quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os católicos de hoje são como os funcionários públicos, e não como os protestantes

"E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja;
as portas do inferno não prevalecerão contra ela." São Mateus 16, 18.

Os católicos de hoje se parecem com os funcionários públicos! A afirmação pode soar irônica para aqueles que já se decepcionaram com os serviços públicos, ou para aqueles que sabem como é 'vantajoso' ser funcionário público. Para alguns desses funcionários pode soar preconceituosa, e a estes peço desculpa e licença para continuar a comparação.

Veja bem, olhe direito e compare os católicos de hoje com os funcionários públicos. Os católicos, pelo fato de terem a garantia dada por nosso Senhor Jesus Cristo a Pedro de que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Matheus 16,18), se sentem erroneamente na confortável condição de simples apreciadores e expectadores inertes, como dizia o beato Anacleto González Flores. Pela confiança na afirmação de que nada pode nem irá destruir a Igreja, os católicos se lançam no descaso e descompromisso de não fazer nada para sustentá-la nem para edificá-la. Sentem-se como funcionários públicos dentro da Igreja e se dão ao luxo de usufruí-la pacifica e convenientemente de acordo com sua disposição sentimental, de agenda e horário ou outro fator. Colocam-se como simples expectadores assistindo a Igreja caminhar e fazem o mínimo esforço necessário para não se desvincularem e se manterem no 'quadro efetivo' da Igreja.

Se a compararmos agora os católicos com os protestantes nós simplesmente tomaríamos um 'coro'. Quantas seitas protestantes abrem suas 'portas' em cada esquina de nosso Brasil. Antes de criticarmos, devemos olhar o porque desse sucesso. Além da carência sentimental e espiritual que vemos hoje, as pessoas, por possuírem má formação, seja católica ou não, não conseguem distinguir o joio do trigo. As seitas protestantes utilizam extraordinariamente de estratégias para 'conquistar' novos fiéis e manter os antigos. Utilizam o marketing, com outdoors, panfletos, cartazes; o relacionamento social entre as pessoas; a internet; a música; a televisão; rádio etc. para 'vender seu peixe'. Os católicos, em contrapartida, estão percebendo que estas estratégias rendem frutos e começam, mesmo que atrasados, a explorá-la.

Não desejo propor que os católicos façam essas coisas por simples proselitismo demagogo, e sim, que utilizem dos meios adequados eficazmente para melhor difundir a Verdade. A raiz desses problemas está na falta de interesse por parte dos católicos em colaborar efetivamente na missão Salvífica da Igreja, de ajudar a Igreja em suas necessidades materiais e espirituais e de se sentir parte dessa comunidade de fé que a mais de dois mil anos tem caminhado e passado por árduas dificuldades, tendo em seu trajeto deixado rastro de sangue derramado pelos mártires e santos e que, antes de desanimá-la, revigora a convicção de estar no caminho certo.

Se compararmos um católico com um evangélico perceberemos claras diferenças. Quantos católicos andam pelas ruas com um bíblia em mãos? Quantos católicos têm o costume de ler diariamente a Bíblia? E quanto desses sabem passagens e versículos de cor? Quantos colaboraram com o dízimo? Quantos estão à disposição do Padre e Bispo para assumirem cargos de sua competência e auxiliar a Igreja em suas necessidades? Quantos se sentem parte de uma comunidade e se esforçam para que ela seja firme e unida? Não generalizo que todos os protestantes assim o sejam; não é isso. O que desejo demonstrar é a nossa convicção de que a Igreja, apesar dos vários tipos perseguições e abalos que possa sofrer, não será destruída. Os protestantes, pelo contrário, se não dedicarem diariamente a suas 'igrejas' com o dízimo, participação, convites a novos participantes, esses sim, sabem e se estremecem com o risco de acabarem sem fiéis. Eles não são e nem foram construídos sobre a Pedra Angular que Cristo deixou à Igreja: Pedro. Mas antes de desanimarem - na verdade muitos nem sabem que estão no erro - eles dedicam com muito empenho para que suas 'igrejas' possam crescer e se manter. Antes de os criticarmos temos que ver, dentre às milhares, quais delas possuem o reto desejo de evangelizar e viver como nosso Senhor ensina.

Temos que aprender com eles o que tem a nos ensinar. Não podemos ficar na posição de funcionários públicos dentro da Igreja Católica esperando que outros façam. Temos que abraçar a causa e vestir a camisa que nos foi entregue e que está manchada de suor e sangue dos milhares de homens e mulheres que nos permitiram receber esse tesouro. Temos que ter gratidão com estes homens e mulheres que se dedicaram na reparação e edificação da Igreja. Não podemos nos dar ao luxo do conforto de não nos questionarmos o que Deus quer de nós.

No fundo a apatia e desâmino pelo qual passam muitos católicos se dá pelo fato de não se questionarem sobre sua vocação; de não perguntarem a Deus o que ele quer deles, aonde quer que seus dons sejam dedicados. Não podemos nos colocar como funcionários públicos dentro da Igreja e caminhar desanimados e desesperançosos cumprindo o mínino necessário para estarmos em seu quadro. Temos que abraçar sua causa que é Cristo e lutar para seu triunfo e glória. A afirmação de que a "as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (São Mateus 16, 18), antes de nos colocar em situação confortável, tem que nos instigar e desafiar a sermos parte daqueles que destruirão as portas do inferno e vencerão a morte e o pecado. O que conta nessa vida é termos nosso nome na lista dos que participaram e se doaram para o triunfo da Igreja e da Glória do Cristo, Nosso Rei e Senhor!

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