aumenta infinitamente pelo fato de que todos os céticos do nosso tempo são céticos em diferentes graus da dissolução do ceticismo."

Philosophy for the Schoolroom, by G.K. Chesterton - Daily News, June 22, 1907  

domingo, 7 de novembro de 2010

Diferenças entre o suicídio e o Martírio - Por Chesterton em Ortodoxia

“O suicídio não só constitui um pecado, ele é o pecado. E o mal extremo e absoluto; a recusa de interessar-se pela existência; a recusa de fazer um juramento de lealdade à vida. O homem que mata um homem, mata um homem. O homem que se mata, mata todos os homens; no que lhe diz respeito, ele elimina o mundo. Seu ato é pior (considerado simbolicamente) do que qualquer estupro ou atentado a bomba, pois destrói todos os prédios; insulta a todas as mulheres. O ladrão se satisfaz com diamantes; mas o suicida não: esse é seu crime. Ele não pode ser subornado, nem com as cintilantes pedras da Cidade Celestial. O ladrão elogia os objetos que furta, quando não elogia o dono deles. Mas o suicida insulta a todos os objetos da terra ao não furtá-los. Ele conspurca cada flor ao recusar-se a viver por ela.

Não existe nenhuma criatura no cosmos, por mínima que seja, para quem a sua morte não é um escárnio. Quando alguém se enforca numa árvore, as folhas poderiam cair de raiva e os pássaros fugir em fúria, pois cada um deles recebeu uma afronta direta. Obviamente pode haver patéticas desculpas emocionais para o ato. Geralmente as há para o estupro, e quase sempre para o atentado a bomba. Mas quando se trata de esclarecer idéias e o significado inteligente das coisas, então, na sepultura na encruzilhada* e na estaca cravada no corpo, há muito mais verdade racional e filosófica do que nas máquinas de suicídio do sr. Archer. Há um significado no enterro à parte de um suicida. O crime desse homem é diferente de outros crimes — pois torna até os crimes impossíveis.

Mais ou menos na mesma época li uma solene bobagem de algum livre-pensador. Dizia ele que um suicida era simplesmente o mesmo que um mártir. A patente falácia desse texto ajudou-me a esclarecer a questão. Obviamente um suicida é o oposto de um mártir. Um mártir é um homem que se preocupa tanto com alguma coisa fora dele que se esquece de sua vida pessoal. Um suicida é um homem que se preocupa tão pouco com tudo o que está fora dele que ele quer ver o fim de tudo. Um quer que alguma coisa comece; o outro, que tudo acabe.

Em outras palavras, o mártir é nobre, exatamente porque (embora renuncie ao mundo ou execre toda a humanidade) ele confessa esse supremo laço com a vida; coloca o coração fora de si mesmo: morre para que alguma coisa viva. O suicida é ignóbil porque mão tem esse vínculo com a existência: ele é meramente um destruidor. Espiritualmente, ele destrói o universo. E depois me lembrei da estaca e da encruzilhada, e o estranho fato de que o cristianismo mostrara esse rigor incomum para com o suicida. Pois o cristianismo mostrara um ardente incentivo ao martírio.

O cristianismo histórico foi acusado, não inteiramente sem razão, de levar o martírio e o ascetismo a um ponto extremo, desolado e pessimista. Os primeiros mártires cristãos falavam de morte com uma alegria horrível. Blasfemavam as belas funções do corpo, sentiam o cheiro da sepultura à distância como se ela fosse um campo de flores. Tudo isso a muitos parecia a própria poesia do pessimismo. Todavia, existe a estaca na encruzilhada para mostrar o que o cristianismo pensava do pessimista.

Esse foi o primeiro de uma longa série de enigmas que o cristianismo discutiu. E a discussão implicava uma particularidade da qual devo falar mais especificamente, sendo uma característica de todas as idéias cristãs, mas que evidentemente começou com esta discussão. A atitude cristã para com o mártir e o suicida não era o que com grande freqüência se afirma nos ensinamentos morais modernos. Não era uma questão de grau. Não que se devesse traçar uma linha nalgum ponto, com o auto- assassino exaltado caindo dentro dela e o auto-assassino acabrunhado logo fora dela. O sentimento cristão evidentemente não era apenas de que o suicida estava levando o martírio longe demais. O sentimento cristão era veementemente em favor de um e furiosamente contra o outro.

Esses dois fatos que pareciam tão iguais ocupavam extremos opostos de céu e inferno. Este homem jogava fora a sua vida; ele era tão bom que seus ossos secos podiam curar cidades durante a peste. Aquele homem jogava fora a sua vida; ele era tão mau que seus ossos poluiriam os de seus irmãos. Não estou dizendo que a fúria estava certa; mas por que era tão violenta?

Foi aqui que pela primeira vez percebi que os meus pés peregrinos pisavam numa trilha batida. O cristianismo também sentira essa oposição entre o mártir e o suicida. Será que talvez a sentira pela mesma razão? Será que o cristianismo sentira o que eu sentia, mas não sabia (e não sabe) expressar — essa necessidade primeiro de uma lealdade às coisas, e depois de uma devastadora reforma delas? Em seguida eu me lembrei de que realmente a acusação contra o cristianismo era a de que ele combinava essas duas coisas que eu loucamente tentava combinar, ü cristianismo foi acusado de ser, ao mesmo tempo, otimista demais sobre o universo, e pessimista demais acerca do mundo. A coincidência de repente me faz ficar paralisado.”

*Segundo o costume cristão, o suicida não podia ser enterrado no cemitério.

Trecho retirado da obra de Ortodoxia de G.K. Chesterton, publicada pela editora Mundo Cristão, 2007, p.120-123

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Trechos do livro Santo Tomás de Aquino: Biografia. G.K. Chesterton.

"Não tem como ler as obras de Chesterton apenas uma vez. Quem lê seus livros tem obrigatoriamente de lê-los de novo. Não é possível absorver tudo de uma só vez. O mais fascinante é que, ao ler suas obras de novo, nos sentimos ao mesmo tempo com um sentimento de satisfação e de desepero, pois sabemos que temos de voltar a nos debruçar sobre elas. Isto é que uma obra clássica, ou seja, sempre atual e  profunda. 

Imprecionante a capacidade argumentativa dele. Seus argumentos paradoxais são geniais. É incrível como só depois de dois mil anos é que catolicismo teve um defensor dessa magnitude. Isso não é por acaso. Cada tempo tem o defensor da verdade com as armas e armaduras que necessita para combater o bom combate, como disse São Paulo. Chesterton nos  lembra isso em seu livro sobre a vida de Tomás de Aquino, ao se referir ao frágil franciscano e ao robusto Aquino, de que eles foram um medicamento eficaz e sob medida para seu tempo. Chesterton é o medicamento para nossos tempos. É o rémedio para curar nossa razão enlouquecida. Com toda segurança ele é o maior escritor católico século XX."
Amigo da Cruz

Segue abaixo alguns trechos.

A maior parte das modernas filosofias não são filosofias, mas dúvida sobre a possibilidade de haver filosofia.” (p.156)

... que separa um santo dos homens ordinários é sua disposição habitual de se confundir com os homens ordinários.” (p. 107).

O Santo é um medicamento, porque ele é um antídoto. Certamente é por isso que o santo é muitas vezes um mártir, ele é confundido com um veneno, porque ele é um antídoto. Ele geralmente será procurado para restaurar a sanidade do mundo, exagerando o que o mundo ignora, que nem sempre é o mesmo elemento em todas as idades. No entanto, cada geração procura o seu santo por instinto, e ele não é o que as pessoas querem, mas sim o que o povo precisa”. (...)”Por isso, é o paradoxo da história, que cada geração é convertida pelo santo que contradiz mais.”

CHESTERTON, G.K. Santo Tomás de Aquino: biografia. Tradução de Carlos Ancêde Nougué. São Paulo: Ltr, 2003

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

09 Parresía: “A Batalha pela vida” « Christo Nihil Praeponere

Clique no link ao lado e escute: “A Batalha pela vida” « Christo Nihil Praeponere

“Nós, cristãos, temos que compreender que o que está em jogo na luta contra o aborto não é somente a vida dos bebês no ventre de suas mães, mas também, a “existência” da própria Igreja…”

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