terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A cruz de ferro

Durante a guerra mundial de 1914, uma patrulha de soldados alemães foi, um dia, cercada por um exército russo. Não podia duvidar-se do desfecho da luta... Os alemães tinham-se refugiado numa pobre barraca.

O oficial inimigo convidou-os a render-se; respondeu-lhe desesperado tiroteio. Os russos retorquiram-lhes com uma tempestade de metralha que se prolongou até que as armas alemãs emudeceram... até que a pequena patrulha atirou a última bala. Ao forçarem, depois, a porta da barraca, ficaram profundamente emocionados perante o espetáculo que se oferecia a seus olhos: No meio dos seus soldados mortos, jazia o tenente Griesheim, seu comandante, todo coberto de sangue, mas ainda vivo... Ele não era já o inimigo, mas o camarada que sofria. O oficial russo inclinou-se sobre ele e perguntou-lhe comovidamente: "O senhor sabia que éramos cem contra um. Por que não se rendeu?".

Com um supremo esforço, o tenente ergueu-se e, mostrando a cruz de ferro pregada no peito, disse?: "Entre nós, aquele que traz esta distinção não se rende".

Meu filho: se tiveres combates difíceis a travar no caminho do teu caráter, lembra-te também da Cruz que o Senhor pôs sobre o teu coração no dia do teu batismo, e dize bem alto nesses momentos:

Que importa o mundo e suas fantasias,
seus cantos e ditos de adulação?
Eu trago a Cruz em rosto de alegria,
e o seu amor me enche o coração!
(Eichert)
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*Extaído do livro: TOHT, Tihámer. O jovem de caráter. [S.L]: Coimbra, 1963.

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