terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A GRANDEZA DO NOME: "AMIGO DA CRUZ"

"Amigo da Cruz é aquele que Deus escolhe entre dez mil pessoas que vivem ao sabor dos sentidos e da simples razão, para transformá-lo num homem espiritual, que fique acima da razão pura e em total oposição com os sentidos, com vida e uma fé pura ardente pela Cruz."

"Amigo da Cruz é aquele que, tal como um rei poderoso e verdadeiro herói, vence o demônio, o mundo e a carne nas suas três conscuspicência (1 Jo 2, 16). Com o amor pelas humilhações, vence o orgulho de Satanás; com o seu amor pela pobreza triunfa sobre a avareza do mundo; com o seu amor pelo sofrimento apara a sensualidade do corpo."

"Amigo da Cruz é o homem santo e desapegado dos bens terrenos, que eleva o seu coração acima de tudo quanto é caduco e perecível. A sua pátria está no céu (Fil 3, 20); vive neste mundo como estrangeiro e peregrino (1 Ped 2, 11), sem deixar-se do alto com olhar indiferente e as fixa com desdém."

"Amigo da Cruz é aquele que, no Calvário, se torna nobre conquista de Jesus Cristo crucificado e de sua santa Mãe; é um Ben-Oni ou Benjamim, ou seja, filho da dor e da dextra, concebido no coração doloroso de Jesus e gerado no seu flanco trespassado e coberto inteiramente pela púrpura do seu sangue. Devido a este nascimento cruento não respira senão Cruz, sangue e morte ao mundo, à carne e ao pecado (Rom. 6, 2.8.11; 1Ped 2,24), a fim de levar no mundo uma vida escondida com Cristo e em Deus (Col. 3,3)."

"Amigo da Cruz é, enfim, aquele que leva Cristo consigo, ou melhor, que é um outro Cristo; por isso poderá repetir com toda autoridade: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.” (Gal 2,20)

"Pergunto-vos, caros Amigos da Cruz: será que o vosso comportamento corresponde efetivamente ao grande nome que trazeis? Ou, pelo menos, tendes um desejo sincero e uma vontade decidida a que  seja assim, com a graça de Deus, à sombra da Cruz e na companhia de Maria “a Virgem Dolorosa”? Recorrestes, de fato, aos meios necessários para alcançar tal fim? Será que vos colocaste no caminho correto da vida (Prov. 10, 17; Jer 21, 8), que é a via estreita e espinhosa do Calvário? Ou foste colocar-vos, sem pensar, na via da perdição? Estais deveras convencidos que “há caminhos que ao homem parecem retos e no fim, conduzem à morte?” (Prov. 14, 12)

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Trecho retirado do livro Carta aos amigo da Cruz, publicado pela Editora Cleófas.
MONFORT, São Luis Maria Grinion. Carta aos amigos da cruz. Lorena: cleófas, 2007. p. 21-22.

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