segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nosso número



Por Anacleto González Flores
Tomado de Glaudin 



Estamos vivendo isolados. Até este momento somos forças sem contato algum de tal maneira que os católicos apenas conhecem uns aos outros.

E o mais grave e doloroso é que apesar de que os últimos acontecimentos nos revelam toda a nossa imensa fragilidade e desorganização, ainda assim nos fazemos por desentendidos.

Continuamos acastelados em nosso isolamento, continuamos empenhados em viver isolados uns dos outros e ajustamos nossos planos individuais segundo nossas formas de ver e nossas opiniões.

Enquanto nossos inimigos nos dão uma aula de organização e nos fazem entender que a organização é uma necessidade imperiosa, nós seguimos aprisionada a nossa rotina e ao nosso isolamento; por mais que saibamos muito bem por longa e dolorosa experiência que esse sistema não pode levar mais que a derrota.

Continuamos animados ante nossos números e orgulhosos e satisfeitos de formar a maioria deste país. Mas, em contrapartida, seguimos sendo uma maioria impotente, vencida, sujeita a força dos nossos perseguidores. Porque o número, por grande que seja, não basta para a vitória. O número, para alcançar os êxitos que se buscam com ele, supõem, exige, pede, ser sempre um verdadeiro número em ação. Deixa de ser número quando somente é uma quantidade abstrata; mas na realidade não vive, não atua simultaneamente. Isto: trabalhar simultaneamente e todos juntos tem nos faltado. Por isto nosso número não terá valor nenhum enquanto não nos organizarmos. Pelo contrário, organizados seremos um valor forte e irresistível. Nosso número se fará sentir. Por isto a organização é a necessidade suprema dos católicos. Somente assim nosso número será um verdadeiro número.

FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p. 321-322.

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