Por Anacleto González Flores
Tomado de Glaudin
Estamos vivendo isolados. Até este momento somos forças sem contato algum de tal maneira que os católicos apenas conhecem uns aos outros.E o mais grave e doloroso é que apesar de que os últimos acontecimentos nos revelam toda a nossa imensa fragilidade e desorganização, ainda assim nos fazemos por desentendidos.
Continuamos acastelados em nosso isolamento, continuamos empenhados em viver isolados uns dos outros e ajustamos nossos planos individuais segundo nossas formas de ver e nossas opiniões.
Enquanto nossos inimigos nos dão uma aula de organização e nos fazem entender que a organização é uma necessidade imperiosa, nós seguimos aprisionada a nossa rotina e ao nosso isolamento; por mais que saibamos muito bem por longa e dolorosa experiência que esse sistema não pode levar mais que a derrota.
Continuamos animados ante nossos números e orgulhosos e satisfeitos de formar a maioria deste país. Mas, em contrapartida, seguimos sendo uma maioria impotente, vencida, sujeita a força dos nossos perseguidores. Porque o número, por grande que seja, não basta para a vitória. O número, para alcançar os êxitos que se buscam com ele, supõem, exige, pede, ser sempre um verdadeiro número em ação. Deixa de ser número quando somente é uma quantidade abstrata; mas na realidade não vive, não atua simultaneamente. Isto: trabalhar simultaneamente e todos juntos tem nos faltado. Por isto nosso número não terá valor nenhum enquanto não nos organizarmos. Pelo contrário, organizados seremos um valor forte e irresistível. Nosso número se fará sentir. Por isto a organização é a necessidade suprema dos católicos. Somente assim nosso número será um verdadeiro número.
FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p. 321-322.
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