sexta-feira, 23 de abril de 2010

A constância

A constância


(Autoria de Anacleto González Flores.
(Editoriales de la palabra,
sem data)


A situação dos católicos em nosso país, no que diz respeito ao triunfo de nossos ideias, exige que saibamos colocar um ponto fixo ao qual devemos mergulhar para alcançar a vitória.

Desde já podemos afirmar que uma das coisas que mais nos tem preocupado é a conquista da opinião. Não queremos dizer com isso que não há católicos em nossa pátria, muito menos que a maioria tenha deixado de pertencer a Igreja Católica. Não: quando dizemos que é necessário conquistar a opinião queremos dizer que é preciso criar na alma de nosso povo convicções mais fortemente enraizadas; que aos inumeráveis ataques e insultos lançados contra nossas doutrinas estejamos todos nós preparados para opor com uma resistência firme, resoluta, decidida a contestar os meios que os ímpios utilizam para nos combater.

Se escrevem livros e periódicos para arrancar a fé das almas, portanto, não os apoiemos jamais, deixemos-los no vazio; os cinemas, desgraçadamente em nossos dias  ensinam as crianças e jovens a seguir o caminho do vício; pois não contribuamos para a realização de uma obra tão detestável; os ensinamentos da doutrina religiosa não estão sendo bem atendidos, pois que consagremos um pouco de nosso tem a ensinar - lá; somos capazes de escrever algum folheto, algum artigo de periódico, pois que façamos sem demora não para nossa glória, se não para Jesus Cristo, como nos diz Lacordaire; tenhamos alguns amigos, como todos os homens os tem, pois que trabalhemos para atraí-los e levá-los a Cristo; enfim, sejam quais forem nossas circunstância façamos um esforço especial para que o reinado da verdade se estenda a todas as partes. E ainda que os obstáculos que nos fazem tropeçar sejam muitos, também é certo que a constância vence tudo. E já que escrevemos esta palavra, sinalizaremos como um dos grandes poderes de conquista. Todos conhecem a máxima: uma gota de água cava uma pedra; de igual modo seja a nossa ação católico-social com uma tenacidade de bronze, uma firmeza que nos motive o tempo todo e não nos deixe desanimar jamais, o triunfo nos irá coroar pelos nossos esforços.

Por desgraça um dos grandes defeitos de nossa raça é o da inconstância; facilmente nos entusiasmamos até a loucura por um ideal ou por uma empresa, e também facilmente desanimamos no primeiro desengano e não somos capazes de seguir adiante. E essa inconstância tem sido a grande armadilha que faz cair nossos propósitos e as obras iniciadas.

Este é um defeito que podemos vencer com a educação [de nossa vontade] e que só pode ser combatido com um esforço especial que se faça para adquire o hábito da perseverança. Os pais de família e os professores, que tenham agora em suas mãos o ensino das crianças e da juventude, devem colocar especial atenção em ensinar aos seus educados a começar uma obra e a não descansar até vê-la realizada e acabada. Assim nossa inconstância desaparecerá e chegará um dia em que nosso entusiasmo pela verdade e o bem se veja coroado de um êxito brilhante, avassalador.

Todos devemos combater esse defeito, sobre tudo em nós mesmos, para que sendo fortes contra o desengano e os fracassos, alcançamos a regeneração de nossa sociedade; sem a constância não conseguiremos nada, com ela a realizaremos perfeitamente.  
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Transcrito e traduzido do livro:
FLORES, Anacleto González. Obras de Anacleto González Flores. Guadalajara: Ayundamento, 2005. p. 511-512.

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