“Quanto mais alto formos, melhor nós ouviremos a voz de Cristo.” Beato Pier Giorgio Frassati
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
O que os defensores do aborto esqueceram?
Autoria do Amigo da Cruz
Os defensores da legalização do aborto esqueceram-se de um detalhe: que seria deles se suas mães os tivessem abortados? Até para defender a morte de outros é preciso estar vivo! Gostaria de saber se, por acaso, todos os cidadãos decidissem que de hoje em diante os defensores do aborto é que deveriam realizá-los e cuidar das mães que o fazem. Caso se recusasse pudessem ser preso por descumprimento da lei. Gostaria de saber se eles aceitariam! Já que querem matar, que vocês matem então, mas devem dar todo o apoio necessário para a mãe seja pré ou pós-aborto.
Os mesmo argumentos que eles utilizam para criticar a oposição às suas convicções se aplicam ainda mais sobre eles. Quem tem se organizado e lutado para legalizar o aborto? Esses grupos estão muito bem organizados, sua agenda comum os impulsionam a criarem estratégias para aos poucos irem ganhando espaço com suas ideias. Depois, quando se chocam com resistências, eles se colocam no lugar de coitadinhos e dizem que a turma do mal está contra eles.
Talvez o fato mais curioso seja o de generalizar que as opiniões contrárias ao aborto são unicamente religiosas. Ora, isso é colocar barreiras para o diálogo. Se muitos os que defendem a vida são adeptos de uma religião, isso só confirma que as religiões são - ou deveriam ser -, protetoras dos direitos e da dignidade humana. As opiniões contrárias ao aborto podem ser filosófica, biológica, moral, religiosa, ética, sociológica, cultural etc. Mas acontece que precisam aplicar seu programa e, qual o caminho mais fácil? Generalizar que seus opositores possuem opinião religiosa. Ou seja, de início desqualificam a opinião, pois sabemos que a mentalidade moderna é a de que religião é coisa do passado. Esses tipos de pessoas não estão preocupados com os meios, pouco importa como conseguiram aplicar seu programa, o importante é aplicá-lo.
Outra ironia é dizer que a questão do aborto aplica-se unicamente a mulher, como se a ela coubesse o direito de decidir sobre uma vida. Onde está o pai da criança que será abortada? Onde estão seus direitos? Afinal, ele possui pelo menos 50 % de responsabilidade pela gravidez. E seus direitos de homem que quer ter um filho? A justificativa delas é de que a natureza (injustamente) as impôs árduo fardo de ter de levar por 9 meses um ser estranho dentro de si. E, por trazerem um ser humano em seu corpo, elas estão sendo ‘escravizadas’.
A mentalidade destas ‘feministas’ pode ser comparada como a de crianças ou adolescentes revoltadas, que, de uma hora para outra, decidem fazer tudo o que seja uma afronta do até então normal. Se ter família é normal e natural, para expressarmos nossa autonomia vamos combatê-la; se ser mãe é normal, vamos combater essa mentalidade. É uma anarquia que vêm de uma revolta contra os valores fundamentais e que prega uma falsa autonomia. A defesa do aborto está atrelada também a mentalidade esteticista moderna. As mulheres grávidas ganham alguns quilinhos e saem do estipulado “padrão”. O que vale mais é meu corpo, minha saúde, meu prazer, meus direitos, minha vida. Isso é a prova mais evidente de que o egoísmo e o desejo de auto-suficiência (soberba) são a raiz de todos os males. O amor é o único medicamento eficaz contra essas doenças.
Questiono, às vezes, se de fato o Brasil é o maior país católico do mundo. Constato que em números pode até ser, mas a realidade é diferente. Quantos santos brasileiros nascidos aqui temos? Diga-me pelo menos 5, por favor. Diga-me quantos políticos católicos você conhece? Diga-me quantos médicos, empresários, contabilistas, jornalistas, professores, administradores, colunistas são católicos? Diga-me o nome de 5, por favor. De fato há muitos católicos, ou pelo menos batizados, mas me diga 5 de cada exemplo acima que estão dispostos a aplicarem os princípios da Doutrina Social da Igreja, fonte iluminada pelo Evangelho e ensinamentos do Magistério da Igreja, no seu dia-a-dia?
Estamos nesta situação devido, em parte, pela inércia e desorganização dos católicos que simplesmente deixaram de lado assuntos tão importantes para nossa vida!
O que os defensores do aborto não deveriam se esquecer de agradecerem as suas mães. Dê um beijo nelas e as diga: obrigado mamãe por você ter me dado a luz! Eu te amo!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Padre Paulo Ricardo - Gigante Adormecido
O episódio de hoje vem em resposta às várias perguntas recebidas após o episódio da semana passada: “Legalização do aborto no Brasil”.
Muitos nos escreveram perguntando: O que nós católicos podemos fazer?
Primeiro, é necessário dar-nos conta que somos um “Gigante Adormecido” que se acordado tem mais força do que qualquer instituição, partido ou grupo de pessoas.
Segundo, perceber que dentro da Igreja existem muitos lobos em pele de cordeiro. Que querem nos convencer que nada podemos fazer diante do mal que se aproxima. Traidores de Cristo e de sua Igreja.
Terceiro, devemos nos unir ao redor de Pedro, o Santo Padre Bento XVI. Ele é o nosso ponto de união. Devemos seguir a sua voz que já nos enviou em missão contra às forças da morte.
Nossa mensagem é para todos: cardeais, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas e leigos.
Somos a força mais impressionante e poderosa deste mundo. Somos o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Somos Católicos!!!
Site do Padre Paulo Ricardo
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sábado, 3 de setembro de 2011
Padre Paulo Ricardo fala sobre a Legalização do aborto no Brasil
"No Parresía de hoje Pe. Paulo Ricardo nos fala do infeliz caminho que o nosso país está trihando em direção a legalização do aborto. A estratégia para atingir este satânico objetivo consiste em calar a voz dos religiosos."
Padre Paulo Ricardo fala sobre os Abortos Ocultos
"A maioria das mulheres que usam pílulas anticoncepcionais não sabem da horrível realidade que se esconde por trás desta prática: Abortos Ocultos. Assista o vídeo e junte forças conosco nesta luta contra o assassinato silencioso de milhares de bebês."
terça-feira, 19 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Sobre o aborto
- Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque
é uma guerra contra a criança - um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?..." (Madre Teresa de Calcutá)
- "A pior calamidade para a humanidade não é a guerra ou o terremoto. É viver sem Deus. Quando Deus não existe, se admite tudo. Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra!" (Madre Teresa de Calcutá)
- "Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de AIDS, mas matar crianças Inocentes não nos assusta. O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra" (Madre Teresa de Calcutá)
- "Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto." (Madre Teresa de Calcutá)
- "O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns Pais para elas.” (Madre Teresa de Calcutá)
- "Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o Pai, nem a mãe, nem o estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza."
(Madre Teresa de Calcutá)
- "O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo. Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito". Mário Quintana - poeta
Fonte: Pastoralis.com.br
Fonte: Pastoralis.com.br
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
09 Parresía: “A Batalha pela vida” « Christo Nihil Praeponere
Clique no link ao lado e escute: “A Batalha pela vida” « Christo Nihil Praeponere
“Nós, cristãos, temos que compreender que o que está em jogo na luta contra o aborto não é somente a vida dos bebês no ventre de suas mães, mas também, a “existência” da própria Igreja…”
“Nós, cristãos, temos que compreender que o que está em jogo na luta contra o aborto não é somente a vida dos bebês no ventre de suas mães, mas também, a “existência” da própria Igreja…”
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Pe. Paulo Ricardo – Em defesa da Vida
Pe. Paulo Ricardo convoca todos os cristãos e homens de boa vontade a lutar pela vida. Apoia e confirma as denúncias dos bispos da Regional Sul 1 contra o Partido dos Trabalhadores (PT) em sua tentativa de legalizar o aborto em nosso país.
Assista o vídeo:
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Nefandum crimen
Aborto: “nefandum crimen” GS, 51
Século I
“não matarás a criança mediante aborto” (Didaqué, c. II, 2)
Século II
“Não mates a criança no seio da mãe” (Epístola de Barnabé, XIX, 5)
“Os que praticam o aborto cometem homicídio e irão prestar contas a Deus, do aborto. Por que razão haveríamos de matar? Não se pode conciliar o pensamento de que a mulher carrega no ventre um ser vivo, e portanto objeto da Providência divina, com o de matar cedo o que já iniciou a vida” (Atenágoras de Atenas, Súplica pelos cristãos, 3, 35, col. Patrística, ed. Paulus)
“Quanto a nós, sendo-nos proibido o homicídio de uma vez por todas, tampouco nos é permitido fazer perecer a criança concebida no seio da mãe, enquanto o ser humano continua a ser formado pelo sangue. Impedir o nascimento é um homicídio antecipado, e pouco importa se a alma é arrebatada quando nascida ou se é destruída no momento em que ela nasce.” (Tertuliano, Apologeticum, 9, 6-8)
“Aquilo que deve tornar-se um homem, homem já é, do mesmo modo que todo e qualquer fruto já está no germe.” (Tertuliano, Apologeticum, Idem)
Século IV
"A mulher que destrói voluntariamente um feto se torna culpada de assassinato. Não nos interessa fazer uma investigação minuciosa para saber se ele estava formado ou não.” (São Basílio, Lettres, t. 2, Paris, p. 124)
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Como o aborto é promovido na América Latina?
Como o aborto é promovido na América Latina?
Segundo o diretor do escritório para a América Latina do “Population Research Institute”
LIMA, quarta-feira, 19 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Primeiro se cria uma polêmica sobre um caso humano dramático de uma criança estuprada; depois se propõe uma lei geral de legalização do aborto. Este processo, adotado em outros continentes, está sendo aplicado na América Latina, como explica a ZENIT nesta entrevista Carlos Polo Samaniego, peruano, antropólogo e diretor do escritório para a América Latina do Population Research Institute desde 2001.
Este consultor de várias organizações na América Latina sobre política familiar analisa dois casos muito parecidos, que levantaram muitos artigos e debates radiofônicos e televisivos nas últimas semanas.
Um foi uma denúncia aos meios de comunicação, em Quintana Roo (México), no início de abril, provocando um debate regional em relação a uma menina de dez anos grávida do padrasto que a estuprou. A menina, que se encontrava em um estado avançado de gestação, não foi submetida ao aborto.
Em 12 de abril, a imprensa brasileira explicava que uma criança de 10 anos havia feito um aborto, com a aprovação de um juiz, em Recife, após ter sido estuprada diversas vezes por seu padrasto.
- Em ambos os casos, algumas organizações solicitavam o aborto para salvar a vida das mães; não é coincidência o fato de irem à imprensa os dois casos ao mesmo tempo?
Carlos Polo: Tudo parece indicar que não. O escritório da América Latina de Population Research Institute vem fazendo monitoração de casos como estes há alguns anos. Analisamos as iniciativas e publicações das principais organizações abortistas na América Latina e detectamos padrões comuns.
Os de Quintana Roo e Recife pertencem a uma grande lista de casos similares "fabricados" para legalizar o aborto na América Latina. Argentina, Peru, Colômbia, Nicarágua e Honduras são alguns dos lugares escolhidos por esses grupos que não buscam o bem-estar das meninas, mas sim impulsionar sua agenda, apelando aos sentimentos de compaixão para implementar confusão na opinião pública. Podemos dizer que buscam semear confusão mesmo dentro da Igreja.
- Em que se baseia para afirmar que os casos são "fabricados"?
Carlos Polo: Temos que dizer que o drama das meninas grávidas é real e sumamente doloroso. O que se fabrica e manipula é a repercussão midiática e a insistência de que o aborto é a única solução. Sobre esta realidade, são montadas campanhas que apresentam o aborto para aqueles que procuram outras saídas fora do aborto como um povo sensível, desumano e incompreensível. Os bispos, sacerdotes e leigos comprometidos, usualmente os primeiros defensores da vida dessas criaturas que estão por nascer, são muitas vezes alvos de ataque. A pressão chega a ser muito forte, como se a tensão estivesse situada no nosso senso de humanidade ao extremo. Mas é tudo parte de uma falácia, de uma grande mentira baseada num drama humano: muitas vezes essas meninas nem correm perigo nem querem abortar. E o pior, depois sofrem as consequências de fazê-lo.
- Esta acusação é muito grave. O senhor está em condições de mantê-la?
Carlos Polo: Cada vez temos mais evidências. Durante muito tempo, suspeitamos que isso acontecia mais ou menos da forma como agora conhecemos bem. Mas foi necessário um grande número de leigos, profissionais em diferentes áreas; nós nos organizamos e trocamos eficientes informações e experiências para que pudéssemos descrever todo o circuito, encontrando os padrões de "fabricação" de casos dos quais se falava antes. Agora, cada vez que é gerado um destes "casos", surgem voluntários para socorrer as meninas e seus pais. Por exemplo, graças a Deus, em Quintana Roo se pôde resgatar a menina e salvar seu bebê.
- E o que lhes revelou o caso de Quintana Roo?
Carlos Polo: O que suspeitamos: que um grupo inescrupuloso havia isolado esta família, ocultando seu paradeiro. Pressionaram a mãe até que concordasse a dar seu consentimento ao aborto, ainda que em sua consciência existia uma insatisfação e uma luta muito grande. Na menor oportunidade de fazer algo diferente, essa mãe e essa menina optaram com alegria pela vida. Mas, lamentavelmente, nem sempre chegamos a tempo. Ficam na memória casos como os de Recife (o primeiro de gêmeos há um ano e agora, mais recentemente, outro). O de "Amélia", na Nicarágua, sobre o qual publicamos uma ampla pesquisa há pouco. Amélia tinha câncer no ovário. Diversas organizações católicas ofereceram ajuda para o tratamento do câncer. Mas as organizações feministas que a mantinham oculta e pediam o "aborto terapêutico" não permitiram que ela recebesse a ajuda. Quando a pessoa vê que a prioridade é o cumprimento da agenda política abortista, então é claro que Amélia, como pessoa, não lhes interessa realmente. Não se trata do aborto para que faça bem à Amélia, mas simplesmente de usar aAmélia para que "faça bem" ao aborto.
- Qual é a origem desta estratégia abortista?
Carlos Polo: De fato, há muitas pistas. Uma delas nos coloca em um documento que, em janeiro de 2003, o Center for Reproductive Rights publicou com o título What Role Can International Litigation Play in the Promotion and Advancement of Reproductive Rights in Latin America? (Qual o papel dos conflitos internacionais na promoção e desenvolvimento dos direitos reprodutivos na América Latina?). Suas autoras, Mônica Roa, Luisa Cabal e Lilian Sepúlveda, são membros destacados desta organização de Nova York que promove o aborto legal e o manifesta abertamente.
Nesse documento, dizem claramente: "Os tribunais podem ser um fórum excelente para produzir a mudança". Também afirmam que, nesta estratégia de litígios, sua última oponente é a Igreja Católica. E afirmam que tudo isso se inicia por "examinar o processo de identificação de temas e casos". Abertamente, o Center for Reproductive Rights expõe como sua própria equipe de advogados e suas organizações associadas apresentaram os quatro "casos" citados no documento. Um deles, o da peruana Karen Llantoy, foi utilizado anos depois como argumento por Mônica Roa na sentença que legalizou o aborto na Colômbia.
- Voltando aos casos de Quintana Roo e de Recife. Conte-nos brevemente o que aconteceu em cada um destes "casos".
Carlos Polo: Como se diz, em Quintana Roo se atuou a tempo e foi possível salvar a menina e seu bebê. O "caso", como estratégia abortista, fracassou em todos sentidos. Não houve aborto. Nem as autoridades nem a opinião pública ficaram impressionadas. E o bispo de Cancun-Chetumal, Dom Pedro Pablo Elizondo, L.C., esteve muito consciente da assembleia que procurou criar divisão e dúvidas.
Em Recife, infelizmente, o "caso" terminou com aborto. Ao contrário do México, no Brasil os hospitais do governo oferecem todas as facilidades para abortar em casos de estupro. Mas poucas mulheres estupradas no Brasil escolhem abortar. Este recente caso em Recife tem um componente adicional que confirma muita de nossas informações com a deturpação que a imprensa fez com relação às declarações do arcebispo, Dom Fernando Saburido, dando a impressão que este aprovava o aborto em certos casos de meninas estupradas, para salvar sua vida. É como se utilizasse "argumento de falsa misericórdia".
O mesmo arcebispo teve de acompanhar essa campanha de desinformação com uma nota em que acusa o Diário de Pernambuco de manipular suas declarações. Segundo refere o arcebispo, o jornalista lhe fez a mesma pergunta em várias ocasiões e de diferentes formas, para depois selecionar aquela resposta entre todas que poderia apresentar a manipulação e falsa interpretação. "Recebeu a comunhão, em todos os sentidos, com a orientação de nossa Santa Igreja, que defende a vida e não admite, sob nenhuma hipótese, que seja eliminada, porque é um dom de Deus e somente a Ele cabe decidir - explicou Mons. Saburido. No caso específico da menina de 10 anos, grávida de quatro meses, vítima de estupro por seu padrasto e submetida a um aborto, estou em desacordo da decisão tomada, que considero anticristã por ter tomado uma vida que poderia perfeitamente ser salva. Não faltaria alguma família disposta a adotar o bebê, oferecendo-lhe afeto e dignidade".
Precisamente esse é o ponto chave para começar a derrotar esta estratégia: unidade no interior da Igreja. O testemunho de fé e ação em Quintana Roo ilumina e confirma perfeitamente as palavras do bispo de Recife, e vice-versa. A força do Evangelho da Vida acolhido e testemunhado é mais potente que qualquer vertente abortista.
- Alguns céticos poderiam ainda ter insistido na boa intenção destas organizações ao apresentar estes casos. O que o senhor diz sobre isso?
Carlos Polo: Eu sugeriria que averiguasse como terminam as mulheres concretamente envolvidas nestes "casos". O habitual é o total abandono por parte daqueles que até antes da intervenção eram "seus grandes aliados". Não podemos nos deixar surpreender pela falácia, porque a meia verdade termina sendo uma grande mentira. Qualquer coisa pode ser objeto de uma tentativa de manipulação.
O lema institucional do Population Research Institute é "Colocar as pessoas em primeiro lugar", porque é como uma chave para entender quão prejudicial é o aborto e todos os subprodutos da cultura da morte. E nossa ânsia é servir a todas as instâncias da Igreja para detectar e desmascarar estas manobras. Sabemos muito bem que nestes casos devemos exercitar aquilo que somos como membros do Corpo Místico e cooperar, como um órgão específico, para o bem de todos.
- Finalmente, que recomendação o senhor daria para evitar que haja mais danos com esta estratégia?
Carlos Polo: Que sejamos Igreja. Que nos unamos para pensar, orar, entender e agir pro-ativamente a favor da vida. Que nossos pastores não se sintam sós, porque cada vez somos mais leigos e colocamos nossos talentos profissionais ao seu serviço. Que nossos irmãos se animem a aprofundar neste trabalho e a entrar em contato, como uma grande rede. Só assim podemos enfrentar à altura os desafios do mundo de hoje.
Fonte: ZENIT.org
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